terça-feira, 22 de julho de 2014

Caixa de Correio: livros de junho

     Olá pessoal, hoje venho mostrar os livros que recebi no último mês. Foram dois empréstimos, um book tour e um ganhado em um sorteio.
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     - Uma Chance a Mais, Ângela Aguiar, Editora Sollo Editorial, ISBN: 9788567529004, 2013, 214 páginas, Skoob. Onde comprar online: Amazon (ebook).
     Recebi o livro pelo Book Tour organizado pela editora. Quando terminar a leitura, resenharei para vocês.
Uma Chance a Mais, Ângela Aguiar, Sollo Editorial, livro, romance, capa, sinopse
     Sinopse: Até onde você é capaz de chegar por um amor verdadeiro? Elena encontrou com sua alma gêmea em seu primeiro dia de faculdade, mas não da forma tradicional. Era amor, ela soube no mesmo instante em que olhou dentro de seus olhos. Felipe soube que Elena era sua destinada desde o primeiro instante em que a viu, antes do seu primeiro dia de faculdade. Um amor irresistível, calmo, sereno, mas que arrebatou os dois sem que percebessem. Nada poderia jamais os separarem certo? Talvez.... Anos se passam e as lembranças, a dor a perseguem. Elena acredita que não existe esperança. Ela acredita que não merece ser feliz, que sua alma se foi.Ela pensa que um juramento feito em um momento de desespero, a anos atrás, não poderá cumprir. E é nestes momentos mais difíceis que ela descobre em seus amigos,uma esperança. E de repente um anjo aparece em sua vida, ou melhor ela cai em seus braços,a deixando perturbada mexendo com seus sentimentos e a vida dela começa a mudar totalmente. Apesar de não aceitar a presença do decidido Igor Lins, ele está disposto a provar a ela que a vida continua, e a cada dia é único.Como se deixar ser feliz? Como se reencontrar? Como se deixar amar? Elena vai descobrir ou esse será seu destino? Ame,se apaixone, se emocione e dê boas risadas mais acima de tudo descubra que não importa a dificuldade... há sempre ‘’Uma Chance a Mais’’de ser feliz!

     - A Mulher do Tenente Francês, John Fowles, Editora Record, ISBN: 9788560281374, 1982, 430 páginas, tradutora: Regina Regis Junqueira, SkoobOnde comprar online: Saraiva (edição da Editora Alfaguara).
     "A Mulher do Tenente Francês" é um romance com dois (ou seriam três?) finais! É isso mesmo, um livro com dois finais diferentes! Por isso me interessei por ele e peguei emprestado. Já li e em breve resenharei para vocês.
A Mulher do Tenente Francês, John Fowles, Record, livro, capa, sinopse, romance, era vitoriana
     Sinopse: Uma história escandalosa para os padrões e regras rígidos da Inglaterra vitoriana do século XIX. Sarah Woodruff é a mulher à qual o título se refere. Acostumada a vagar sem rumo pela costa de uma cidadezinha portuária, ela é considerada louca por alguns moradores do local. Já entre outros, ela é mal-falada, pois foi abandonada por um tenente francês que a desonrara, pro-metendo-lhe voltar. Sarah, em suas caminhadas, parece ainda ter esperança de que seu amado irá reaparecer. Todo este mistério que envolve Sarah conquista Charles, um nobre vitoriano que, de passagem pela cidadezinha ao lado de sua noiva, encanta-se com a enigmática figura da mulher abandonada. A partir daí, surge uma trama intensa recheada de paixão, loucura e perda. Porém, A Mulher do Tenente Francês talvez não tivesse tanto prestígio se, paralelamente a esta história, Fowles não houvesse estruturado sua forma de contá-la a partir de comentários sobre o comportamento dos personagens, intervenções críticas em meio ao enredo e de um leque de opções que levam o romance a diferentes destinos finais. Quebrando a estrutura narrativa clássica, ele consegue transformar o papel do narrador, que já não é mais uma voz neutra, mas também comanda sua história e faz parte dela.

     - Garota Replay, Tammy Luciano, Editora Novo Conceito, ISBN: 9788581630076, 2012, 144 páginas, Skoob. Onde comprar online: SubmarinoSaraiva.
     Já fazia tempo que queria ler "Garota Replay", peguei emprestado, já li e resenharei em breve. É um livro bem infanto-juvenil.
Garota Replay, Tammy Luciano, Editora Novo Conceito, livro, capa, sinopse
     Sinopse: Thizi é uma garota do bem, apaixonada pela vida. Mas, após uma madrugada trágica, sente que tudo à sua volta desmorona. Descobre que Tadeu, seu namorado, beijou uma garota em uma noitada e quebrou o nariz de Tito, melhor amigo de Thizi, quando soube que ele fotografou a prova da traição. Na mesma noite, Tadeu dirigiu bêbado e causou grave acidente, que deixou o amigo Gabiru em coma. Em meio a tanta decepção, Thizi encontra uma Replay de si mesma, uma igual. Agora, não mais a única do planeta, ela se sente a pessoa mais solitária do mundo e precisa entender que só o amor tem o poder de provocar as melhores mudanças. Garota Replay trará reflexões para desvendar os segredos da vida de Thizi. E da sua também...

     - Best Seller, Will Rhode, Editora Bertrand Brasil, ISBN: 852861221X, 2006, 420 páginas, Skoob. Onde comprar online: Americanas.
     Ganhei "Best Seller" em um sorteio realizado por uma amiga, ainda não li mas me parece interessante. Alguém já conhecia o livro?
     Sinopse: Uma grande história precisa de bons temperos como diamantes, belas mulheres, traições e drogas. E, para completar um cenário fascinante como a Índia, não há melhor protagonista do que um playboy inglês chamado Josh. Ele não tem emprego, nem quer arranjar um, mas, em contrapartida, possui um imenso talento para entrar em confusões, além de um pai rico que se suicidou por overdose de Viagra.
     Josh King se acha um pouco como Homer Simpson, pois está longe de ser um galã e seu hobby preferido é... não fazer nada. Mas a morte de seu pai trouxe o fim dos tempos de fartura - ele agora vive totalmente liso, sem nenhum centavo no bolso. No testamento, o pai deixou claro que o filho teria direito à metade da herança, com uma condição - precisaria escrever um livro que fosse um bestseller. Parece uma missão impossível, já que, a cada cinco mil livros publicados por ano, apenas dez se transformam em estrondosos sucessos.
     A busca paranóica por uma grande história se torna, assim, a única razão para Josh retornar a Déli. Naquela cidade aconteceu o seu primeiro encontro com a literatura, ou algo próximo disso - pelo simples fato de ser branco e inglês, ele trabalhou no jornal indiano Hindu Week. Ser repórter, no entanto, é apenas uma desculpa para se envolver com o tráfico de drogas e ganhar a confiança de Sohrab - mais conhecido como Baba, um grande traficante que passou por Hollywood. Mas sua relação com o crime organizado só se torna verdadeiramente profunda graças à maravilhosa Yasmin, uma linda mulher que chama a atenção pelas curvas de seu corpo e os olhos verdes. A atração de Josh foi fatal, transformando sua vida num inferno psicodélico que leva mente e corpo aos limites... e além. Será que isso já é inspiração suficiente para um grande Bestseller?

     Por hoje é só. Quais desses livros vocês mais gostaram, já leram ou tem vontade de ler? Quem tem uma dica de leitura para me dar?

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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Conheça o livro O Ciclo da Morte, da autora Thais Lopes #SemanaOCicloDaMorte

     Olá pessoal, tudo bem? Durante essa semana, haverá postagens sobre o livro O Ciclo da Morte no Pétalas de Liberdade. É a #SemanaOCicloDaMorte.
Livro, O Ciclo da Morte, Thais Lopes
     Sinopse: Um anúncio de aluguel faz com que Lucio, um vampiro caçado pelo primogênito de sua raça, conheça Kelene. Mas ela não é apenas uma jovem humana, da mesma forma que Lucio não é um vampiro qualquer.O que Kelene não imaginava era que Lucio estivesse ligado a uma figura de seu passado, e que uma armadilha antiga estivesse de volta. O que Lucio não esperava era que Kelene fosse a arma que precisavam para destruí-lo, ele que estava além da própria Morte. Quando a verdade começa a vir à tona, não há como fugir. As respostas estão no passado, entre as memórias proibidas de Lucio e os segredos que transformaram Kelene no que ela é. Mas o que alguém pode fazer quando a própria Morte está ameaçada?

     Sobre a autora:
Livro, O Ciclo da Morte, Thais Lopes, escritora
       "Meu nome é Thais Lopes, mineira de 24 anos. Cresci entre livros e histórias fantásticas. Desde criança tomei gosto por criar histórias, e este é um vício que nunca me abandonou. Uma coisa que nunca falta na minha bolsa/mochila? Papel e caneta. Sempre. Outra constante é a música. Sabe aquela pessoa louca no ponto de ônibus cantarolando como se não tivesse ninguém por perto? Oi, muito prazer. O resultado disso tudo é algo que costumo chamar de um pequeno problema de excesso de criatividade. Tenho mais personagens e histórias na cabeça do que acho que vou conseguir passar para o papel, e mundos (e seres) fantásticos são a minha paixão."

     Além de "O Ciclo da Morte", primeiro livro da trilogia "O Santuário da Morte", a Thais Lopes também é autora do Conto A Revelação:
Livro O Ciclo da Morte, Thais Lopes, A revelação
     Sinopse: E se o que você pensa ser fantasia fosse real?
     Por muito tempo, os seres sobrenaturais esconderam sua existência. O avanço da tecnologia destruiu o segredo, e eles foram obrigados a revelar que não eram apenas fruto da imaginação. Mas o Outro Mundo não estava preparado para a reação da humanidade – e para o que logo se transformou em uma verdadeira caçada.

     Redes Sociais: 

     No próximo sábado ocorrerá o lançamento virtual do livro, cliquem aqui e confirmem presença (este será o terceiro evento virtual de lançamento literário que participarei, é muito legal!).
     Para os blogueiros interessados, haverá um book tour, inscrições aqui.

     Durante a semana, na fanpage postarei alguns trechos do livro e aqui no blog teremos outros posts para vocês conhecerem mais sobre O Ciclo da Morte.
     Espero que vocês tenham gostado do post e que participem do lançamento.
     Agora me digam, já conheciam o livro? Gostaram da capa e da sinopse?
     Talvez os olhos de vocês ainda não estejam brilhando por causa do livro e vocês ainda não tenham sido totalmente convencidos a comprá-lo. Ainda! Esperem até eu postar algumas partes de uma entrevista feita com a autora. Aí estaremos todos no time dos que precisam loucamente ler a série "O Santuário da Morte"! Aguardem ;) !
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sábado, 19 de julho de 2014

Resenha: livro "Escolha o seu sonho", Cecília Meireles

     Olá pessoal, tudo bem? O livro da resenha de hoje é "Escolha o seu sonho", escrito por Cecília Meireles e publicado pela editora Record.
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     "Escolha o seu sonho" foi o primeiro livro inteiro da Cecília Meireles que li; até então, só havia lido um ou outro poema.
     É um livro de crônicas, que foram escritas inicialmente para programas de rádio, e depois foram reunidas e publicadas em um livro.
     A primeira crônica se chama Liberdade, quando bati os olhos no título surgiu um sorriso em meu rosto, Liberdade é o nome da minha cidade e também está presente no nome que escolhi para o blog. Gostei da crônica, achei muito bonita:  
     "Liberdade
     Deve existir nos homens um sentimento profundo que corresponde a essa palavra LIBERDADE, pois sobre ela se têm escrito poemas e hinos, a ela se têm levantado estátuas e monumentos, por ela se tem até morrido com alegria e felicidade.
     Diz-se que o homem nasceu livre, que a liberdade de cada um acaba onde começa a liberdade de outrem; que onde não há liberdade não há pátria; que a morte é preferível à falta de liberdade; que renunciar à liberdade é renunciar à própria condição humana; que a liberdade é o maior bem do mundo; que a liberdade é o oposto à fatalidade e à escravidão; nossos bisavós gritavam "Liberdade, Igualdade e Fraternidade! "; nossos avós cantaram: "Ou ficar a Pátria livre/ ou morrer pelo Brasil!"; nossos pais pediam: "Liberdade! Liberdade!/ abre as asas sobre nós", e nós recordamos todos os dias que "o sol da liberdade em raios fúlgidos/ brilhou no céu da Pátria..." em certo instante.
     Somos, pois, criaturas nutridas de liberdade há muito tempo, com disposições de cantá-la, amá-la, combater e certamente morrer por ela.
     Ser livre como diria o famoso conselheiro... é não ser escravo; é agir segundo a nossa cabeça e o nosso coração, mesmo tendo de partir esse coração e essa cabeça para encontrar um caminho... Enfim, ser livre é ser responsável, é repudiar a condição de autômato e de teleguiado é proclamar o triunfo luminoso do espírito. (Suponho que seja isso.)
     Ser livre é ir mais além: é buscar outro espaço, outras dimensões, é ampliar a órbita da vida. É não estar acorrentado. É não viver obrigatoriamente entre quatro paredes.
     Por isso, os meninos atiram pedras e soltam papagaios. A pedra inocentemente vai até onde o sonho das crianças deseja ir (As vezes, é certo, quebra alguma coisa, no seu percurso...)
     Os papagaios vão pelos ares até onde os meninos de outrora (muito de outrora!...) não acreditavam que se pudesse chegar tão simplesmente, com um fio de linha e um pouco de vento! ...
     Acontece, porém, que um menino, para empinar um papagaio, esqueceu-se da fatalidade dos fios elétricos e perdeu a vida.
     E os loucos que sonharam sair de seus pavilhões, usando a fórmula do incêndio para chegarem à liberdade, morreram queimados, com o mapa da Liberdade nas mãos! ...
     São essas coisas tristes que contornam sombriamente aquele sentimento luminoso da LIBERDADE.
     Para alcançá-la estamos todos os dias expostos à morte. E os tímidos preferem ficar onde estão, preferem mesmo prender melhor suas correntes e não pensar em assunto tão ingrato.
     Mas os sonhadores vão para a frente, soltando seus papagaios, morrendo nos seus incêndios, como as crianças e os loucos. E cantando aqueles hinos, que falam de asas, de raios fúlgidos linguagem de seus antepassados, estranha linguagem humana, nestes andaimes dos construtores de Babel..." (páginas 9, 10 e 11)

     Outra crônica que gostei foi Casas Amáveis. Moro numa cidade bem pequena, onde é possível encontrar casas numa arquitetura mais retrô, mais bonitas e alegres:
     "CASAS AMÁVEIS
     VOCÊS ME DIRÃO QUE AS casas antigas têm ratos, goteiras, portas e janelas empenadas, trincos que não correm, encanamentos que não funcionam. Mas não acontece o mesmo com tantos apartamentos novinhos em folha?
     Agora, o que nenhum arranha-céu poderá ter, e as casas antigas tinham, é esse ar humano, esse modo comunicativo, essa expressão de gentileza que enchiam de mensagens amáveis as ruas de outrora.
     Havia o feitio da casa: os chalés, com aquelas rendas de madeira pelo telhado, pelas varandas, eram uma festa, uma alegria, um vestido de noiva, uma árvore de Natal.
     As casas de platibanda expunham todos os seus disparates felizes: jarros e compoteiras lá no alto, moças recostadas em brasões, pássaros de asas abertas, painéis com datas e monogramas em relevos de ouro.
     Tudo isso queria dizer alguma coisa: as fachadas esforçavam-se por falar. E ouvia-se a sua linguagem com enternecimento. Mas, hoje, quem se detém a olhar para rosas esculpidas, acentos, estrelas, cupidos, esfinges, cariátides? Eram recordações mediterrâneas, orientais: mitologia, paganismo, saudade. (Que quer dizer saudade? E para que e o que recordar?)
     Os jardins tinham suas deusas, seus anões; possuíam mesmo bosques, onde morariam ecos e oráculos; e pequenas cascatas, pequenas grutas com um pouco d'água para os peixinhos. Possuíam canteiros de flores obscuras - violetas, amores-perfeitos - para serem vistas só de perto, carinhosamente, uma por uma, de cor em cor. (Hoje, estes ventos grandiosos apagam tudo.)
     E, lá dentro, as casas tinham corredores crepusculares, porões úmidos, habitados por certos fantasmas domésticos, que de vez em quando se faziam lembrar, com seus pálidos sopros, seus transparentes calcanhares, suas algemas de escravidão.
     As famílias abrigavam cortejos de mortos.
     E havia as clarabóias. Luz como aquela? Nem a do luar! - uma suavidade de cinza e marfim, a maciez da seda, o fulgor da opala.
     As casas eram o retrato de seus proprietários. Sabia-se logo de suas virtudes e defeitos. Retratos expostos ao público: nem sempre simpáticos, mas geralmente fiéis.
     Agora, os andaimes sobem, para os arranha-céus vitoriosos, frios e monótonos, tão seguros de sua utilidade que não podem suspeitar da sua ausência de gentileza.
     Qualquer dia, também desaparecerão essas últimas casas coloridas que exibem a todos os passantes suas ingênuas alegrias íntimas - flores de papel, abajures encarnados, colchas de franjas - e sujas risonhas proprietárias têm sempre um Y no nome, Yara, Nancy, Jeny... Ah! Não veremos mais essas palavras, em diagonal, por cima das janelas, de cortininhas arregaçadas, com um gatinho dormindo no peitoril.
     Afinal, tudo serão arranha-céus. (Ninguém mais quer ser como é: todos querem ser como os outros são.)
     E eis que as ruas ficarão profundamente tristes, sem a graça, o encanto, a surpresa das casas que vão sendo derrubadas. Casas suntuosas ou modestas, mas expressivas, comunicantes.Casas amáveis." (páginas 21, 22 e 23)

     Trecho da crônica Genealogia, sobre a solidão:
     "A solidão é um fato interior, separado das aparências, e que não impede nem a felicidade nem a alegria." (página 30)

     Trecho da crônica Vovô Hugo, uma verdade que os escritores talvez não se deem conta (vovô Hugo refere-se ao escritor de Os Miseráveis, Victor Hugo):
     "O futuro de hoje é o passado de amanhã e, quando já não estivermos vivos, para defender com unhas e dentes as nossas obras, elas terão de comparecer sozinhas diante do tribunal do mundo." (página 61)

     Trecho da crônica O grupo Fernando Pessoa, sobre o interesse dos jovens pelos clássicos:
     "Que estes jovens se agrupassem para assim fazerem presente o Trovador partido, que lhe acordassem a voz - não fácil - dessas solidões ocultas, já seria motivo de admiração; porque hoje é natural dos jovens esquecerem prontamente, e a tendência dos tempos é a de serem não só volúveis, mas também superficiais.      Mas o que assombra não é que venha esse Grupo a dizer em voz alta os poemas de Fernando Pessoa: é que por toda parte se manifeste o interesse de ouvi-los, e que os auditórios se detenham atentos, sensíveis à sua palavra, que nem sempre se imaginaria tão comunicável.
     Realmente, a palavra poética não possui sempre comunicabilidade oral. O poema escrito é feito principalmente para ser lido." (página 80)

     Trecho da crônica Semana Santa em Ouro Preto, na minha cidade a Semana Santa ainda guarda antigas tradições:
     "Nas grandes cidades modernas, inquietas e hostis, não há essa pausa, esse silêncio  tão favorável às vozes do Evangelho. A multidão apressada, torturada por problemas materiais inadiáveis, não dispõe de sossego de alma, nem mesmo de corpo, para parar, pensar, sentir.
     Nas pequenas cidades, ao contrário, há um tempo disponível, que é a riqueza e a poesia dos simples e pobres. (página 93)

     Muito do que foi pensado e escrito por Cecília Meireles na década de 60, se não me engano, ainda vale como retrato dos dias de hoje. Ela continua muito atual; se não fosse pelo uso do termo cosmonauta (atualmente usa-se mais astronauta), poderiam ser crônicas do século XXI.
     Percebi nas maioria das crônicas um sentimento de saudosismo, uma crítica ao mundo atual, apressado, onde as pessoas não tem tempo para a felicidade encontrada nas pequenas coisas.
     Trecho da crônica Tempo incerto:
     Os homens têm complicado tanto o mecanismo da vida que já ninguém tem certeza de nada: para se fazer alguma coisa é preciso aliar a um impulso de aventura grandes sombras de dúvida. Não se acredita mais nem na existência de gente honesta; e os bons têm medo de exercitarem sua bondade, para não serem tratados de hipócritas ou de ingênuos.
     Chegamos a um ponto em que a virtude é ridícula e os mais vis sentimentos se mascaram de grandiosidade, simpatia, benevolência. A observação do presente leva-nos até a descer dos exemplos do passado: os varões ilustres de outras eras terão sido realmente ilustres? Ou a história nos está contando as coisas ao contrário, pagando com dinheiros dos testamentos a opinião dos escribas?
     Se prestarmos atenção ao que nos dizem sobre as coisas que nós mesmos presenciamos - ou temos que aceitar a mentira como a arte mais desenvolvida do nosso tempo, ou desconfiaremos do nosso próprio testemunho, e acabamos no hospício! (página 52)
     Foi uma leitura extremamente agradável. Muitas das crônicas presentes no livro podem ser encontradas soltas pela internet (caso das duas que coloquei no post), mas tê-las todas reunidas num livro é muito melhor, dá pra se ter uma noção mais ampla de como Cecília Meireles via o mundo.
     Sobre a diagramação: o tamanho das margens e das letras é bom, as páginas são (ou ficaram, por causa do tempo?) amareladas.

     Detalhes: ISBN: 8501001716, 131 páginas, Skoob. Onde comprar online: Estante Virtual.

     Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado da resenha. Quem aí já leu algum livro da Cecília Meireles? Tem algum outro dela para me indicar?
     Bom final de semana!
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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Vou participar: Maratona Literária 3.0

Maratona Literária
     Olá pessoal, tudo bem? Vocês já ouviram falar da Maratona Literária?
     Ela foi baseada em uma prática bastante comum lá nos States, onde diversos blogueiros se reúnem (virtualmente, claro) a cada intervalo de tempo para dar um “gás” nas suas metas de leituras.
     Neste caso específico, foi baseada no projeto da equipe do Bout of Books, que realiza duas edições anuais e movimenta centenas de leitores a cada desafio…

     Como funciona?
     "A premissa é bastante simples: cada leitor/blogueiro estipula a sua própria meta. O único objetivo da maratona é ler mais do que você normalmente lê.
     Ou seja, se você é daqueles que devora 2 livros por semana, quem sabe não consegue ler 3 durante o desafio? Ou, se por causa da rotina corrida você consegue ler apenas 20 páginas por dia, que tal tentar elevar essa média para 30? E assim por diante…
     Mas a brincadeira não para por aí! A ideia do projeto é não só atingir suas metas pessoais, mas dividir essa experiência com outros leitores. Afinal, melhor do que apenas ler é poder comentar com pessoas tão apaixonadas por livros quanto você!
     Você também pode publicar boletins diários sobre o seu desempenho, comentando quantas páginas leu, se está conseguindo alcançar a meta, se conseguiu concluir algum livro…
     Para ajudar nessa troca de experiências, vamos acompanhar o desempenho dos participantes no nosso perfil no Twitter (@MaratonaLit) e na página oficial da maratona e no Grupo do Facebook, além de realizar desafios diários nos blogs hospedeiros durante a semana. Cada dia, um blog vai propor uma missão diferente, valendo prêmios e brindes!"

     A terceira edição da Maratona Literária ocorrerá entre os dias 21 e 27 de julho de 2014.

     Vou participar pela primeira vez. Escolhi dois livros para ler:
Perdão, Leonard Peacock
Autor: Matthew Quick
Editora Intrínseca
224 páginas
Tem Alguém Aí?
Autora: Marian Keyes
Editora Bertrand Brasil
602 páginas








     826 páginas em uma semana. Será que conseguirei? Normalmente eu levaria duas semanas para ler esse número de páginas.

     Quem quiser participar, é só acessar o blog Café com Blá Blá Blá, ler todas as instruções e se inscrever até dia 20/07/2014, domingo.
     E aí, quem também vai participar? Quais são as metas?

     Hoje é o último dia para participar do sorteio do livro "Fahrenheit 451", inscrições aqui.
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terça-feira, 15 de julho de 2014

Conheça a loja Poesia Destilada

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     Olá pessoal, tudo bem? É com muita alegria que venho apresentar para vocês a loja online Poesia Destilada!
     A loja Poesia Destilada tem o propósito de trazer ao público-leitor um novo conceito em artigos literários. Além das camisetas com estampas relacionadas a diversos livros, filmes, séries e projetos bacanas (como fotografia e proteção animal), na loja também será possível encontrar marcadores, caixinhas e muitos outros produtos personalizados e artesanais.
     Na imagem abaixo, selecionei alguns dos produtos que mais gostei na Poesia Destilada; e o bacana é que o preço é bem razoável:
Poesia Destilada, loja, camisetas, livros, estampas, séries, Quem é você Alasca, A Culpa é das Estrelas
     1: Camiseta "New Girl", 2: Camiseta "Quem é você, Alasca?" (já tá podendo fazer a lista de pedidos pro Papai Noel?), 3: Camiseta "Olha o passarinho!" (que estampa mais linda!), 4: Caixinha artesanal de chá, 5: Camiseta "Central Perk" (Friends), 6: Camiseta "Some Infinites..." - A Culpa é das Estrelas .

     E se vocês tiverem alguma sugestão de estampa, é só entrar em contato com a loja.
     Façam uma visita: www.poesiadestilada.tanlup.com.
     O Pétalas de Liberdade é parceiro da loja Poesia Destilada, os leitores do blog podem usar o código PDL1 e ganhar 5% de desconto em suas compras. Aproveitem!
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     Visitem o site da loja e me contem qual a camiseta que vocês mais gostaram, algo me diz que teremos mais novidades dessa parceria em breve.
     Vocês podem acompanhar as novidades da loja também pela fanpage e pelo blog.
     Espero que vocês tenham gostado do post.
     Ps.: o sorteio do livro "Fahrenheit 451", clássico distópico do autor Ray Bradbury, acontecerá na sexta-feira. Quem ainda não se inscreveu, clica aqui e participa.
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