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RESENHA: Laço Eterno Luz, de Renata Melo

Olá Leitores (as), como estão? Hoje venho trazer a resenha do livro “Laço Eterno Luz” da autora Renata Melo. Este é o segundo livro da Trilogia Laço Eterno, um romance lindo e tocante. Venham conferir  minha opinião completa sobre esta obra.


Foto: Skoob
Título: Laço Eterno Luz
Autora: Renata Melo
Editora: Buqui
Ano: 2016
Páginas: 200
Gênero: Romance / Literatura Nacional / Ficção

SINOPSE
Bruna é uma jovem enóloga que busca um novo começo após um trágico acidente que mudou completamente o rumo de sua vida e suas escolhas. Joaquim é engenheiro, bem-humorado, espirituoso e com um dom de enxergar o íntimo das pessoas que o cercam.
Os caminhos de Bruna e Joaquim não poderiam se cruzar em um momento mais oportuno. A moça busca redenção, e talvez só ele seja capaz de conceder-lhe essa graça. Almas gêmeas que mais uma vez se encontram. O que será que o destino irá lhes reservar?
Uma emocionante história de amor, esperança, perdão e gratidão. Laço Eterno Luz nos mostra que nem sempre tudo vai ser como planejamos, mas, de uma forma ou de outra, tudo vai acontecer como deveria ser desde o início.
Emocione-se com Bruna e Joaquim e embarque nesta história que mudará definitivamente sua perspectiva acerca da vida e de tudo que nos rodeia. Laço Eterno Luz é o segundo volume da trilogia escrita pela autora Renata Melo. (Skoob) Jordana Carneiro | www.feedyourhead.com.br

Depois de ter lido o livro Laço Eterno, da autora Renata Melo, fiquei louca para ler o seu segundo título. Inclusive já possui resenha do primeiro livro no blog, para conferir é só clicar aqui . Nessa nova história embarquei em uma leitura tão rápida e envolvente quanto do livro anterior. Como já disse essa trilogia foi cedida pela autora  para que eu pudesse resenha-lá.

“As visões e sonhos mostram que a conexão deles não eram somente desta vida, mas sabia que ela não entenderia se contasse”. (pag.43)




Neste livro vamos nos deparar com a história dos personagens Joquim e Bruna. O caminho de ambos se cruza após Bruna se mudar de sua cidade natal para o Brasil em busca de libertação, já que sofreu um grave acidente que mudou totalmente seu presente e futuro. Já Joquim e um rapaz cheio de esperança, divertido, formado em engenharia, e que possui um dom capaz de enxergar o interior das pessoas, tanto suas memórias, quanto seus sentimentos e emoções. Este é realmente um romance emocionante e encantador  trazendo mais uma vez almas gêmeas que se reencontram através do tempo, para trazer amor e perdão. Juntos terão de lidar com problemas do passado, para que consigam conquistar a felicidade no presente. Este é um romance cheio de conquistas, com um misto de emoções.

“Eu vou abrir mão de você para garantir nossa eternidade. Sei que não vai me entender, sei que irá me odiar, sei que vou sofrer muito por isso, mas ainda não visualizei outra solução”. (pag.101)


Ao terminar a leitura desse livro fiquei com o coração na mão literalmente, pois dessa vez a autora conseguiu me surpreender com todo o desenrolar da história, que na minha opinião seria totalmente previsível em relação a obra anterior. No entanto a trama teve um momento de reviravolta que sinceramente não esperava e que chegou me arrancar algumas lágrimas de tristeza.

A história é muito boa, e me envolveu do começo ao fim, principalmente porque dessa vez consegui sentir empatia pelos personagens, e compreendi o motivo deles tomarem tais atitudes por mais que tenha feito ambos sofrem, tudo foi muito bem formulado trazendo situações palpáveis.  Outro ponto é o romance; intenso, envolvente, e cativante, que me arrancou muitos suspiros me fazendo torcer para que eles tivessem seu merecido final feliz depois de terem passado por tantos momentos infelizes.

“- Nem sempre podemos ter tudo que queremos, tenho que confiar e acreditar que as coisas irão se resolver sempre para melhor e seguir em frente!”(pag.147)


Os pontos que ficaram em aberto no livro anterior, nesta continuação a meu ver foram muito bem explicados de forma clara e objetiva que me fizeram acreditar ainda mais em vidas passadas, laços de alma, dons, entre outros pontos citados na trama.
Gostei muito do fato de ter incluído personagens secundários que tiveram parte importante na história com um vínculo de amizade entre o casal, outros pelo contrário, tinham pendências a serem resolvidas.
O livro é narrado em terceira pessoa nos proporcionando um visão ampliada de todo o desenvolvimento da trama, inclusive somos levados juntamente com os personagens a ter vislumbre de algumas cenas do livro anterior . A autora consegue ter uma descrição muito clara dos personagens, da roupa que estão vestindo, e das comidas e vinhos que são saboreados por eles,  nos despertando  curiosidade e interesse em experimentá-los.

“- Por que as pessoas ás vezes são tão más umas com as outras? - Perguntou em voz alta a si mesma.
Juan entendeu que a pergunta não era para ele, mas ousou responder.
-  Porque a maioria delas são frustradas emocionalmente, simplesmente criam ideias e projetam no outro uma pessoa que não existe e que nem elas mesma seriam capazes de ser.”(pag.145)


De modo geral foi uma leitura agradável, emocionante e apaixonante.  O final me arrancou lágrimas, e me proporcionou uma grande surpresa que me deixou muito angustia, mas que traz ao leitor uma mensagem lindíssima de amor, esperança e compaixão de forma reflexiva. Mas, e vocês já tiveram oportunidade de ler este livro, ou se interessaram por esta leitura? Deixem nos comentários a opinião de vocês, é sempre muito importante e bem vinda.

Espero que tenham gostado, e por hoje é só.

Até o próximo post


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Projeto Próximo Capítulo: as dez capas mais bonitas da minha estante

 Olá pessoal, tudo bem? No mês passado, apresentei para vocês o Projeto Próximo Capítulo, onde alguns blogueiros literários se uniram para criar posts temáticos. Em fevereiro, nos reunimos para mostrar as dez capas mais bonitas da nossa estante. Sabe aquelas capas que a gente não se cansa de olhar? Então, fui escolhê-las na minha estante, e acabei fazendo uma lista com 20 livros (até postei ela lá no Instagram, você viram?), e aí fui tentando diminuir para chegar na metade.

 E eis minha lista com as dez capas mais bonitas da minha estante, lista que não está em ordem de preferência, pois seria impossível!

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"Vivian Contra a América" da Katie Coyle, Agir Now (HarperCollins) é o segundo livro da duologia Vivian Apple. "A sequência e conclusão da série começa com Vivian e Harp, sua melhor amiga, perdidas em São Francisco, perseguidas por grupos religiosos e caçadores de recompensa e enfrentando uma sociedade cada vez mais próxima do colapso." Eu ainda não li o primeiro livro, "Vivian Contra o Apocalipse", mas comprei o segundo para poder ler os dois em sequência. E se a capa do primeiro já é bonita, a do segundo me encanta mais ainda com essa mistura de amarelo, laranja e roxo.

"O Grande Gatsby" do F. Scott Fitzgerald, Editora Landmark entra na lista por trazer uma capa semelhante ao pôster de divulgação do filme (onde Tobey Maguire, Leonardo DiCaprio e Carey Mulligan brilharam!). Já assisti e resenhei o filme aqui no blog, já li o livro mas ainda estou devendo a resenha. Já adianto que o filme me encantou muito mais com o seu visual lindo. Para quem ainda não conhece, a trama é ambientada nos anos vinte, nos Estados Unidos, onde Nick descobre que seu extravagante vizinho Gatsby é apaixonado por Daisy, uma prima casada de Nick.



"Ruínas de Gelo" é o último livro da trilogia Fortaleza Negra da Kel Costa, e se a Ler Editorial já havia feito capas lindas para os volumes anteriores, nesse livro ela se superou! Além de a imagem ter tudo a ver com a trama, as cores usadas ficaram lindas. É uma daquelas capas bonitas de orelha à orelha. Aproveitando, lembro vocês que são os ÚLTIMOS DIAS para participar do sorteio valendo os três livros da trilogia, é só clicar aqui para participar. Na história, acompanhamos a jovem Sasha tendo que lidar com a guerra entre vampiros, minotauros e centauros. Para entender melhor, clique e confira: Resenha: livro "Ruínas de Gelo", Kel Costa.

"O Segredo de Indie", escrito pelas autoras Tara Taylor e Lorna Schultz Nicholson e publicado pela Editora Butterfly traz uma capa com um fundo que lembra madeira, mas num tom entre o verde o azul, além de um medalhão. A história  se passa na década de 90, no Canadá, e é narrada por Indie, uma garota de 17 anos, que via fantasmas, ouvia vozes e tinha visões onde descobria o que aconteceria no futuro, um dom que lhe causava mais problemas do que benefícios. Um dos pontos que me fazem ter um carinho maior por esse livro, é o fato de ele falar levemente sobre relacionamentos abusivos, e acredito que ele possa ajudar pessoas a identificar esses sinais de pessoas abusivas.


Eu fiquei hipnotizada quando vi a capa de "Uma Noite Inesquecível" pela primeira vez. Achei tão delicados a combinação dos tons de azul com o vestido claro da moça. Ele é um livro extra da série de romances de época "As Quatro Estações do Amor" da Lisa Kleypas, publicação da Editora Arqueiro. Na época em que a história se passa, existia uma certa rivalidade entre os novos ricos dos Estados Unidos e os nobres da Inglaterra. O protagonista, irmão de duas das personagens dos livros anteriores, chega à Inglaterra achando que vai arrasar, mas não é bem o que acontece pelo que está escrito na sinopse.
Precisávamos de algum livro da DarkSide Books aqui, não é mesmo? A editora sempre arrasa na parte visual de seus livros, mas muitas vezes eles estão mais para assustadores do que para bonitos. "Em Algum Lugar nas Estrelas" da Clare Vanderpool é um livro que eu comprei pela capa, por me interessar por tudo que tenha a ver com estrelas, pela sinopse e pelas resenhas que já li, mas ainda não realizei a leitura. Segundo a sinopse, "é um romance intenso sobre a difícil arte de crescer em um mundo que nem sempre parece satisfeito com a nossa presença", e eu amo livros desse tipo!




"Retorno a Brideshead - Memórias Sagradas e Profanas do Capitão Charles Ryder" do Evelyn Waugh foi o livro enviado pela TAG - Experiências Literárias em janeiro e foi uma publicação em parceria com a Companhia das Letras. O livro também foi minha resposta na Tag: livros e carnaval para o item "01. Comissão de frente: livro com capa mais elaborada". A capa laranja fica ainda mais bonita com a luva enviada pela TAG. Para saber mais sobre o livro, confira o post de unboxing clicando aqui.


Sem querer puxar a sardinha pro meu lado nem me gabar, a capa da antologia "Com Outros Olhos - Crianças Invisíveis" publicada pela Editora Estalo é linda demais! O livro traz contos ótimos ambientados em Prisma, um belo planeta fictício, protagonizados por crianças que precisam lidar com problemas. O óculos, as arestas de um prisma e as crianças tem tudo a ver com a premissa da obra, além do tom de verde ser lindo. O meu conto "Enquanto o dia não amanhece" foi um dos selecionados para fazer parte da antologia. Para saber mais, confira meu post sobre minhas leituras de janeiro.



Outra capa que me encantou desde que a vi pela primeira vez, foi a capa de "A Garota de Treze", um infanto-juvenil escrito pela Lilian Reis e publicado pela Mundo Uno (outra editora que sempre arrasa nas capas!). A história é sobre Luce, uma garota que tem treze anos mas se mete numa confusão ao fingir que tem mais idade (clique aqui para saber mais) e a capa traz toda a fofura da obra.

O encantador de livros

E a Ler Editorial volta a ser mencionada nessa lista com a capa linda de "O encantador de livros", uma história muito lindinha, sobre uma cidade que gira em torno dos livros, escrita pelo Lucas de Souza. Todas as capas do post são mais lindas pessoalmente do que em suas imagens de capa encontradas no Skoob (e que usei no post), mas para "O encantador de livros" (clique no título para conferir a resenha) eu tive que colocar uma foto que eu mesma tirei para vocês apreciarem melhor tanta beleza.

 Acabou, né?! Vocês sabem que é muito difícil eu conseguir fazer posts de listas desse tipo sem colocar uns extras (foi assim com as capas de romances de época mais bonitas), então, olhem aí mais cinco livros que eu tenho e que acho as capas lindas:

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 "Escola de vilões", fantasia leve da Jen Calonita, Única Editora, com elementos típicos dos contos de fadas.
 "A livraria mágica de Paris" da Nina George (já viu o post de ontem, onde aponto as semelhanças e diferenças entre os dois livros dela?), Record, com laranja e verde (ou seria azul?!) e um cenário parisiense.
 "Magônia", livro de fantasia da Maria Dahvana Headley, publicação da Galera Record, com tons de azul e aves.
 "Mosquitolândia" do David Arnold, yong adult (acho!) publicado pela Intrínseca e que tem uma lombada que salta aos olhos.
 "Quando o vento sumiu" da Graciela Mayrink com essa capa amarela linda da L&PM Editores.

 E o que podemos concluir com esse post? Que eu tenho uma quedinha por azul ♥! Por hoje é só, espero que tenham gostado do post tanto quanto eu gostei de escrevê-lo. Me contem se já leram ou querem ler algum dos livros mostrados, se gostaram das capas, qual a mais bonita da minha lista e da sua estante...

 Blogs que também estão participando do Projeto Próximo Capítulo:
Até o próximo post!

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Comparando livros: "A livraria mágica de Paris" x "O maravilhoso bistrô francês", Nina George

 Olá pessoal, tudo bem? Hoje trago mais um post onde aponto semelhanças e diferenças entre dois livros. Gravei um vídeo falando sobre as duas obras já publicadas no Brasil da Nina George, uma autora que divide opiniões desde o lançamento de "A livraria mágica de Paris" pela Editora Record em 2016.


Comparando livros: "A livraria mágica de Paris" x "O maravilhoso bistrô francês", Nina George
O livreiro parisiense Jean Perdu sabe exatamente que livro cada cliente deve ler para amenizar os sofrimentos da alma. Em seu barco-livraria, ele vende romances como se fossem remédios. Infelizmente, o único sofrimento que não consegue curar é o seu: a desilusão amorosa que o atormenta há 21 anos, desde que a bela Manon partiu enquanto ele dormia. Tudo o que ela deixou foi uma carta — que Perdu não teve coragem de ler. Até um determinado verão — o verão que muda tudo e que leva Monsieur Perdu a abandonar a casa na estreita rue Montagnard e a embarcar numa jornada que o levará ao coração da Provence e de volta ao mundo dos vivos. Sucesso de público e crítica, repleto de momentos deliciosos e salpicado com uma boa dose de aventura, A livraria mágica de Paris é uma carta de amor aos livros — perfeito para quem acredita no poder que as histórias têm de influenciar nossas vidas. Compre na Amazon. Compare preços. Resenha.
Comparando livros: "A livraria mágica de Paris" x "O maravilhoso bistrô francês", Nina George
Marianne Messmann está presa num casamento sem amor e não vê a hora de pôr um fim em tudo. Durante uma viagem a Paris, ela sobe na Pont Neuf e se joga no Sena, mas é salva do afogamento por um passante. Em seguida, é levada para o hospital e lá vê um azulejo pintado com a linda paisagem de uma cidade portuária da Bretanha. Inspirada pela pintura, ela decide embarcar em sua derradeira aventura. Ao chegar à Bretanha, Marianne entra num restaurante chamado Ar Mor (o mar) e é arrebatada por um novo e encantador modo de viver. Lá ela conhece Yann, o belo pintor, Geneviève, a enérgica dona do restaurante, Jean-Rémy, o chef perdido de amor, e várias outras pessoas que abrem os olhos dela para novas possibilidades. Entre refeições, músicas e risos, Marianne descobre uma nova versão de si mesma — apaixonada, despreocupada e forte. Porém, de repente, seu passado chega para confrontá-la. E, quando isso acontece, ela precisa decidir entre voltar para sua vida antiga ou abandoná-la de vez em nome de um futuro promissor e empolgante. O maravilhoso bistrô francês é uma jornada dos sentidos, com refeições suculentas e paisagens estonteantes. Uma história recheada de poesia, beleza, sensibilidade, romance, erotismo e segundas chances, que nos mostra que não existe idade para recomeçar e ser feliz. Compre na Amazon. Compare preços. Resenha.

 SEMELHANÇAS: Tanto "A livraria mágica de Paris" quanto "O maravilhoso bistrô francês" encantam o leitor com a ambientação em belos cenários da França, além de serem protagonizados por personagens com mais de 40 anos e ressaltar a importância da amizade.

 DIFERENÇAS: "A livraria mágica de Paris" tem uma linguagem mais poética e fascina os apaixonados por livros com suas referências literárias, enquanto "O maravilhoso bistrô francês" traz um discurso forte sobre o papel da mulher na sociedade, um pouco da cultura bretã e personagens fáceis de encontrar na vida real.

 Para entender melhor, aperte o play e confira o vídeo:



 "- Livros não são como ovos. Só porque um livro tem alguns anos nas costas não significa que esteja podre. - Monsieur Perdu também elevou o tom de voz. - E o que há de errado em ser velho? Velhice não é doença. Todos envelhecemos, e os livros também." ("A livraria mágica de Paris", página 17)

 "Lágrimas de riso escorriam de seus olhos. Ela esperava de todo coração que as gerações de mulheres que viessem depois de si que fossem melhores. Mulheres educadas por mulheres que não igualavam renúncia e amor.
(...) Quem se diminui não é amado, é desprezado. Ninguém agradece quando uma pessoa renuncia pelo outro. Essa é a natureza cruel da raça humana." ("O maravilhoso bistrô francês", página 238)

 E se você ficou interessado em ganhar um exemplar do livro "O maravilhoso bistrô francês", saiba que ele é o prêmio do Top Comentarista de fevereiro aqui no blog. Para concorrer ao livro, basta comentar nos posts do Pétalas de Liberdade, mas é preciso preencher o formulário de inscrição clicando aqui. Participe!

 Veja também:

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Fica a minha recomendação para que leiam as obras da Nina George. Me contem: já leram ou querem ler algum dos dois livros?

Até o próximo post!

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Resenha: livro "Eles não usam black-tie", Gianfrancesco Guarnieri

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Eles não usam black-tie", escrito pelo Gianfrancesco Guarnieri, lido na trigésima segunda edição publicada pela Civilização Brasileira em 2017.

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 O livro traz o roteiro da peça teatral que foi encenada pela primeira vez em 1958, adaptada para o cinema, e é uma das histórias de maior sucesso do teatro nacional. Conhecemos Tião, que, como o pai, Otávio, é um operário. Só que, enquanto o pai apoia às greves por salários melhores, Tião, que está noivo de Maria, acha que as manifestações de nada adiantam. Romana é a matriarca da família que mora no morro, e tem como outro membro o garoto Chiquinho, de quem Terezinha não desgruda. Acompanhamos basicamente as incertezas de Tião de participar ou não da próxima greve, onde a não participação o faria ser mal visto no morro, morro que ele não ama como outros que ali vivem, talvez por ter passado parte da vida como uma espécie de empregado infantil na casa dos padrinhos.

"TIÃO - Perto tá o barraco da Zéfa. Foi em cana, hoje. Carmelo matô o Bodinho...
 MARIA - Não fala em tristeza.
 TIÃO - São tristeza do morro.
 MARIA - Na cidade é pió... Só que ninguém se conhece..." (página 72)

 Lendo o texto, pude perceber os motivos de a peça ter marcado época. Apesar de as descrições dos cenários serem mínimas, através dos diálogos é possível visualizar muito bem os personagens, seus jeitos de ser e sentimentos, eles foram muito bem construídos, vívidos. A trama fala sobre assuntos muito pertinentes até os dias de hoje, como as greves, as relações entre patrões e empregados, a vida dura na favela.

"ROMANA (entra esbaforida) - Mais um pra sofrê! A Cândida do 36 vai dá à luz!...
OTÁVIO - O morro tá em festa, hoje...
ROMANA - Qual festa! A mulhé tá berrando que nem uma bezerra. Pra mim é mais que um. Aquilo é gêmeo no mínimo!
 OTÁVIO - Então isso não é motivo pra festa, D. Romana?
 ROMANA - Pra tu pode sê, que não vai tê que sustentá... Eu sou que nem japonês: morreu faz festa, nasceu desata a chorá!" (página 43)

 São comoventes as dificuldades financeiras pelas quais Romana e Otávio passavam, dificuldades que Tião não queria ter que obrigar Maria a enfrentar também. Mas se temos essa parte mais dura, Chiquinho e Terezinha, trazem certo alívio cômico para a obra, Chiquinho até foi meu personagem favorito.

"ROMANA - E se eu soubé que tu anda metido com aquela gente, tu vai apanhá como nunca apanhou!
CHIQUINHO - Puxa, mãe! É por isso que a senhora tá sempre cansada, vive me prometendo pancada!
ROMANA (rindo) - Também tu vive se metendo onde não deve. Toma o café anda. (Pega um pedaço de pão da gaveta.) E come esse pão!
CHIQUINHO - Tá duro, mãe!
ROMANA - Deixa de luxo e dá graças a Deus! Pão melhor só no almoço e se a greve der certo, porque se não. . ." (página 82)

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 A edição da Civilização Brasileira tem uma capa condizente com a obra, páginas amareladas, diagramação com letras, margens e espaçamento de bom tamanho, e boa revisão.

 Detalhes: Skoob, 112 páginas. Compre online na AmazonClique e compare preços no Buscapé.

 Fica a minha recomendação de leitura para quem procura bons roteiros que não deixam a desejar se comparados com romances, com personagens bem construídos e temas importantes que certamente trarão alguma reflexão ao leitor. Vale a pena ler "Eles não usam black-tie"! Por hoje é só, espero que tenham gostado da resenha? Me contem: já conheciam o livro, a peça, o filme ou o autor?

Até o próximo post!

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Caixa de Correio: livros recebidos em janeiro de 2018

 Olá pessoal, tudo bem? Demorei, mas trouxe o post onde falo um pouquinho sobre cada um dos livros recebidos em janeiro.

 Apertem o play para saber um pouco sobre cada um:



 Clique nos títulos e saiba onde comprar cada um dos livros mostrados no vídeo:
Trilogia dos Espinhos - Mark Lawrence 
A Casa dos Espíritos - Isabel Allende
Muito Além do Inverno – Isabel Allende
Teoria do Amor - Halice FRS
O véu entre mundos - Vinicius Fernandes 
Retorno a Brideshead - Evelyn Waugh 
Um Cheiro de Amor - Maria Christina Lins do Rego Veras
Platão no Googleplex- Rebecca Newberger Goldstein
Matem o Presidente - Sam Bourne
Outros Jeitos de Usar a Boca - Rupi Kaur
III – A Hora Morta Vol.2

 Um pouco mais sobre III - A Hora Morta volume 2, antologia da Luva Editora onde meu conto "O hospital abandonado" foi publicado:

III - A Hora Morta volume 2
Capa e marcadores
antologia, contos, terror, hora-morta
Sinopse e lista de autores participantes


conto, terror
Um pouco do meu conto
III – A Hora Morta Vol.2, dimensões 14 x 21 x 2 cm, Skoobcompre na loja da editora.

Organizador: Vitto Graziano

Autores: Marcos Debrito, Augusto de Brito,  J. Igor,  Alessandra Morales, Najara Bertoli, Leonardo Galvão, Renata Maggessi, Nicoli Alexandre, Beatriz Castro, Gustavo Lopes, Tamara Mansur, Thomas Schulze, Caesar Charone, Soraya Abuchaim, Tito Prates, Maria José Leite, Marcelo Milici, Ferdinand Azalb, Igor Chacon, D. A. Potens, Bárbara Pippa, Isaque Q. M. Lazaro, Suellen Mendes, Lucas Garcia, Sá Junior da Cruz Lopes e Cláudia Sobreira Lemes.

Sinopse: Por superstição ou coincidência do destino — julgar cabe a vocês — nesta sexta-feira 13, dia do azar, dos amaldiçoados e dos fãs do terror, eis que ganha vida III – A Hora Morta, a primeira antologia da Luva Editora, em parceria com o organizador Vitto Graziano ( Bella Máfia). As surpresas não param por aqui: Nesse volume dois contaremos com os astros Cláudia Lemes (Eu Vejo Kate) e Marcos DeBrito( O Escravo de Capela) e Soraya Abuchaim (Vila dos Pecados) também irão compor a equipe.

Chamada de Hora Morta, ou ainda Hora do Diabo, as 3h da manhã é famosa por ser um momento em que demônios e maldições ficam mais fortes. Não faltam relatos de pessoas atormentadas por pesadelos ou alegando que se veem presas em algum encanto maligno precisamente às 3h da madrugada. Segundo o cristianismo, isso acontece porque Cristo morreu às 3h da tarde, e a hora se tornou simbolicamente relacionada a Jesus. Então, seria a hora oposta, ou seja, a hora maligna, morta, do Diabo.

Ninguém sabe ao certo a origem das maldições ligadas às 3h; tampouco se tem o conhecimento de como nasce uma. Desde um homem que, ao tirar a própria vida, amaldiçoa aquela que não correspondeu ao seu amor e, junto com ela, todas as filhas de sua geração. Ou um casa que, outrora, fora palco de uma chacina e ainda hoje enlouquece todo aquele que nela se arrisca a morar. Até o revólver que pertenceu ao maior e mais frio assassino da história brasileira e que, depois de sua morte, passou a roubar a alma de todo o que o utilizar. Não faltam histórias – dentre tantas diferentes crenças e versões – para relatar uma maldição que assombra algo, ou alguém, ou algum lugar.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já leram ou querem ler algum dos livros mostrados?
Até o próximo post!

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