terça-feira, 19 de novembro de 2013

Resenha: livro "As vantagens de ser invisível", Stephen Chbosky

 Olá pessoal, tudo bem? O livro da resenha de hoje é "As vantagens de ser invisível", do escritor Stephen Chbosky, publicado no Brasil pela editora Rocco.

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 Em "As Vantagens de ser invisível", Charlie nos conta sobre sua vida. A história se passa nos anos de 1991 (ano em que eu nasci) e 1992.  Charlie tem 15 anos e está entrando no Ensino Médio. O único amigo que ele tinha no ano anterior se suicidou nas férias. Então ele conhece Sam e Patrick que estão no último ano e se tornam seus companheiros, seus melhores amigos. Charlie mora com seu pai, sua mãe, tem uma irmã e um irmão mais velhos (gostei da família dele, ele tem pais legais).

 Frase do pai de Charlie:
 "Nem todo mundo tem uma história triste, Charlie, mesmo que tivesse, isso não é desculpa." (página 38)

 Digamos que Charlie era um garoto invisível, ele via mas não participava do mundo. E é basicamente isso que o livro mostra: a vida de uma pessoa assim. O momento em que se sai do elenco de figuração e torna-se protagonista.

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 "As vantagens de ser invisível" tem pouco mais de 200 páginas, mas aborda tantos assuntos: amizades, relações familiares, homossexualidade, uso de drogas, aborto, suicídio, etc. Esse livro mexeu muito comigo, ao longo da leitura pensei coisas estranhas. Ele tem realmente um clima de "luta entre apatia e entusiasmo", melancolia e energia.

 Achei muito interessante o fato de ter várias referências a coisas dos anos 90 na história, como, por exemplo, máquinas de escrever ou fitas cassete (como as que eu mostrei nesse post). Charlie gravou algumas fitas com músicas para seus amigos, achei isso tão legal. Várias músicas são citadas no decorrer do livro, achei no YouTube uma playlist com todas elas, dá pra ouvir clicando aqui. A primeira vez que ouvi pensei: "Que músicas chatas! Não conheço nenhuma". Mas depois de ouvir a playlist algumas vezes pude perceber que ela realmente tem o clima da história.

 Uma citação de Charlie sobre músicas:
 "Tive uma sensação maravilhosa quando finalmente segurei a fita. Achei que tinha a mim mesmo na palma da mão, era uma fita que continha todas aquelas lembranças e sentimentos e grandes alegrias e tristezas. Bem na palma da minha mão.
 E penso em como muitas pessoas têm adorado essas canções.E como muitas pessoas passaram por maus bocados por causa dessas canções. E como muitas pessoas tiveram bons momentos com essas canções. E o quanto essas canções realmente significam.
 Acho que seria ótimo ter escrito uma delas. Aposto que, se eu tivesse escrito uma dessas músicas, ficaria muito orgulhoso. Espero que as pessoas que escreveram essas canções sejam felizes. Tomara que elas se sintam realizadas. Tomara mesmo, porque elas me fazem feliz. E eu não sou o único." (página 72) 
 (Acho que por aqui é possível entender o que os fãs sentem por seus músicos preferidos, o que a música significa para as pessoas, o que eu senti com a morte de dois integrantes da banda Charlie Brown Jr. .)

 No começo do livro eu achava o Charlie bem chato, toda hora ele chorava, só no final eu fui entender o motivo desse comportamento.

 Eu e Charlie temos algumas coisas em comum (talvez eu também seja invisível como ele), mas uma em especial me chamou a atenção: ele faz aniversário no mesmo dia que eu, 24 de dezembro. Depois dessa leitura eu nunca mais vou reclamar por não ganhar dois presentes, um de aniversário e outro de Natal. Quem já leu esse livro sabe o motivo.

 Também pensamos de forma semelhante sobre alguns assuntos:
 "Então, eu acho que somos quem somos por várias razões. E talvez nunca conheçamos a maior parte delas. Mas mesmo que não tenhamos o poder de escolher quem vamos ser, ainda podemos escolher aonde iremos a partir daqui. Ainda podemos fazer coisas. E podemos tentar ficar bem com elas.
 Acho que, se um dia eu tiver filhos e eles ficarem perturbados, não vou dizer a eles que as pessoas passam fome na China nem nada assim, porque isso não mudaria o fato de que eles estão transtornados. E mesmo que alguém esteja muito pior, isso não muda em nada o fato de que você tem o que você tem. É bom e mau.
 (...)Talvez seja bom colocar as coisas em perspectiva, mas às vezes acho que a única perspectiva é estar aqui. Como disse a Sam. Porque não há problema em sentir as coisas. E ser quem você é." (página 221)
 "Não sei se é melhor ter seus filhos felizes e não irem para a faculdade. Não sei se é melhor estar perto de sua filha ou ter certeza de que ela tenha uma vida melhor do que a sua. Simplesmente não sei." (página 69)

 O professor do Charlie (um cara bem legal chamado Bill) dava livros para ele ler, a maioria são clássicos (quero ler todos); um deles é "On the road", escrito por Jack Kerouac, livro que li e resenhei esse ano e que, pensando bem, tem semelhanças com "As vantagens de ser invisível": além de falar sobre drogas, os dois tem um clima diferente, despertam sentimentos.
 ''Para começar, Bill me deu uma nota C por meu trabalho sobre O sol nasce para todos, porque ele disse que eu misturo minhas frases. Agora estou tentando não fazer desse jeito. Ele também disse que eu devo usar as palavras do vocabulário que eu aprendo na aula, como "corpulento" e "icterícia". Eu as usaria aqui, mas não acho que sejam apropriadas para um texto como este.
 Para falar a verdade, eu não sei onde elas são apropriadas. Não estou dizendo que você não deve conhecê-las. Você conhece, com toda certeza. Mas é só que eu nunca ouvi ninguém usando as palavras "corpulento" e "icterícia" em toda minha vida. E isso inclui os professores. Então, por que usar palavras que ninguém conhece ou usa normalmente? Essa é uma coisa que eu não entendo." (página 24)

 "― Você sempre pensa muito nisso, Charlie?
 ― Isso é ruim? ― Eu só queria que alguém me dissesse a verdade.
 ― Não necessariamente. É só que às vezes as pessoa usam o pensamento para não participar da vida.
 ― Isso é ruim?
 ― É.
 ― Mas eu acho que participo. Você não acha?
 ― Bom, você dança nesses bailes?
 ― Eu não sei dançar bem.
 ― Está saindo com garotas?
 ― Bom, eu não tenho carro, e mesmo que tivesse não poderia dirigir porque só tenho quinze anos, e, de qualquer forma, não conheci nenhuma garota de que gostasse, exceto a Sam, mas sou novo demais para ela, e ela teria de dirigir sempre, o que não acho certo." (página 34)

 Mais uma coisa interessante: onde a história se passa, é possível ter permissão para dirigir aos dezesseis anos.

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Sobre o autor:
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 Pelo que eu pesquisei, ele não tem outros livros publicado no Brasil, o que é uma pena.
 Gostei bastante da capa do livro, do tom de verde. Essa edição tem a foto dos atores que fizeram Charlie, Patrick e Sam no filme, achei essa mais bonita que a capa da primeira edição. As folhas são brancas, o tamanho da letra e das margens é bom.

 Em 2012 foi lançado o filme desse livro, quero muito assistir, deixo o trailer dele para vocês verem:


 "Eu me sinto infinito." e "a gente aceita o amor que acha que merece" também são citações marcantes desse livro.
 Pode ser que essa não tenha sido minha melhor resenha, certamente foi uma das mais difíceis de fazer. Eu não encontrava as palavras para expressar fielmente o quanto esse livro foi incrível para mim. É um livro pequeno no tamanho, mas tão grande na história e no significado. Eu recomendo a leitura e torço para que quem ler goste tanto quanto eu.

 Número de páginas: 223; ISBN: 9788532522337; ano: 2012; página no Skoob. Onde comprar online: Ponto Frio (está por menos de R$20,00), Americanas, Saraiva.

 Por hoje é só, espero ter conseguido colocar todas as minhas impressões sobre o livro em palavras. Vocês já leram "As vantagens de ser invisível"? Ou já viram o filme? O que acharam? E a resenha, ficou boa ou grande demais? 

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22 comentários:

  1. Oi!
    Eu também achei o Charlie bem chato e chorão no começo do livro. Depois, fui entendendo os motivos deles e fiquei com pena. Gostei muito da história e da forma delicada do autor de explorar os temas.
    Ah... o filme é bem legal, viu? Se puder, assista.
    beijo

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    1. Oi Michelle, certamente verei o filme quando puder. Muito obrigada pela visita e comentário!

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  2. Eu tenho muita vontade de ler.

    www.iasmincruz.com

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    1. Oi Iasmin, acho que você vai gostar bastante desse livro. Obrigada pela visita e comentário!

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  3. Realmente o livro é incrível e é muito difícil de falar sobre ele, mas você fez um excelente post, parabéns!

    Bjs, Isabela.
    www.universodosleitores.com

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    1. Oi Isabela, que bom saber que você achou a resenha boa. Muito obrigada pela visita e comentário!

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  4. Eu vi o filme mas ainda sinto aquela necessidade de ler o livro por conter mais detalhes, sabe? Quase comprei na Bienal, mas o dinheiro não deu :(

    xx,
    www.likeparadise.com.br

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    1. Oi Thami, sempre dizem que o livro é melhor que o filme, e posso te garantir que o livro é muito legal. Obrigada pela visita e comentário!

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  5. Eu ja vi o filme e estava pretendendo ler o livro, agora com essa resenha, estou mais animada ainda http://fora-tendencias.blogspot.com.br/

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    1. Oi Luanna, espero que você goste tanto quanto eu. Obrigada pela visita e comentário!

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  6. Não li e nem vi o filme... engraçado que nunca tinha me interessado também, pois vi tanta divulgação na internet que achei que fosse só uma modinha sabe... mas pelas tuas palavras realmente parece ser uma boa história com uma boa abordagem. Adorei as citações que tu destacou ao longo da postagem :)

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    1. Oi Fernanda, muitas vezes a gente pensa que é uma coisa e é outra, né? Sempre dou uma olhada no que parece modinha, pode ser que seja algo realmente bom, como esse livro foi para mim. Obrigada pela visita e comentário!

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  7. Eu achei que a sua resenha ficou ótima <3
    EU tenho muita curiosidade em ler esse livro, e simples fatos como ele ter pais legais e as menções das musicas, me deixaram mais curiosas ainda! E claro, parece ser uma boa história, já esta na minha wishlist, ainda não li nem vi o filme..!
    beijos e que Deus te abençõe ♡ Blog Like a Rock, Like a Roll (clique) | Fan page|Pesquisa | Espaço dos leitores (envie fotos, looks, covers, makes, etc..)

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    1. Oi Indira, fico contente que tenha gostado, muito obrigada pela visita e por deixar seu comentário

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  8. eu vi o filme, é bem legal! :)

    http://catsandties.blogspot.com/

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    1. Oi João, pretendo ver o filme quando puder, muito obrigada pela visita e por deixar seu comentário

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  9. aonde a historia desse livro se passa???

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    1. Olá; se não me falha a memória, no livro não é dito exatamente onde se passa a história, mas creio que seja nos Estados Unidos, não sei em qual cidade exatamente.

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  10. Eu vi o filme gostei muito, a trilha sonora é ótima também!
    Bjs

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    1. Oi Melissa, obrigada pela visita e comentário.

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