Resenha: livro "Clichê", Carol Dias

 Olá pessoal, tudo bem? O livro da resenha de hoje é "Clichê", escrito pela Carol Dias e publicado pela Ler Editorial em 2016.

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 O livro é narrado em primeira pessoa por Marina Duarte, que após a morte dos pais (ela perdeu a mãe na infância e o pai no final da adolescência) e depois de se formar em Letras e Música  no Rio de Janeiro, decide se mudar para os Estados Unidos para ficar perto de sua tia Norma. Porém, chegando lá, as coisas não iam muito bem para Marina no sentido financeiro, sua dupla formação parecia não servir para muita coisa na hora de conseguir um bom emprego.

 Sua tia lhe indicou para uma vaga de babá na casa de um viúvo, e Marina conseguiu o trabalho, mas aí ela conheceu o seu chefe: o rico e lindo empresário Killian Manning. Ela teria que cuidar do casal de filhos dele, que havia ficado viúvo há poucos meses. Killian tentava ser o melhor pai que podia, mas ele tinha muito, muito trabalho, e nem ele nem Sara, sua cozinheira, que estava ajudando a cuidar das crianças, tinham tempo suficiente para se dedicar aos irmãos Dorian e Ally. Caberia a Marina a difícil missão de ajudar pai e filhos a saírem do luto e voltarem a viver, mas como lidar com o clima que surgiu entre ela e seu chefe?

 "Achei isso demais; ele poderia ser o tipo milionário ridiculamente insuportável, mas escolheu o clichê de ser um doce de pessoa. Se ele fosse do tipo perfeito também, eu ia me socar.
 Bonito e idiota, tudo bem. Bonito e perfeito, não.
 Era simples. Garotas fracas e sem personalidade se apaixonavam por caras ricos, mesmo que eles fossem tremendos idiotas. Esse clichê era quase um axioma. Agora, quem não se apaixona por caras ricos que não são idiotas, mas verdadeiros cavalheiros?
 Eu não podia me apaixonar por ele. Não pelo meu chefe." (páginas 11 e 12)

 "Clichê" foi o primeiro livro que solicitei da parceria com a Ler Editorial; entre as três opções disponíveis, ele tinha a sinopse mais interessante para mim, além de o título ter me deixado curiosa, mas eu não poderia imaginar a leitura deliciosa que me aguardava! A autora Carol Dias partiu de uma premissa super clichê, da garota pobre que se apaixona pelo americano rico (vamos combinar que temos livros do tipo aos montes por aí) mas eu nunca tinha lido nada como o que a Carol Dias fez a partir dessa premissa!

 A autora acertou em cheio ao desenvolver os protagonistas. Marina é uma mocinha super divertida, inteligente, talentosa e nada boba nem submissa, poderia ser uma mulher real. Deveríamos ter mais mocinhos como o Killian, mais pais como ele, que não foge da responsabilidade que tem para com os filhos, apesar da tragédia pela qual passou e da carga de trabalho imensa que tem. Para quem já leu tantos livros com homens possessivos e mulheres frágeis, foi bom demais poder ler um onde o cara é gente boa e onde coisas pequenas, mas muito significativas, como o fato de ela dirigir o carro enquanto ele trabalha no celular, acontecem. Killian não usa seu dinheiro para comprar a companhia da Marina, ele não a quer porque ela é linda, é a convivência entre os dois e também entre eles e as crianças, que faz com que surja um amor e um desejo de ficarem juntos. "Clichê" também serve como dica de leitura para escritores, para que percebam que não precisam seguir uma fórmula fixa no que diz respeito a papeis de gênero para terem uma boa história.

 "- Você não entende isso, Marina. Eu tenho tanto amor dentro de mim para dar, que não sei o que fazer com ele. Além disso, não quero viver sozinho pelo resto da vida. As crianças são meu tudo agora, mas elas vão crescer e viver suas vidas.  Eu quero alguém para dividir essas alegrias comigo. Não quero ser um solitário." (página 130)

 Os personagens secundários deram um toque especial para a história: o restante da família Manning, aquelas fofuras do Dorian e da Ally, a querida Sara, a amiga da Marina e a tia Norma (que eu queria ter conhecido mais). A música também foi uma parte importante, como musicista, Marina usava as canções  e seu violão para se aproximar das crianças, e as canções escolhidas também passam mensagens ao longo da leitura.

 "- Sabe o que pareceu isso? - Sara começou. - Um daqueles romances clichês ruins onde os personagens estão completamente apaixonados, mas ficam batendo a cabeça na parede em vez de ficarem juntos de uma vez.
 - Vira essa boca para lá, Sara!
 Eu só via erros nessa frase, por favor," (página 110)

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 Sobre a parte visual: eu fiquei bem feliz com a qualidade do trabalho da Ler. A capa é linda e tem tudo a ver com a trama. As páginas são amareladas, as margens, letras e espaçamento tem um bom tamanho. E no início de cada capítulo tem coraçõezinhos, um detalhe muito fofo. A obra está bem revisada.

 Enfim, "Clichê" é uma mistura de chick-lit (pela narração bem humorada) e romance florzinha (ah, não tem cenas de sexo!), uma história bem escrita, uma leitura fluida e recomendada para quem procura um bom livro nacional, para quem quem gosta de romances que sejam especiais, encantadores e inesquecíveis apesar da premissa clichê.

 Detalhes: 282 páginas, ISBN-13: 9788568925171, Skoob (minha nota: 4/5, média de notas até a data da publicação da resenha: 4,6/5), leia um trecho no Wattpadcurta no Facebook. Onde comprar online: loja da editora, Submarino, Americanas.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado da resenha de hoje. Deixo meu agradecimento especial à Ler e à Carol, por me darem a oportunidade de ler "Clichê"! Quem aí já conhecia o livro ou a autora?

 Ps.: acabei esquecendo de mencionar um ponto negativo da obra, mas que preciso citar: a repetição da expressão "ri pelo nariz" ao longo do texto (resenha atualizada em 24/04/2016).


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3 comentários

  1. Oi, amei essa capa, ela é muito fofa. Achei a premissa bem legal e clichê (rsrsrs), mas com certeza leria, já que ele é uma mistura de chick lit e romance florzinha, duas coisas que gosto muito. Adorei o modo como você expôs a historia e com certeza leria. Anotada a dica.
    bjus

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  2. Olha, o enredo faz jus ao título, o que não é necessariamente um problema, para quem aprecia romance romântico é uma ótima leitura.

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  3. Maria, eu gosto de um bom clichê.
    Porque apesar de ser batido ele traz algo que nos prende e conquista e parece que não é diferente com esse.
    Já bateu a curiosidade e quero ler.

    Lisossomos

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