terça-feira, 7 de junho de 2016

Resenha: livro "A garota de treze", Lilian Reis

 Olá pessoal, tudo bem? O livro da resenha de hoje é "A garota de treze", escrito pela Lilian Reis e publicado pela Mundo Uno Editora em 2016.

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 "Esse é o problema de se estar fazendo algo errado. Você sempre tem a impressão de que alguém está te observando." (página 129)

 A narração é feita por Lucinda, ou Luce para os íntimos, uma garota que acaba de completar treze anos, ela mora com a mãe num condomínio numa cidade da região metropolitana de Belo Horizonte. Luce tem uma melhor amiga, a Rafa, e juntas elas enfrentam as dificuldades da adolescência, não são as mais populares da escola e nunca foram beijadas. Tem também o Bruno, amigo delas, mas parece que ele quer ser mais que amigo da Luce, porém ela só gosta dele como amigo, e a mãe da Luce, super protetora, não gosta nem um pouco de ver esse garoto perto da filha, o que acaba fazendo com que a garota e sua amiga decidam bolar um plano para fazer o Bruno tirar o foco de cima da Luce, mas brincar com os sentimentos dos outros nunca dá certo, né? E essa é só a primeira das muitas confusões em que a nossa protagonista vai se meter!

 "O fato é que, sempre que tento contar algo ou pedir opinião, ela me dá um sermão. Eu não quero sermões! Quero ser compreendida! Até acho que mamãe deveria ser minha amiga, mas ela não é, infelizmente." (página 32)

 A Luce detesta ter treze anos, queria mesmo é ter dezesseis, que parece ser a idade mágica onde ela vai poder usar maquiagem e se divertir mais, ter mais liberdade. Ela gostaria que os garotos mais velhos olhassem para ela como olham para outras garotas, e acha que sua falta de atrativos físicos impede que isso aconteça, de forma que, junto com a Rafa, decidi encontrar um jeito de parecer mais velha. Mas será que um disfarce funcionaria? E é assim que começam as mentiras que vão se tornando uma bola de neve enorme, mas que no final ensinarão lições importantes para a garota de treze.

 "- Ah, é legal... eu acho. Sabe, a gente não vai conseguir nada com esses meninos mais velhos. Luce, temos que dar um jeito!
 - Andei pensando. A minha mãe me deu o cartão de crédito e me autorizou comprar o que eu quisesse...
 - Não me diga que está pensando no que eu estou pensando! - A Rafa exclamou, cheia de bobeira na cabeça. - Não tá pensando em... silicone, tá?
 - Socorro, Rafa! Era só o que me faltava. Nem se pagasse o Pitangui, ele colocaria isso em mim. Treze, esqueceu de novo? Mas pensei numa coisa mais fácil." (página 19)

 Quando peguei o livro para ler, pensei que seria algo inofensivo, afinal, é uma história especialmente voltada para o público adolescente, mas já nos primeiros capítulos precisei fazer uma pausa na leitura, pois me identifiquei demais com a situação de incompreensão materna pela qual a Luce passava. Minha adolescência, assim como a de todo mundo, teve partes difíceis. E relembrar isso no início da leitura foi algo doloroso, doeu recordar aquela sensação de ter que esconder algo de alguém que você ama, de ter que guardar para si todas os medos, as angústias, as dúvidas, podendo conversar apenas com amigos da mesma idade, que na maioria das vezes estão tão perdidos quanto você mesmo. A partir daí, passei a ver o livro com outros olhos! Fica o conselho para pais de adolescentes: não queiram impor aos seus filhos as suas regras, ele não vai deixar de beijar porque você não quer que ele beije, ele vai dar o primeiro beijo e não vai te contar para que você não brigue com ele; e se ele tem medo de te contar sobre um beijo, também vai ter medo de contar se algo maior acontecer.

 E foi isso o que aconteceu com a Luce: sem poder se abrir com a mãe e achando que ninguém além da Rafa a entendia, ela foi mentindo para conseguir realizar seus desejos, mas as coincidências e o fato de viver uma mentira não ser tão bom quanto poder viver algo real acabou pesando. E como Luce sairia da enrascada em que se meteu?

 "Eu estava presa pelas minhas próprias mentiras. Tinha conseguido o que queria, mas só podia falar pra Rafa" (página 139)

 "A garota de treze" é um livro que pela edição lindinha e pela premissa eu esperava que fosse bom, mas foi melhor ainda. Mesmo a Luce sendo tão diferente de mim (classe média, pais separados, onze anos mais nova), eu me identifiquei demais com ela, e creio que a autora fará com que outros leitores também se identifiquem. Teve momentos em que eu ri e outros em que meu coração ficou apertado e fiquei extremamente tensa para saber o que aconteceria no capítulo seguinte. A história me prendeu! Sobre o final: como uma adulta, eu esperava algo diferente; mas creio que se eu ainda fosse adolescente, o final teria sido do jeito que meu coração adolescente desejaria, um final que me daria esperanças.

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 Agora deixa eu falar sobre a edição, essa coisa linda que a Mundo Uno Editora fez! Só por isso já valeria a pena ter "A garota de treze" na estante. Minhas fotos não fazem jus a beleza do livro! A capa é muito bonita, amei a escolha das cores. As páginas são amareladas e lisas. No início de cada capítulo tem uma ilustraçãozinha. Na diagramação as margens são grandes, o espaçamento e a fonte tem bom tamanho e as letras são fofas.

 Enfim, "A garota de treze" é um livro de leitura rápida e história cativante, que eu indico para leitores de todas as idades, certamente ajudará adolescentes (meninas e meninos) a entenderem melhor certas questões dessa fase da vida, assim como pode auxiliar pais a compreenderem melhor os seus filhos, e quem não é mais adolescente nem tem filhos nessa idade, que é o meu caso, vai encontrar uma leitura superdivertida, que vai deixar aquele sentimento bom de nostalgia.

 Detalhes: 220 páginas, ISBN-13: 9788567218045, Skoob, acompanhe a Mundo Uno e a autora no Facebook. Onde comprar online:  loja da editoraSaraiva (por encomenda)Cia dos livros.

 Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado da resenha de hoje? Me contem: vocês se lembram de terem se metido em alguma confusão aos treze anos assim como a Luce?

Até o próximo post!

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8 comentários:

  1. Equipe do blog Pétalas de Liberdade, obrigada pela resenha fofa. Amei suas considerações; amei as imagens, amei tudo. Valeu!!! Beijão. Lilian.

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  2. Oiii Mari, tudo bem?
    Que resenha maravilhosa e linda <3 fiquei babando aqui pelo livro e não sabia que era tão bom assim, realmente o quero ler.
    Beijinhos

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  3. Ai eu achei este livro tão fofo! To querendo ele desde que vi o lançamento!
    Tenho certeza que a leitura é maravilhosa!

    Beijinhos..
    http://estantedalullys.blogspot.com.br/

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  4. olá, flor... Bem, eu tinha visto esse livro assim que lançou mas a temática dele não me chama a atenção... sobre a capa, me lembrou algo tipo Lolita... mas fico feliz que a leitura tenha tocado você :D é bom quando os livros fazem isso com a gente, né??? ^^
    bjs...

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  5. Oi!!
    A capa já me conquistou, nossa a leitura mexeu mesmo contigo, logo no inicio também imaginei que seria um livro adolescente, leve e descontraído, mas ele trata de temas bem marcantes.
    Com certeza eu leria se ele chegasse até mim.
    Gostei da resenha e vou anotar o nome do livro.
    Beijão!

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  6. Achei a premissa da história um pouco clichê, principalmente, porque assisti a um filme chamado Aos Treze e seu roteiro se assemelha bastante a este livro, mas como todo clichê tem um fundo de verdade... A adolescência é uma fase muito difícil e também é muito difícil conseguirmos nos desvencilhar dos anseios e frustrações dela mesmo quando adultos. Vou anotar essa dica. ^^

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  7. Oi, tudo bem?

    Confesso que, apesar de já ser "adulta", eu a m o histórias para o público jovem. Porque acho que compreendo mais essa faixa-etária do que a que, atualmente, me encontro haha. A edição tá lindíssima, amei muito! Mas a narrativa achei bastante fraca e batida. Por eu não ter tido uma adolescência conturbada, pois sempre me dei muito bem com a minha mãe e nunca fui do tipo de querer sair e coisas assim, não conseguiria entender a personagem, provavelmente a acharia irritante e infantil. Mas que bom que gostou, devo ser uma leitura bastante gostosa :)

    Love, Nina.
    http://ninaeuma.blogspot.com/

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  8. Oi, é interessante você ter se identificado com com a narrativa, ter visto um pouco de sua adolescência. Acho que esse relato deixou sua resenha sensível e bonita.
    Agora, sobre o livro, confesso que desde que vi a capa, não curti muito, passa uma imagem que me incomoda um pouco. O enredo também não chamou minha atenção, me pareceu bastante clichê, sinto que não sou o público alvo.

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