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sábado, 26 de novembro de 2016

Resenha: livro “A casa do escritor”, Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho (ditado pelo espírito Patrícia)

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro “A casa do escritor”, ditado pelo espírito Patrícia à médium Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho e publicado pela Editora Petit.

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 “Não conseguimos compreender que as dificuldades, quando não criadas por nós mesmos, são por via de regra instrumentos da natureza que não nos deixam cair na inatividade, pois a monotonia é a própria morte. A natureza é a vida que se renova incessantemente.” (página 14)

 Eu leio tudo o que cai na minha mão sobre o processo de escrita, e quando vi que havia um livro que mostrava como era esse processo na literatura espírita, não hesitei em ler “A casa do escritor”. Porém, acabei não reparando que o livro faz parte de uma série, que começou com “Violetas na janela” (acho que todo mundo já deve ter ouvido falar desse livro) e continuou com “Vivendo no mundo dos espíritos”.

 Em “A casa do escritor”, o espírito Patrícia, que morreu/desencarnou ainda jovem, nos conta sobre como foi o processo de aprendizagem para se tornar uma escritora de livros espíritas, na verdade, uma coautora, já que ela dita seus livros para um escritor encarnado. Eu tinha curiosidade de saber como acontecia essa interação entre o espírito e o escritor, e após a leitura essa curiosidade foi sanada em partes. No livro, Patrícia relata que há uma espécie de escola com cursos para ser escritor, além de contar histórias de espíritos com os quais encontrou enquanto fazia um dos cursos e falar sobre as belezas do mundo dos espíritos.

 Como eu já li alguns outros livros espíritas, apesar de não ter lido os volumes anteriores da série, conhecia certos termos (por exemplo: volitar), mas creio que quem nunca leu nada do gênero pode encontrar dificuldade de compreender algumas partes se começar logo por “A casa do escritor”. Para mim, que não sou espírita, foi interessante ler as crenças do espiritismo e refletir sobre elas comparando com o que eu acredito.

 “Como num acender de luzes, compreendi que a alegria perene não pode estar ligada a pessoas ou coisas. Não pode depender de estímulo nenhum para que aconteça. É um estado de ser em ventura, sem limites, por saber compreender. É viver a vida pela vida e não para ganhar alguma coisa ou atingir um fim.” (página 14)

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 Sobre a parte visual: capa bonita, páginas brancas mas com as bordas cor de rosa; letras, margens e espaçamento de bom tamanho e ótima revisão.

 Detalhes: 248 páginas, Skoob. Onde comprar online: loja da editora.

 Fica a sugestão para quem gosta de obras do gênero.


Até o próximo post!

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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Resenha: conto “Ligéia”, Edgar Allan Poe #12mesesdePoe

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o penúltimo conto do desafio literário 12 meses de Poe. Em novembro, lemos "Ligéia", que acredito ser um dos maiores contos do desafio, com 10 páginas.

Ligéia, Poe
Skoob
 Inicialmente, me pareceu um conto bastante descritivo, com uma linguagem bem trabalhada e com muitas expressões pouco utilizadas nos dias de hoje. Conforme ia vendo o narrador sem nome contando sobre as qualidades de sua primeira esposa, Ligéia, minha curiosidade com o que de sobrenatural ou espantoso aconteceria (afinal, alguma coisa tinha que acontecer, levando-se em conta o que já li do autor!) ia aumentando. Até que aconteceu!

 Nas últimas páginas, tive certeza que não sou uma leitora medrosa e que posso me arriscar a ler livros de terror, pois se fosse, não teria chegado ao final. Procurando uma resposta racional, o que aconteceu com Ligéia e com Lady Rowena até poderia ser, em parte, fruto da mente delirante do narrador que usava ópio; se não levarmos isso em conta, chegando ao final da leitura, o que fica é um sentimento de “O que foi isso que aconteceu? Como assim?”, além de um queixo caído. Assustadoramente surpreendente!

 Leiam “Ligéia” se forem corajosos. Uma história bem trabalhada, apesar das palavras rebuscadas e de bastante descrição, mas que surpreende com o choque que o narrador-personagem e o leitor experimentam nas páginas finais.


Até o próximo post!

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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Resenha: livro “Sem limites para o prazer”, JC Ponzi

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro “Sem limites para o prazer”, escrito pela JC Ponzi e publicado em 2016 pela Ler Editorial.

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 Jessica Becker é uma garota de dezessete anos, filha de pais separados (o pai é um empresário que vive viajando com sua nova esposa e a mãe passa longos períodos em clínicas de reabilitação por causa de seu vício em drogas). Rica e linda, ela tem uma reputação impecável na MVA, escola onde cursa o último ano de high school, mas Jéssica vive uma vida dupla, sua verdadeira face não pode ser descoberta se ela quiser conseguir uma vaga na faculdade dos sonhos.

 Longe dos olhos da sociedade, Jéssica usa drogas, faz sexo com seu irmão postiço (o filho da madrasta, sua única companhia na mansão onde ela mora) que é namorado de uma de suas amigas e, acima de tudo, Jéssica planeja conseguir se casar com o reitor do colégio onde estuda, George, um homem mais velho que pode lhe dar a segurança que ela almeja, mesmo que para isso ele precise se separar da esposa com quem tem três filhos, e Jéssica vai usar toda as armas de sedução que conhece para conseguir seu objetivo.

 Porém, surge Theodore, filho do reitor, que depois de um ano de intercâmbio na Europa, também vai cursar o último ano na MVA. Com seu jeito de garoto inocente e atrapalhado, ainda que extremamente bonito, uma versão mais jovem do pai, ele demonstra estar apaixonado por ela e Jéssica vacila pela primeira vez em seu plano de ter George para si. Ela tenta usar o filho para fazer ciúmes no pai, mas a aproximação com o novato mudará sua vida de uma maneira inimaginável!

 “Uma parte de mim amaldiçoa o garoto por ser tão perfeito, por saber dizer as palavras exatas nas horas certas, por fazer meu coração disparar contra minhas costelas. Amaldiçoa aquele novato por, sem imaginar, ter sido o primeiro a me tocar... a tocar algum ponto desconhecido – e totalmente dispensável – do meu coração.” (página 117)

 “Sem limites para o prazer” é muito mais que um romance erótico, a história caminha até um ponto em que pode ser considerado um drama. Após o capítulo cinquenta e um, é possível perceber que a autora não está para brincadeiras. Nenhum dos personagens do livro pode ser considerado bonzinho ou modelo de conduta, todos são imperfeitos, e mesmo assim JC Ponzi consegue fazer como que o leitor fique mais curioso a cada capítulo para descobrir qual será o desfecho da trama.

 Eu não quero falar muito para não estragar a surpresa para quem ainda vai ler, mas o que posso dizer é que até mai ou menos a página cem, achamos que a história é uma coisa, mas aí vem uma revelação e o jogo começa de verdade, um jogo de vinganças entre personagens que não aceitam perder, e que irão sofrer consequências muito grandes por suas ações.

 Achei bem interessante o fato de a protagonista ser tão jovem e, aparentemente, ter tudo em termos de bens materiais, mas não ter amor, uma família, alguém que cuide verdadeiramente dela. Jéssica era muito mais rica que George, mas via num casamento com ele a possibilidade de estabilidade, de segurança, ao finalizar a leitura não dá para condená-la, pois é possível perceber que ela era só uma garota tentando achar um caminho em que se sentisse bem, e que pela sua pouca idade, não estaria imune aos ataques de quem tem mais experiência (e não me refiro apenas ao George).

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 Sobre a edição: uma capa linda, título e nome da autora em verniz localizado, imagens e cores super coerentes com a ambientação da trama; boa revisão, páginas amareladas; diagramação com letras, margens e espaçamento de bom tamanho, aliás, quero destacar o fato de esse livro ter um tipo de letra diferente dos demais livros que eu já li da editora, e confesso que gostaria que a Ler usasse essa fonte em seus outros livros.

 Detalhes: 380 páginas, ISBN-13: 9788568925300, Skoob. Onde comprar online: loja da editoraSaraiva

 Enfim, fica a sugestão para quem procura um bom romance nacional, bem escrito, com personagens interessantes e que realmente não respeitam limites para conseguir o querem. Por hoje é só, espero que tenham gostado da resenha. Me contem: ja conheciam o livro ou a autora?

 Ps.: participem do sorteio de um super kit de livros que está rolando lá no Instagram.

Até o próximo post!

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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Resenha: livro “A cidade perdida”, Pedro Terrón

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro “A cidade perdida”, primeiro da trilogia “Kalixti: o enigma das sete estrelas”, escrito pelo espanhol Pedro Terrón e publicado no Brasil pela Primavera Editorial em 2010.

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 “O facho de luz ilumina um tecido amarelado que se destaca entre os restos do fundo. Intrigado, decido enfiar o braço até o fundo. Antes de tocá-lo, sinto um temor repentino, como se temesse a inesperada mordida de algum bicho escondido. Lenta e suavemente, ponho a mão sobre o pano ensopado e levo um senhor susto. Algo lateja lá embaixo, como se tivesse um coração em seu interior! Retiro o braço imediatamente.
 - Que houve? Um caranguejo o mordeu?
 Jorge ri abertamente.
 - Pareceu-me que algo palpitava aí dentro.
 - Palpitar! Sai, sai. Afaste e deixe um expert em meter a mão onde não deve.
 Deixo-o livre para que se assuste por si mesmo.Cada um deve viver suas próprias experiências.” (páginas 90 e 91)

 Na história, conheceremos Runy, morador da cidade de Ibiza (próxima à Espanha). Aos vinte e poucos anos, ele buscava um emprego em que se fixar. Seu novo projeto seria na área do turismo, adquirindo um submarino e adaptando-o para levar turistas ao fundo do mar.

 Com o auxílio dos pais, da esposa e do melhor amigo, o engraçadinho Jorge, o projeto tinha possibilidades de dar certo, mas Runy era atormentado por sonhos, ou melhor dizendo, por pesadelos em que ele via perseguições em épocas passadas. Quase sempre que esse pesadelo acontecia, alguma situação perigosa se apresentava na vida dele. E não seria diferente com o submarino, mas no fundo do mar, Runy faria uma descoberta que lhe traria respostas surpreendentes sobre seus estranhos sonhos, além de novos amigos e o encanto dos olhos mais verdes que ele já havia visto.

 “A cidade perdida” foi um livro interessante para mim pela escolha do autor em colocar um protagonista adulto num livro de ficção fantástica (diferente do que acontece em Harry Potter, por exemplo); a ambientação em Ibiza e no fundo do mar também me interessou num primeiro momento, além do meu interesse natural por ler autores de outros países que não sejam de língua inglesa, no caso, a Espanha.

 A tradução feita pela Primavera Editorial conservou bastante do estilo do autor, com isso, há o uso de diversas palavras pouco usadas em nosso cotidiano, mas é algo que não torna a leitura difícil, permitindo que ela ainda seja fluida.

 A história tem muitos momentos de tensão, daqueles em que o leitor imagina que o protagonista não vai conseguir se salvar, e na medida em que fui lendo, senti medo de que as coisas realmente ficassem ruins para Runy e que ele tivesse que esperar uma reencarnação para conseguir cumprir sua missão. Reencarnação, eis aí o ponto em que o livro toma um rumo que eu não esperava e as partes em que os conceitos sobre a vida além da que vivemos no momento acabam deixando o livro mais monótono. Ou seja, “A cidade perdida” mescla momentos de muita ação e aventura com momentos de reflexão sobre a existência. Há também extraterrestres e lugares míticos, como Atlântida, que fazem parte da trama.

 Eu gostaria que a história tivesse se passado mais nos dias atuais, dando maior destaque a cada personagem (como o Miros Tolsen e o Jorge, por exemplo) e focasse menos nos aprendizados que Runy fez sobre a vida como um todo, ainda assim, foi uma leitura interessante e, após ter lido a sinopse dos dois próximos volumes (já lançados pela editora), me senti motivada a continuar lendo a trilogia e descobrir o que acontecerá com Runy e os demais personagens após o final de “A cidade perdida”; ressalto que o final do primeiro livro é satisfatório, ainda que deixe no leitor a curiosidade para saber o que virá a seguir.

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 Sobre a edição: acho a capa desse livro muito bonita, tem tudo a ver com a história; há alguns erros de revisão, as páginas são amareladas, a diagramação traz letras, margens e espaçamento de bom tamanho, além de alguns detalhes com ilustrações de estrelas em algumas páginas.

 Detalhes: 321 páginas, ISBN-13: 9788561977061, Skoob. Onde comprar online: loja da editora, Americanas.

 Enfim, fica a sugestão para quem gosta de histórias sobre outras vidas, cheias de aventura, ficção científica e com um toque de romance. Por hoje é só, espero que tenham gostado da resenha. Me contem: ja conheciam o livro ou a autora?

Até o próximo post!

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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Resenha: livro "Príncipe de gelo", M. F. Elizabeth

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho falar sobre a minha experiência de leitura com o livro "Príncipe de gelo", escrito pela M. F. Elizabeth e publicado em e-book na Amazon em 2016.


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142 páginas

 Eu sempre verifico quais e-books estão gratuitos na Amazon e baixo os que acho interessantes, mas raramente os leio (tenho mais de 200 baixados, mas não li nem 10% deles ainda). Dia desses, chovia forte, eu estava entediada, sem nada para fazer o tempo passar, aí resolvi dar uma olhada no aplicativo Kindle do meu celular na esperança de ter algum livro para ler, e lá estava "Príncipe de gelo", que me salvou das horas vazias.

 Narrado em terceira pessoa, o livro conta a história do piloto de Fórmula 1 Henry Bowie, que aos vinte e sete anos já era pentacampeão (começou a correr desde cedo). Ele era chamado pela imprensa de Príncipe de Gelo, por nunca demonstrar suas emoções, nem ao ganhar uma corrida, nem ao ser aplaudido pelos fãs. No início da carreira ele não era assim, Henry mudou ao se apaixonar perdidamente por uma mulher e descobrir que essa paixão não poderia ser concretizada, que era um amor impossível.

 Foram anos guardando seus sentimentos, nem a família nem ninguém sabia o que havia acontecido para que Henry mudasse tanto, exceto Sebastian, seu melhor amigo e também seu empregado na mansão onde o piloto morava (o Sebastian é aquele personagem que traz um pouco de humor para a história).

 Enquanto sua amada esteve longe, Henry foi sobrevivendo, mas quando a vida fez com que seus caminhos se cruzassem novamente, o piloto teria que decidir se enfrentaria o mundo para viver o seu amor ou se continuaria vivendo uma vida pela metade.

 Ter um protagonista que corre na Fórmula 1 me animou a ler o livro, já que tenho uma irmã que ama o campeonato e me influenciou a também acompanhá-lo por alguns anos (especialmente para saber mais sobre os países onde as corridas aconteciam). A curiosidade para descobrir por que o amor vivido por Henry era impossível também me motivou a ler, e eu confesso que não passei nem perto do que a autora criou para seus personagens. É um tema extremamente polêmico e não muito comentado, um amor realmente impossível, proibido e condenável para a maioria da sociedade. Um relacionamento que nos leva a pensar se temos o direito de criticar os sentimentos de outras pessoas e nos meter na vida delas, apenas com base no que é aceito socialmente, sem de fato conhecer o que elas sentem, querem e precisam. Afinal, o amor não é a coisa mais importante do mundo? Parabenizo a autora por não ter optado pelo clichê para o desfecho do drama dos protagonistas, ainda que haja outros clichês na trama.

 "Príncipe de gelo" é um livro curto, sem tramas paralelas e que pode ser lido rapidamente. Uma leitura válida para uma tarde chuvosa e para quem gosta de romances polêmicos.

 Sobre a edição: a capa é bonitinha, não encontrei muitos erros de revisão e as margens, letras e espaçamento tinham um tamanho confortável para leitura (acho que em e-books isso varia dependendo do dispositivo e do aplicativo usado).

 Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado do post. Me contem: já conheciam o livro ou a autora? Alguém arrisca um palpite sobre o motivo do amor do Henry ser proibido?

Até o próximo post!

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domingo, 13 de novembro de 2016

Primeiras impressões: “A guerra do tempo”, Jéssica Sanz

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho fazer alguns comentários sobre o prólogo do livro “A guerra do tempo” que a autora Jéssica Sanz me enviou para que eu realizasse as primeiras impressões. Foram apenas quatro páginas, mas o suficiente para eu já ficar encantada com o mundo criado pela autora e curiosa com a promessa de conhecer a improvável heroína Maya Fujita.

 No prólogo somos apresentados a um mundo mágico denominado Mirai, que poderia ser como qualquer outro mundo mágico já escrito, mas se tornou especial aos meus olhos pela forma como seus habitantes foram criados: inicialmente surgiram os magos, depois as fadas nascidas das plantas e os dragões surgidos das lágrimas das fadas. Algum tempo depois, chegaram outros seres a Mirai: druidas, feiticeiros, xamãs... e crianças! De onde vinham essas crianças e os demais moradores? Provavelmente, de um lugar sem magia, a Terra dos Perdidos!

 O que mais vai acontecer na história e em Mirai? Aí nós teremos que ler o livro todo para saber!

 Como já disse, em quatro páginas foi possível ver um mundo mágico se desenhando com uma ótima escrita, essas são as minhas primeiras impressões sobre “A guerra do tempo”.

Sobre o livro, que é o primeiro de uma trilogia:
Sinopse: Maya Fujita acabou de chegar a Mirai, um mundo mágico e aparentemente perfeito. Mas ela vai descobrir que, apesar da Magia, esse mundo possui uma imperfeição: A maldade das pessoas. Essa maldade se manifestará na vida de Maya de forma tão intensa que culminará em uma guerra. Agora, Cabe a Maya fazer com que tudo termine. E o tempo dela está acabando.


Sobre a autora: Jéssica Sanz nasceu em 21 de janeiro de 1998 em Itaperuna, RJ. Atualmente, mora em Campos dos Goytacazes, RJ, e estuda Letras no Instituto Federal Fluminense. É autora independente com a trilogia Maya Fujita e publica histórias menores no site de ficção Nyah! Fanfiction. Ilustrou o livro "Derrubando Paredes" de Isabela Bastos de Carvalho. Tem um canal literário no YouTube e atua como contadora de histórias no projeto Relendo, com Arte, a Vida.


Contatos:
Site Oficial - www.jessicasanz.com
Perfil Nyah! Fanfiction - https://fanfiction.com.br/u/449821/
Canal no YouTube - https://www.youtube.com/channel/UCZCgD2TyPEw80jAbMsWpI7Q

 Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado do post, e se tiverem achado a premissa do livro interessante, acessem o site e os demais links das redes sociais da autora, para saber mais sobre "A guerra do tempo" e, inclusive, adquirirem um exemplar.

Até o próximo post!

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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Resenha: livro “Tempos de Inocência” (e meu primeiro conto publicado)

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 Olá pessoal, tudo bem? O post de hoje é muito especial, pois venho falar de um livro do qual faço parte. “Tempos de Inocência – Contos de uma Infância Feliz” é uma antologia com 12 contos com a infância como tema, organizada pela Rô Mierling e publicada pelo selo Antologias Brasileiras da Editora Illuminare em 2016. Quem acompanha o blog pelo Facebook, deve ter visto quando compartilhei minha alegria por ter tido um conto selecionado para a obra, o primeiro conto que escrevi (que eu me lembre) e que se chama “A bicicleta amarela”.

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 É impossível ser imparcial ao falar sobre o meu próprio texto, então, o que posso dizer sobre “A bicicleta amarela” é que baseei a história em um fato que realmente aconteceu comigo e com meus amigos quando éramos crianças, mas com o passar dos anos, o caso real acabou ficando um pouco nublado em minha memória e, ao escrevê-lo, mudei muita coisa da pequena aventura que vivemos em um de nossos passeios de bicicleta. É um conto de três páginas e muito amor colocado em cada palavra.

 Agora que já tive meu momento “babona”/encantada, deixem-me fazer a resenha da obra para vocês e falar um pouco sobre cada história.

 A primeira história é “O Reinado de Nina”, escrita pelo Alexandre Braoios, fala sobre o final da infância de uma garota, que antes era a princesinha e agora estava fazendo a transição para ser uma “rainha”. “A Pequena Grande Menina”, da Ana Rapha Nunes traz uma protagonista muito especial, com um coração enorme e que seria ótimo conhecer. “Super-Heróis”, escrito por Carlos Asa, é o maior conto do livro e fala sobre um garotinho apaixonado por super-heróis, mas que nem imaginava que tinha um verdadeiro herói morando na mesma casa que ele.

 “Espelho meu, existe criança mais feliz do que eu?” do Carlos Alberto Betinho, “Minhas Raízes!” da Sonia J. Oliveira, “Areia e vizinhança” da Taís Moreira e “Doces lembranças” da Luciana Santos trazem um resumo de brincadeiras e memórias de infâncias. Destaco o texto da Luciana, que fala sobre uma amizade que o tempo e a distância separaram, mas não destruíram, amizade que é um refúgio para a personagem, um conto de apenas duas páginas, emocionante e encantador e, na minha opinião, o mais bem escrito de todos.

 “Ela se tornou uma sombra na árvore do meu passado.(...) No meu íntimo sinto que a distância e a ausência dela é apenas uma questão de espaço, porque hoje o jardim não é mais lá fora, e sim dentro de mim. Minha amiga sempre esteve e estará aqui em algum lugar(...).” (“Doces lembranças”, página 40)

 “Pequenos Aeromodelos”, escrito pela Carol Dantas, nos apresenta Sarah Teresa, uma garota que amava aviões, motivo pelo qual era criticada pelos preconceituosos que diziam que aviação não era coisa para meninas. Felizmente, surgiram em seu caminho um amigo e um professor que a enxergaram como o ser humano capaz que ela era e não como a sociedade machista a via, e Sarah pôde “voar alto” e ensinar uma lição sobre como os sonhos podem se tornar realidade. O conto também mostra a importância da representatividade ao colocar Amelia Earhart, pioneira na aviação dos Estados Unidos, como inspiração para Sarah. Minha história favorita do livro!

 “(...) Sarah fez um poderoso discurso sobre como meninos e meninas podiam ter os mesmo sonhos. Nas palavras inocentes da criança havia poder e persistência que, somados a presença de Aart, mudaram o pensamento dos outros alunos.” (página 28)

 “Perfeição” de Gentil Garcia tem aquele estilo de história clássica, que vai passando de geração em geração o mito do menino que finalmente alcançou a perfeição. “Noite de autógrafos”, escrito pela Ingrid Pinheiro foi mais um conto que gostei muito, e que retrata, trabalhando as palavras de uma forma muito delicada, a vida de um leitor que começou a se aventurar no mundo dos livros bem cedo, e que passou para o outro lado. “A pequena vendedora de fósforos numa noite de Natal”, da Lorena Caribé, traz uma protagonista que, ainda criança, só tem felicidade em suas lembranças, pois a realidade que está vivendo é muito difícil.

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 Sobre a edição: capa muito lindinha, páginas amareladas e num ótimo papel, diagramação com letras, margens e espaçamento de ótimo tamanho, ilustração no início de cada conto e fontes diferentes para o título dos contos e nome dos autores, só a revisão que poderia estar melhor.

 “Tempos de Inocência” é um livro pequeno e de leitura rápida, e mesmo com diversos autores, é possível perceber vários elementos que se repetem em alguns contos, mostrando que infâncias diferentes podem guardar memórias e saudades semelhantes.

 Para quem tiver se interessado pelo livro, ele pode ser adquirido pela loja online da editora, mas há poucos exemplares à venda.

 Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado do post. Me contem: qual conto chamou mais a atenção de vocês? Qual a lembrança mais marcante que vocês tem da infância?

Até o próximo post!

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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Resenha: conto "A abnegada", Hugo Dalmon

 Olá pessoal, tudo bem? O Hugo Dalmon já teve seus dois livros pulicados, "Babilônia Encantada""Quero me lembrar de você, Amy Winehouse", resenhados no Pétalas de Liberdade. E hoje venho falar sobre seu conto, "A abnegada", lançado recentemente na Amazon.

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 "A abnegada" é um conto de ficção científica protagonizado por Miranda. Certo dia, enquanto ela estava na escola, conheceu Elvis, um garoto meio tímido. Eles combinaram de se encontrar no recreio, mas quando ela foi no banheiro durante a aula, apareceu um homem estranho lhe implorando para apertar um botão branco para ajudá-lo a finalmente ter paz. Ela quis ajudar, foi lá e "Pá!".

 Aí, tudo mudou, ela foi transportada para muitos anos depois, onde tinha um novo amor e uma vida relativamente boa, mas descobriu que Elvis, aquele garoto tão encantador, tinha se transformado num homem que estava numa situação bem ruim. Talvez se ela não tivesse apertado aquele botão...

 Miranda tentou desfazer o que tinha feito, mas... as coisas não saíram como ela queria. Será que a garota estaria para sempre presa entre futuros infelizes?

 É um conto curto, mas com uma premissa super interessante que, aliada à ótima escrita do autor, proporciona uma leitura rápida mas fascinante, daquelas em que mergulhamos na história e ficamos pensando sobre o que aconteceu com Miranda e sobre o que faríamos no lugar dela. Super recomendo!

 Leiam "A abnegada" e os demais livros do Hugo, e comprovem o quanto ele é talentoso e sabe contar boas histórias, independente do número de páginas que tenham.

 Detalhes: 4 páginas, Skoobblog do autor, fan page, comprar na Amazon.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já conheciam o autor? Voltariam no tempo para tentar mudar a vida de alguém?

Até o próximo post!

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sábado, 5 de novembro de 2016

Resenha: livro “O grande zoológico”, Howard Jacobson

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro “O grande zoológico”, publicado no Brasil pela Editora Bertrand Brasil em 2016.

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 “- É preciso ler um livro para descobrir que você gostaria de não tê-lo lido, e a essa altura já é tarde demais. Mas quer saber? Eu quase nunca me arrependo.” (página 59)

 O livro é narrado por Guy Ableman, um escritor inglês que está desiludido com a profissão. Ele acredita que ninguém mais lê, que o livro de papel perdeu seus apreciadores. Além da falta de leitores, ele está com dificuldades para escrever seu novo livro, pois não sabe ao certo do quê falar. Junte-se a isso a atração que ele sente pela sogra, Poppy.

  Antes de ser um escritor, ele trabalhava na loja de roupas dos pais numa pequena cidade, e certo dia, Poppy e Vanessa entraram no estabelecimento, duas mulheres lindas que poderiam se passar por irmãs, mas eram mãe e filha. Guy acabou se casando com Vanessa e escrevendo livros que foram perdendo espaço com o passar dos anos. Até que ele se vê sem um editor e com uma esposa que talvez consiga terminar seu romance de estreia antes de Guy conseguir decidir sobre o enredo de sua próxima obra. E Poppy, será que percebe o interesse do genro? E será que escrever sobre a fixação pela sogra é uma boa ideia?

 “O impulso de escrever é um impulso para alterar as condições da própria infância. Não no sentido de falsificá-las, mas para fazer do mundo outra coisa que não o buraco negro que ele nos parecia quando éramos crianças. Me mostrem uma criança feliz e consigo imaginar todo tipo de ocupações futuras para ela – no esporte, na política, na moda varejista -, mas nenhuma delas na literatura. Romances nascem do sofrimento, motivo pelo qual os melhores não são sofridos, por mais que o sofrimento faça sucesso. O fato de o romance ter sido escrito prova que o sofrimento foi superado.” (página 99)

 “O grande zoológico” foi um livro que eu quis ler por me interessar por histórias com escritores como personagens. A leitura estava demorando um pouco para engrenar, mas como na página 18 o autor menciona a escritora Elizabeth Gaskell, autora de Cranford (um dos meus livros favoritos) e Esposas & Filhas, eu considerei isso como um sinal e resolvi persistir na leitura.

 É uma leitura que exige certo tempo, que recomendo para leitores mais adultos, e acredito que quem tiver uma bagagem maior de leituras de clássicos, certamente vai conseguir captar mais das referências a autores clássicos que o narrador faz. Além disso, o autor usa um vocabulário com muitas palavras pouco utilizadas em nosso cotidiano. 

 Guy vai nos contando sua história entre idas e vindas, transitando entre as diversas fases de sua vida, antes do casamento, os primeiros anos de casado e os últimos, antes e depois de perder seu editor, e acho que essa alternância, apesar de poder causar alguma dificuldade na compreensão da linha do tempo da trama, acaba fazendo com que a história, que se passa num período longo de tempo, fiquei mais agradável e interessante de ser lida. Ouso dizer que ele é um narrador não confiável, mas pela narração ser feita em primeira pessoa, só podemos enxergar o que ele nos deixa ver, temos Poppy, Vanessa e os demais personagens apenas pela visão dele, que vai mudando ao longo do tempo e dos capítulos.

 Acredito que quando um autor faz com que o leitor torça pelo personagem, sorria, chore e se surpreenda com o protagonista, então o livro é bom, e sendo assim, “O grande zoológico” é um bom livro, pois diversas vezes me peguei sentindo empatia pelo protagonista. Howard Jacobson escreveu um livro de altos e baixos, de momentos engraçados e outros não muito memoráveis, mas o resultado final, aquele que fica ao chegar na última página e fechar o livro, esse sim é marcante e certamente o escritor Guy Ableman ficará em minha memória por um longo tempo.

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 Sobre a edição da Bertrand: capa chamativa, boa revisão, páginas amareladas, diagramação com letras, margens e espaçamento de bom tamanho.

 “Experimentar o sucesso quando já se conheceu o fracasso faz a lembrança do fracasso ficar mais amarga a cada novo prêmio ganho. O sucesso é arbitrário e voluntarioso, só o fracasso é a real medida das coisas.” (página 277)

 Detalhes: 350 páginas, ISBN-13: 9788528618495, Skoob. Onde comprar online: Submarino, Americanas.

 Enfim, fica a recomendação para quem gosta de histórias com personagens que são escritores e para quem procura conhecer um pouco mais sobre o mercado editorial. Fica a recomendação também para quem procura leituras voltadas para um público mais adulto e com um toque de humor.

Até o próximo post!

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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Resenha: livro “Adolescer”, Eva Zooks

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro “Adolescer”, escrito pela Eva Zooks e publicado em 2016 pela Ler Editorial.

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 “Adolescer” é o primeiro livro infanto-juvenil publicado pela Eva Zooks, e eu acho que ela começou muito bem ao falar sobre a rotina de uma família composta por pai, mãe e três filhos adolescentes: o mais velho, Tom, a do meio, Jô, e a caçula, Jú.

 Segundo os filhos, seus pais trabalhavam demais. Talvez por sentir falta de atenção paterna, a Jô acabou não se dedicando muito aos estudos (os pais ficavam cobrando que ela tivesse um bom desempenho, mas eles mesmo não iam nas reuniões que ocorriam na escola), além disso, ela estava sempre mal-humorada e brigando com os irmãos.

 Os pais resolveram tentar melhorar a relação com os filhos, mas para isso seria necessário que os adolescentes também colaborassem. Mas como fazer Jô colaborar? Aí entram Tom e Jú. O Tom era um garoto muito bonito, estilo Clark Kent, e a Jú era uma menina fofa, muito esperta e apaixonada por balé. Eu acabei de dizer que a Jú é esperta, né? Ouso dizer que, mesmo com os gostos infantis normais para a idade, ela era a pessoa mais sensata da casa. Então, a Jú vai bolar um plano para fazer com que a Jô deixe de ser uma garota malvada, volte a ser uma boa irmã e uma boa filha e passe a valorizar o amor que recebe da família. Será que esse plano vai dar certo? Uma coisa a Jú já tinha: a cumplicidade do Tom.

 “- Tenho uma proposta para fazer.
 (...) – Quero boicotar a Jô.
 Isso parece prender sua atenção. Com um sorriso de comercial de pasta de dente e um brilho diamante nos olhos, ele me puxa para um abraço.
 - Nem sei o que é, mas já concordo.” (Jú e Tom, página 18)

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Tom, Jô e Jú
 “Adolescer” foi mais um infanto-juvenil que eu comecei sem expectativas, e novamente fui surpreendida positivamente por um livro do gênero. Achei muito pertinente a autora ter colocado a temática dos rachas e dos riscos que as corridas de carros clandestinas podem trazer para vidas que estão apenas começando. Espero que os leitores de “Adolescer” possam se conscientizar sobre o tema através da história.

 “Por fim, decidi que os jovens não conseguem encontrar seu lugar no mundo, pois ao mesmo tempo em que querem transformar o mundo, estão agindo de forma irresponsável, que leva a consequências muito dolorosas.” (Tom, página 45)

 A autora colocou muito dos dias atuais na trama, tem várias referências a temas que estão em alta atualmente, como o jogo Pokêmon Go, o filme Esquadrão Suicida, e os irmãos protagonistas estão por dentro de tudo o que tem sido produzido nessa área do entretenimento. Achei bem interessante o fato de o Tom ser youtuber, de mostrar um pouco da rotina de um criador de conteúdo (seja ele em vídeo, seja em blogs) e como essa é uma área que pode ser também uma profissão.

 A caracterização dos personagens foi um ponto positivo e todos eles tiveram o seu momento de destaque. Espero que a premissa de fazer com que a Jô voltasse a valorizar a sua família inspire outras pessoas, independente da idade, a também valorizar e a ser carinhoso com aqueles que o amam. Tenho que comentar sobre o pai da Jô! Ele me irritou um pouco, com seus pensamentos machistas, mas felizmente o resto da família não se deixava levar por essas ideias e rebatia na hora os comentários infelizes dele, que precisava amadurecer um pouquinho e parar de pensar que podia dizer o que as meninas tinham ou não que vestir e como conduzir as próprias vidas.

 “- Quando você cresceu?” – Percebo que ele não espera uma resposta, mas mesmo assim a dou.
 - Venho fazendo isso desde que nasci e ainda não parei. O pediatra disse que vou crescer até completar dezoito anos. – Sorrio. – Ainda bem, pois não quero continuar sendo a tampinha da casa.” (diálogo do pai e da Jú, a tampinha mais esperta que já vi, página  87)

 Minha única ressalva ao livro foi o fato de a narração ser feita por vários personagens, algo que num primeiro momento me pareceu legal, mas que me deixou confusa em alguns momentos, pois eu demorava um pouquinho para identificar quem estava narrando, se era a Jô, se era a Jú, o Tom ou a mãe. E há ainda partes que são narradas em terceira pessoa. Talvez se aparecesse o nome do narrador para que o leitor visse quem narraria aquela parte, pudesse ajudar.

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 Sobre a edição: eu confesso que essa capa lindinha foi um dos motivos de eu querer ler o livro! As páginas são amareladas, há poucos erros de revisão, as letras, as margens e o espaçamento tem um bom tamanho. Há algumas ilustrações no decorrer dos capítulos.

 Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado do post. Fica a minha sugestão de livro para leitores de todas as idades, especialmente para quem procura uma leitura rápida e leve ou também precisa de alguma ideia para lidar com adolescentes, irmãos, pais, a família num geral.

 Detalhes: 108 páginas, ISBN-13: 9788568925324, Skoob. Onde comprar online: loja da editora.

 Me contem: o que acharam do livro pela resenha? Já conheciam "Adolescer" ou algum outro livro da Eva?

 Participe do sorteio do livro "A Rosa Louca", clique aqui.

Até o próximo post!

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