Resenha: livro “Entre a ruína e a paixão”, Sarah MacLean

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro “Entre a ruína e a paixão”, terceiro volume da série de romances de época “O clube dos canalhas”, escrito pela Sarah Maclean e publicado no Brasil pela Editora Gutenberg em 2016 (cada volume contará a história de um dos quatro sócios do clube O anjo caído, aqui no blog já tem a resenha do primeiro [“Entre o amor e a vingança”] e do segundo [“Entre a culpa e o desejo”]).

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Quatro escândalos, sussurrados em salões de festas em toda a Grã-Bretanha.
Quatro aristocratas, exilados da sociedade, agora realeza no submundo londrino.
Quatro amores, poderosos o suficiente para domar a escuridão e devolver esses anjos caídos à luz. Goodreads

 Sobre a história: Comecei o terceiro livro sem esperar muito, apenas por não querer pular direto para o último volume (que eu tinha uma vontade enorme de ler) e acabei a leitura muito grata por não o ter deixado de lado, pois foi muito mais do que eu podia imaginar. Conheceremos a história de Temple, o grandalhão, que todas as noites dava uma chance aos que tinham dívidas no cassino O Anjo Caído, do qual era sócio: os devedores podiam lutar com ele, e se vencessem, teriam sua dívida perdoada.

 "Mas o Duque de Lamont, conhecido pelos cantos mais sombrios de Londres como Temple, lutava por paz. Ele lutava por aquele momento em que não se é nada além de músculos e ossos, movimento e força, destreza e fintas. Pelo modo como a brutalidade bloqueava o mundo ao redor, silenciando o alarido da multidão e as lembranças de sua mente, deixando-o apenas com sua respiração e sua força. Ele lutava porque, ao longo de doze anos, era somente no ringue que ele conhecia a verdade de si mesmo e do mundo. A violência era pura. Todo o restante era maculado. E esse conhecimento fez dele o melhor que havia."

 Só que eles nunca venciam. Temple sempre ganhava. Ele era o melhor lutador de Londres, mas houve uma época, doze anos antes, em que Temple era só o filho de um duque muito contente com sua vida de nobre. Até que na véspera de mais um casamento de seu pai, ele conheceu uma moça que poderia lhe proporcionar uma noite agradável entre os lençóis, se ele não tivesse acordado no dia seguinte, sozinho e cheio de um sangue que não era dele, sem se lembrar do que havia acontecido nas últimas horas, no quarto onde deveria estar sua futura madrasta, Mara Lowe.

 Desde então, Temple passou a ser chamado de O Duque Assassino, suspeito de ter matado a noiva do próprio pai, deixou de ser bem-vindo na sociedade e passou a ser temido por todos. Através de suas lutas, se tornou um dos sócios do maior cassino de Londres, o que lhe proporcionou muito dinheiro após doze anos.

 “Diga.” Não foi um pedido.
 “Eu sou Mara Lowe.”
 Não podia ser verdade.
 “Você está morta.”
 Ela meneou a cabeça e o cabelo ruivo cintilou sob a luz.
 “Eu estou viva.”
 Tudo nele foi silenciado. Tudo que havia fervido durante tantos anos. Tudo que ele tinha evitado, odiado e temido. Tudo ficou quieto. Até começar a rugir como o próprio inferno. Ele se virou para destrancar a porta de sua residência, precisando de algo que o afastasse da raiva que sentia.

 Até que a ruiva de olhos estranhos, um azul e outro verde, surgiu dos mortos lhe prometendo absolvição.

 Mara Lowe o abordou certa noite, dizendo que provaria que ele não a matou, se ele perdoasse a dívida de seu irmão mais novo no cassino. Mas agora Temple queria vingança por ter passado mais de uma década acreditando que podia ser um assassino, Temple queria poder descobrir o que aconteceu naquela fatídica noite, mas Mara tinha os seus motivos para, inicialmente, ter forjado seu próprio assassinato e, agora, por ter ressurgido na vida dele. Ela  tinha um motivo para viver, e não abriria mão de seus objetivos tão fácil.

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 Minha opinião: O que veremos em “Entre a ruína e a paixão” é o embate entre dois personagens muito determinados, que passaram doze anos sozinhos com seus fantasmas e segredos, vivendo vidas muito diferentes da que acreditavam que viveriam antes daquela noite. É o livro mais intenso dos três lidos até agora!

 "Todos aqueles anos ele foi consumido pela ideia de que poderia ser um assassino. Todos aqueles anos. Ela os roubou dele. Uma onda de raiva invadiu Temple, espalhando calor e desconforto. O desejo de vingança nunca foi o seu combustível, mas naquele momento, por mais que tentasse resistir, sentia a amargura da vingança em sua língua."

 Imaginem viver doze anos com a dúvida de ter matado ou não uma mulher, afinal, havia a possibilidade levando-se em conta o seu tamanho e a sua força. Imaginem doze anos em que nenhuma outra mulher se sentiu segura ao seu lado, te abraçou sem pensar que poderia ser morta. Imaginem não saber o que aconteceu na noite que mudou tudo. Mas é impossível odiar Mara Lowe conforme vamos lendo e descobrindo aos poucos as suas motivações. Uma vida inteira sendo tratada como um objeto, um investimento; as coisas pelas quais ela passou ainda tão jovem justificam o que ela fez aos dezesseis anos. Mara quis ter o controle sobre a sua própria vida, mas numa época em que as mulheres tinham tão poucos direitos, acabou sendo vítima de alguém que deveria ajudá-la, e só lhe restou a alternativa de arriscar sua liberdade se revelando para Temple. A autora trabalhou bem a questão dos sentimentos conflituosos dos personagens, me fez conseguir ver o lado dos dois.

 "Delicado. Era estranho que essa palavra de repente definisse o homem que era conhecido na maior parte de Londres como uma força bruta, feito de músculos inflexíveis e ossos indestrutíveis."

 Se nos dois volumes anteriores, os sócios apoiavam e ajudavam no desenrolar do relacionamento do casal principal, nesse foi interessante ver como eles, de certa forma, atrapalhavam e eram contra a aproximação do casal, mostrando que a amizade entre os quatro era mais forte.

 Chega a ser repetitivo em se tratando de falar sobre essa série, mas novamente temos uma história bem escrita, com personagens interessantes e muitas surpresas. Mais uma leitura super recomendada! Foi o meu preferido da série! Ah, quase me esqueci de falar de uma personagem super fofa: Lavanda, a porquinha que era o animal de estimação da Mara e que rende ótimas cenas, só para conhecê-la já vale a pena ler!

 Detalhes: 304 páginas, ISBN-13: 9788582353424, Skoob, 2016. Onde comprar online: Submarino, Saraiva.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado da resenha. Aguardem que na próxima semana teremos post sobre o último volume. Me contem: já conheciam o livro? Também já se surpreenderam com um volume de uma série que leram sem expectativa alguma?

Até o próximo post!

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8 comentários

  1. Mari,se você soubesse a vontade que me deu de ler essa série,especialmente essa última.
    Pois achei que se trata de um romance de época,mas diferente da maioria dos livros do gênero.

    Fiquei hiper curiosa em descobrir o real motivo da armação da personagem Mara contra o Temple.
    Parece crueldade,mas acho que ela teve um bom motivo para isso.
    Ah! Quero conhecer a porquinha Lavanda também.🐷🐖

    Gostei muito!

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  2. Ola!
    Ainda não li nenhum livro da autora, mas com tantos elogios preciso ler, adoro que os protagonistas sejam fortes e determinadas, fiquei curiosa para saber o porque da Mara Lowe ter forjado seu próprio assassinato, A capa é linda, e gostei muito da resenha.

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  3. Obrigada por mais uma bela resenha. Desta vez do terceiro livro da série "O Clube dos Canalhas".
    Já coloquei a série na minha lista de aquisições.
    Como nos livros anteriores, a capa é linda, e espero que a diagramação seja tão boa quanto a dos anteriores.
    Fiquei curiosa para saber mais detalhes sobre a estória da Mara e, principalmente para saber porque ela forjou u seu próprio assassinato .

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  4. Mari!
    A capa já chama atenção e todo essa história de O Anjo Caído, fiquei bem curiosa.
    Feliz em saber que é o melhor livro da série e tem muita reviravolta.
    É, temos de entender e apreciar mais as mocinhas, né?
    Muito boa sua resenha como sempre.
    “O primeiro passo para a cura é saber qual é a doença.” (Provérbio Latino)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE SETEMBRO 3 livros, 3 ganhadores, participem.

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  5. Lavanda não pode ser esquecida kkkkkk, ela foi uma das maiores vítimas da história toda. Olha, esse foi o primeiro livro que eu li da série e não é por acaso que é meu queridinho. Sarah é muito genial em tudo que faz e Temple é aquele personagem que a gente tem vontade de abraçar até tirar toda dor dele. Enfim, adorei saber a sua opinião acerca do livro, ficou incrível a resenha.

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  6. Creio que o mercado esta cheio de livros de romance de época, mas é por que há espaço para isso, assim como leitores, pois geralmente são séries, e que as pessoas acompanham todos os livros. Ainda não iniciei a leitura desta, apesar de somente ler resenhas positivas. Gosto da proposta dele!

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  7. Olá! tudo bem?
    Olá! Como está?
    Pra ser sincera eu li a resenha do primeiro livro e não gostei muito e, acabei de ler a resenha e senti a mesma coisa. Acho que não bateu aquela química, mas não posso negar que a resenha está muito boa e bem detalhada.
    Mas dessa vez vou deixar passar a dica...
    Beijos.

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  8. Oi, Mari!!
    Que bom que você não pulou esse livro!! A estória parece ser muito interessante pois ficar tanto tempo sem saber o que aconteceu de verdade, se tinha ou não tinha matado uma pessoa é bem complicado!! E por causa disso acho que essa estória deve ser maravilhosa, principalmente quando temos um personagem fofo como a Lavanda!!
    Bjoss

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