segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Vídeo: livros recebidos em setembro

 Olá pessoal, tudo bem? Eu havia gravado o vídeo mostrando os livros que recebi e adquiri em setembro já tem algumas semanas, mas só consegui postá-lo agora. Apertem o play e confiram o que recebi de parcerias, o último livro que ganhei na rifa e um pouco sobre como foi a minha primeira visita a uma livraria:


 Me contem: já leram ou querem ler algum dos livros citados? Cliquem aqui e se inscrevam no canal.

Até o próximo post!

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sábado, 29 de outubro de 2016

Resenha: livro “Sou Dessas: pronta pro combate”, Valesca

 Olá pessoal, tudo bem? Hoje venho trazer meus comentários sobre a minha experiência de leitura com o livro “Sou Dessas”, escrito pela cantora de funk Valesca, lançado em 2016 pelo selo Best Seller da Editora Record.

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 “Já estava cansada de ouvir músicas em que os homens rebaixavam as mulheres de uma forma que me ofendia muito mais do que o funk que dizia que a pussy tem o poder.” (página 172)

 “Existem várias formas de rotularem minhas músicas como polêmicas, e eu sempre questiono se estão julgando pelo fato de ser funk ou pelo fato de eu ser uma mulher libertária cantando funk.
 Será que, se fosse um homem cantando letras desse tipo, daria tanta discussão assim? Claro que não. Tá aí o meu grande amigo Mr. Catra, que tem legiões de fãs, desde o gueto até a alta sociedade, por ser considerado pelos machos um exemplar valiosíssimo de homo erectus.” (página 184)

 Quem der uma rápida observada nas resenhas do blog ou assistir os meus vídeos de leituras do mês, vai observar que leio de tudo: ficção, não ficção, nacional ou estrangeiro, clássico ou lançamento, romances de todos os tipos, fantasia, terror, infanto-juvenil, New adult, Young adult e o que mais aparecer! Não há preconceito no Pétalas de Liberdade, inclusive já recebi comentários de leitores que dizem achar interessante essa diversidade que encontram no blog. Sendo assim, quando surgiu a oportunidade de ler o livro da Valesca, fui correndo aproveitar, já que passei a me interessar mais pela carreira da cantora nos últimos anos, especialmente ao vê-la se autodeclarando feminista. Primeiramente, quero lembrar que, em todo gênero musical, há músicas com conteúdo e sem conteúdo, com letras legais e não legais; e que cultura é diferente de gosto pessoal, mesmo que não gostemos de algo, aquilo ainda não pode ser considerado lixo apenas por esse gosto, que sofre influência de diversos fatores.

 “Sou Dessas: pronta pro combate” é um livro relativamente curto (tem menos de 200 páginas) e que pode ser lido rapidamente, em um ou dois dias. Como a própria autora esclarece, não é uma biografia, mas sim uma obra dedicada aos fãs, para que eles e o público em geral possam conhecer suas ideias além do palco e das músicas.

 Com uma escrita fluida e sem muitas palavras rebuscadas, Valesca fala sobre diversos assuntos que, de alguma forma, tem relevância na sua vida e na vida de seus fãs. Ela conta sobre a infância difícil, sobre a admiração pela mãe, que sempre fez o que pôde por ela e pelos irmãos mais novos, mesmo que isso significasse não se alimentar para que eles tivessem o que comer; sobre a decisão de deixar o sonho de ser atriz para continuar no emprego num posto de gasolina, que lhe garantiria uma situação financeira mais estável quando ficou grávida; sobre o início da carreira e a escolha, motivada pelo interesse do público, pelas letras com forte teor sexual; sobre a passagem por um reality show; a partida para a carreira solo, a mudança na vida após o sucesso estrondoso de uma de suas músicas e opção por se manter como uma artista independente, sem uma gravadora; sobre a forma como ela, por ter um alcance tão grande, pode influenciar a vida de outras pessoas: seja com uma conversa com um jovem homossexual que queria se suicidar por não ter o apoio da família e que, após esse bate-papo, conseguiu ver outras alternativas; seja conversando com uma mulher que vivia num relacionamento abusivo em que corria risco de morrer, e que encontrou na cantora uma ouvinte e um apoio para conseguir sair de casa e denunciar seu agressor.

 “Quantas meninas têm vídeos ou fotos íntimas vazadas na internet e são massacradas, enquanto as fotos dos meninos são esquecidas rapidamente?
 Por falta de informação, muitas meninas se matam pela pressão que sofrem da sociedade e pela culpa por terem registrado uma coisa íntima e pessoal. Parece que ninguém nunca fez sexo, né? Elas deixam de ser vítimas e passam a ser culpadas pela nossa falta de liberdade sexual. A culpa é da mãe delas? Não! A culpa é dessa sociedade machista em que nós vivemos.” (página 51)

 “Tenho visto nas redes sociais muitos vídeos bacanas falando sobre esse assunto. Os mais legais são os vídeos em que os homens trocam de lugar conosco e passam a ser alvo de assédio e cantadas (de homens para outros homens). São engraçadas as reações. De todos que eu vi, nenhum gostou, mas ninguém nunca parou para pensar se nós, mulheres, gostamos, né?” (página 86)

 Por esses e outros motivos, “Sou dessas” foi uma leitura que valeu a pena e que eu recomendo. Não tenho críticas para fazer ao que foi escrito por Valesca, acredito que ela acertou na escolha dos temas para comentar em seu livro e espero que os leitores, fãs ou curiosos, que lerem o que ela escreveu, possam refletir verdadeiramente sobre os temas tratados. Temos opiniões divergentes sobre dois assuntos: aborto e prostituição, sobre os demais, pensamos de forma semelhante.

 Por fim, queria destacar dois pontos que a Valesca mencionou, primeiro: será que ela é tão criticada por cantar músicas que falem sobre mulheres que gostam de sexo por vivermos numa sociedade onde a liberdade sexual feminina é reprimida e a masculina é exaltada? E segundo: quantas pessoas confundem o que ela canta com o que ela vive de fato, já que, desde antes do início de sua carreira, Valesca era casada com seu atual empresário, que inclusive a ajudava na escolha do repertório musical?

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 A edição da Best Seller está caprichada, bem revisada, colorida e com muitas fotos, algumas páginas são brancas e outras são pretas, as letras, margens e espaçamento tem um bom tamanho.

 “Algumas pessoas pensam que por eu ter uma vida pública, por ter assuntos pessoais expostos aos holofotes, deixo de ser uma mulher, com um coração,  uma alma e muitos sentimentos.” (página 75)

 “Eu enfrento um preconceito muito grande, primeiro por ter vindo da favela, depois por ser mulher. Para fechar com chave de ouro, eu ainda sou funkeira assumida. Imagina como eu sou vista pelos homens?
 Quando vou a uma reunião de negócios, procuro debater, conversar e expor minhas ideias, e muitas vezes percebo que, quando estou com o meu empresário, a conversa é sempre dirigida a ele. Eles se esquecem de que estou ali, esquecem que sou uma pessoa que opina e que tem interesses. Nós também temos voz, também temos ideias, mas não é difícil sermos tratadas com indiferença pelos simples fato de sermos mulheres.” (página 98)

 Enfim, fica a minha recomendação de leitura, especialmente para quem é fã da cantora ou para quem gosta de livros que falem sobre empoderamento feminino. Fica também o convite para uma reflexão sobre se devemos ou não classificar um livro como bom ou ruim antes de lê-lo, e se devemos julgar as pessoas e o trabalho delas segundo os padrões da sociedade machista em que vivemos, ou se devemos ouvir e ler o que ela tem a dizer antes de fazer esse julgamento e de colocar rótulos.


  Detalhes: 191 páginas, ISBN-13: 9788576849971, Skoob. Onde comprar online: SubmarinoAmericanas

 Por hoje é só, me contem o que acharam do livro pela resenha e se acompanham a carreira da Valesca. Ah, quem quiser ver mais coisas escritas pela Valesca, é só acessar a coluna que ela escreve no Extra desde 2014, clique aqui.

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Até o próximo post!

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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Resenha: livro "Doadores de Sono", Karen Russell

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro “Doadores de Sono”, escrito pela Karen Russell e publicado em 2016 pela Editora Record.

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 "A deficiência foi associada à narcolepsia em seres humanos, mas esta disfunção causa o efeito oposto: um estado insustentável de hiperexcitação. O sono se torna impossível." (página 17)

 A história é narrada por Trish, uma jovem mulher que perdeu sua irmã mais velha alguns anos antes, morta por um novo tipo de insônia, que não podia ser controlada com remédios; sem dormir, o corpo não conseguia descansar e, com o tempo, parava de funcionar.

 Após perder a irmã, Trish começou a trabalhar para o Corpo do Sono, uma empresa que recolhe doações para tratar esse novo tipo de insônia que vem vitimando pessoas em todo o continente americano. Mas não são doações comuns, são doações de sono! O trabalho de Trish é convencer possíveis doadores, para isso, ela lhes conta a história da falecida irmã e de como, se na época de sua morte já existisse o Corpo do Sono, uma pequena doação poderia ter salvado a vida de Dori (nome da irmã).

 Quem se torna doador, vai até centros de doações ou recebe uma van de coleta em casa, onde tem seu sono induzido e, através de um capacete especial, tem seu sono recolhido e transportado para estações de tratamento onde esse sono é tratado e distribuído para os insones.

 Trish começa a repensar seu trabalho quando conhece uma família cuja filha, uma bebê, é doadora, e o pai da menina tem medo que as doações possam afetar a saúde da garotinha. Surge um Doador Q, que doa seu sono contaminado e provoca transtornos para quem recebe o seu sono, colocando a credibilidade do Corpo do Sono em risco. E Trish não sabe mais se a sua forma de trabalhar é certa ou errada.

 "Certo, então foram infectados por um pesadelo, mas, pelo amor de Deus, o que pode ser tão assustador a ponto de a morte parecer melhor do que dormir?" (página 62)

 Eu li "Doadores de Sono" em um dia, pois é um livro pequeno, com capítulos curtos e diagramação que ajuda, além da escrita super fluida da autora. Talvez, o que tenha me motivado a ler o livro, tenha sido o comentário do Stephen King na capa, ele diz que é ficção científica, mas para mim tem um toque de distopia.

 Eu gostei do livro, mas o desfecho não foi totalmente satisfatório, me pareceu que nada foi realmente resolvido, não se descobriu a cura nem a causa da doença, não ficou definida a situação da Tris e do Corpo do Sono. Muitas perguntas foram lançadas mas as páginas acabaram antes de todas serem respondidas satisfatoriamente, e olha que eu criei um monte de hipóteses que, se se confirmassem, poderiam ter deixado a trama bem mais interessante. Além disso, eu entendi como a captação do sono dos doadores era feita, mas não ficou claro para mim como esse sono era passado para os doentes. Ainda assim, foi uma boa leitura, que mereceu quatro estrelas no Skoob pela sua premissa interessante. Se tivesse o dobro de páginas e cada personagem e situação fosse melhor explorada, certamente se tornaria meu favorito.

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 Sobre a diagramação: achei a capa muito bonita, a escolha das cores e o jogo de sombra e luz foi ótima. As páginas são amareladas, há alguns erros de revisão (como a falta de traços na separação de sílabas) e a diagramação traz letras, margens e espaçamento grandes.

 Detalhes: 168 páginas, ISBN-13: 9788501105226, Skoob. Onde comprar online: Submarino, Americanas.

 Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado da resenha. Fica a sugestão para quem procura uma leitura rápida e interessante, que é boa, mas poderia ser ainda melhor. Me contem: o que acharam da premissa? Já conheciam o livro ou a autora?

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Até o próximo post!

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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Resenha: livro “George”, Alex Gino

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro “George”, escrito pelo Alex Gino e publicado em 2016 pela Galera Júnior.

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 “Ela tinha mesmo começado a acreditar que, se as pessoas conseguissem vê-la no palco como Charlotte, talvez fossem ver que ela era uma garota fora dele também.” (página 66)

 Narrado em terceira pessoa, o livro conta a história de George, uma menina que nasceu num corpo de menino. Aos 10 anos, ela estava no ensino fundamental, morava com a mãe e o irmão mais velho e tinha uma melhor amiga, Kelly.

 Na escola, seria montada uma peça de teatro para ser apresentada para os familiares e os alunos mais novos. A adaptação seria de “A menina e o porquinho”, e George ficou encantada pela história, além de ter se emocionado com ela. Um desejo começou a crescer em seu coração: a vontade de interpretar Charlotte na peça, uma personagem que sempre é interpretada por meninas, mas será que deixariam George fazer o papel, já que todo mundo que olhava para ela via um menino? Ela usava roupas de menino, sapatos de menino, cabelo cortado e penteado como de menino, mas tudo o que ela queria era ser uma menina! George tinha esperanças de que se as pessoas a vissem interpretar uma personagem feminina, poderiam entender que ela era uma menina.

 (...) – O que quero dizer é que só uma pessoa especial chora por causa de um livro. Mostra compaixão além da imaginação. – Ela deu um tapinha no ombro de George. – Nunca perca isso, George” (página 18)

 “George” foi um livro que quis ler por ter interesse em entender melhor o tema da transexualidade. E após concluir a leitura, meu sentimento é de uma gratidão enorme ao Alex Gino por ter escrito uma história sobre uma criança trans de uma forma tão delicada, com um ar de fábula. O autor constrói a narrativa de uma maneira muito fluida, a leitura pode ser feita rapidamente, em um ou dois dias. E o escritor conseguiu me deixar com o coração acelerado, completamente tensa, em uma cena; e em outra cena, eu quase chorei.

 O meu primeiro choque com a leitura, veio nas páginas iniciais, onde, desde o princípio, George foi tratada pelo pronome “ela” durante a narração; o que me fez perceber que a personagem não queria ser uma menina, ela era uma menina, e acho que isso é o que a sociedade precisa entender quando se fala em transexualidade. Me parece que em se tratando de identidade de gênero, ainda há muita falta de conhecimento sobre o tema, mas durante a leitura é possível perceber como a maioria das pessoas que convivia com George, percebia que havia algo de diferente nela desde seus primeiros passos. É possível perceber também como há uma divisão entre coisas de menino e de menina, nas brincadeiras, nas formas em que são ensinados a se comportar e se expressar, infelizmente.

 Acredito que, na vida real, pessoas trans enfrentem até mais desafios que George, mas devido ao público alvo do livro, um infanto-juvenil, creio que o autor fez bem ao dar o desfecho que deu para o personagem, um final que pode trazer esperanças  para pessoas que estão passando pela mesma situação, e a certeza de que quem realmente te ama (e sempre haverá alguém, um familiar, um amigo...), vai continuar te amando e vai apoiar você em sua busca por assumir sua verdadeira identidade ao invés de te obrigar a continuar sofrendo por tentar ser quem não é.

 “Ela desejava poder ser outra pessoa – qualquer outra pessoa.” (página 13)

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 Sobre a edição: acho essa capa minimalista muito bonita, as páginas são amareladas, a diagramação tem letras, margens e espaçamento de bom tamanho.

 Enfim, “George” foi uma leitura apaixonante e com uma temática super interessante, que eu recomendo para todo leitor. Acho que quem leu “Extraordinário” certamente vai gostar de “George”, assim como quem gosta de histórias com protagonistas crianças, de livros infanto-juvenis e que falem sobre amizade. Creio que é uma obra que pode contribuir para a diminuição do preconceito e para promover a tolerância e o respeito pelo diferente (o fato de o pai da Kelly cuidar da filha sozinho, é mais um aspecto pelo qual o autor merece ser parabenizado, pois traz um tipo de família não convencional e ainda assim real, e que, portanto, precisa ser representada). Leia sim, se você tiver a oportunidade, tenho certeza que você vai gostar, é um daqueles livros que se você ler e não gostar, pode vir reclamar comigo!

 Detalhes: 144 páginas, Skoob. Onde comprar online: Submarino, Americanas.

 Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado da resenha e que tenham anotado a dica. Me contem: já conheciam o livro ou o autor? Já leram outras obras com personagens trans (eu já li um conto e um outro livro)?

Até o próximo post!

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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Lançamentos de Outubro: Editoras Gente e Única

 Confira os lançamentos de Outubro das Editoras Gente e Única:

Título: Yandere
Subtítulo: A série mais emocionante do canal de sucesso JVNQ
Autor: João Victor Queiroz
Selo: Única
ISBN: 978-85-67028-99-6 
Formato: 16 x 23 cm
Páginas: 160
Gênero: Ficção
Preço de capa: R$ 29,90

PREPARE-SE PARA UMA HISTÓRIA CHEIA DE INTRIGAS E FORTES EMOÇÕES!
Se você gosta de Minecraft e histórias repletas de reviravoltas, você com certeza conhece o canal do João Victor, o JVNQ. Se você ainda não conhece, está na hora de correr para acompanhar! JV, como é conhecido, está por trás das histórias mais criativas do YouTube, com séries que envolvem de romance a terror, passando, é claro, por muita comédia e aventura.
Neste livro, você conhecerá o universo da novela Yandere, já adorada por todos que seguem o canal. Tudo começa no primeiro dia de aula do jovem protagonista em uma escola nova, longe da família e dos amigos. Aparentemente normal no começo, a escola logo se torna palco de eventos suspeitos e inesperados. Para piorar, as pessoas parecem cercadas de mistérios, ainda que sejam todas carismáticas.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Resenha: conto “Berenice”, Edgar Allan Poe #12mesesdepoe

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho comentar sobre minha experiência de leitura com o conto “Berenice”, lido para o desafio 12 meses de Poe; eu já havia visto alguns comentários sobre ele, mas não sabia ao certo do que se tratava, agora entendo o motivo de ser uma das histórias mais famosas do autor.

Skoob
 É um conto diferente dos demais que já lemos no desafio, pois o narrador tem um nome: Egeu, que foi um garoto de saúde delicada, e que na vida adulta desenvolveu uma certa doença que o fazia ficar fascinado por um determinado objeto, por mais simples que fosse, e passar horas apenas o observando, absorto, perdido do resto do mundo. Egeu até tentava lutar contra essa doença, tentava não ficar obcecado por algo, mas era mais forte do que ele.

 “As meditações nunca eram agradáveis, e ao fim do devaneio, a causa primeira, longe de estar fora de vista atingira aquele interesse sobrenaturalmente exagerado que era a característica principal da doença.”

 Na mesma casa também morava sua prima, Berenice, que foi uma criança cheia de vida, muito diferente dele, mas havia ficado doente, uma doença que trouxe muitas mudanças para a jovem, especialmente ataques de catalepsia, eventos em que ela parecia morta.

 “Entre a numerosa série de males acarretados por aquela fatal e primeira doença, que realizou tão horrível revolução no ser moral e físico de minha prima, pode-se mencionar, como o mais aflitivo e o mais obstinado, uma espécie de epilepsia, que não poucas vezes, terminava em catalepsia, muito semelhante à morte efetiva e da qual despertava ela, quase sempre, duma maneira assustadoramente subitânea.”

 Eis que as doenças dos dois primos se chocaram em certa ocasião, Egeu ficou obcecado por certa parte do corpo de Berenice, que por sua vez parecia ter sido fatalmente atacada por sua enfermidade. O resultado disso foi chocante!

 Eu li o conto duas vezes, na primeira a linguagem me pareceu um pouco complicada, já na segunda a leitura foi muito mais fluida. Alguns elementos de outros contos já lidos no desafio reapareceram em “Berenice”, como a catalepsia e a obsessão por uma parte do corpo (no caso de O coração denunciador, era pelo olho com catarata do patrão). Foi uma história muito bem pensada, onde na medida em que ia lendo, já imaginava o que o narrador poderia ter feito, mas não cogitei a hipótese da doença de Berenice contribuir para tornar a “loucura” do narrador ainda mais assustadora. Ou seja, gostei do conto e recomendo a leitura!

 Saiba mais sobre o desafio, clique aqui.
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 Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado da resenha. Me contem: já ouviram falar sobre "Berenice"?

Até o próximo post!

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domingo, 23 de outubro de 2016

Resenha: livro “Liturgia do fim”, Marilia Arnaud

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro “Liturgia do fim”, escrito pela paraibana Marilia Arnaud e publicado em 2016 pela Editora Tordesilhas.

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 “Voltei para juntar os cacos dos dias partidos, manchados de terra e sangue, para recolher fragmentos de vidas atrás das portas fechadas e, com mãos pacientes, compor o mosaico de ontens irrevelados.” (página 74)

 No livro, Inácio conta a sua história. Ele era um escritor que deixou mulher e filha na cidade e voltou para Perdição, povoado onde nasceu e morou até mais ou menos os dezoito anos, quando foi expulso de casa pelo pai. No decorrer dos capítulos, vemos que a infância de Inácio teve seus momentos bons: o carinho da mãe, a vida simples do interior, a diversão com as irmãs e o primo, mas toda essa infância e adolescência estavam sob o peso do autoritarismo do pai, um homem que causava medo nos filhos e em que nenhum momento parecia demonstrar gostar de Inácio. Qual o motivo do desprezo do pai pelo filho? Será que, ao voltar após mais de trinta anos longe da casa da família, Inácio conseguiria entender isso e superar a “violência” da falta de amor paterna que marcou toda a sua vida? Ou o leitor descobrirá que a causa do desajuste de Inácio é outra?

 “Em nome desse Deus e amparado em lendas bíblica, alegorias crísticas, salmos, versículos, novenas, terços, penitências, criaste teus filhos com severidade e frieza, mas comigo, pai, especialmente comigo, por razões que me eram obscuras, ias além” (página 67)

 “Liturgia do fim” tem uma escrita bem elaborada, a autora desenha com as palavras, usa de simbologias e faz muitas referências, é uma escrita quase poética, proporcionando uma leitura fluida. Por não ter um elevado número de páginas, pode ser lido rapidamente.

 O narrador é um personagem que desperta sentimentos controversos. Inácio é imperfeito e fez muitas coisas condenáveis (não me refiro ao “segredo” dele, mas sim a suas atitudes, especialmente no casamento), por outro lado, a forma como seu pai tratava a família, algo que infelizmente não é exclusivo da ficção, e os dramas pelos quais Inácio passou, talvez justifiquem um pouco a sua “melancolia”, a sua falta de rumos e o fato de deixar que os outros, ilusoriamente, decidissem por ele. Inácio sofreu, isso é inegável, e passou por uma situação bem polêmica que transformou-o em uma pessoa incompleta, marcada. Não contarei que situação foi essa, mas foi algo de que suspeitei desde antes da confirmação na leitura.

 Um ponto que me agradou enquanto lia, foi a descrição na vida do interior; eu morei na roça durante uma parte da minha vida, então, era encantador ler sobre a natureza, os animais e a produção do mel e o manejo das abelhas (área em que minha família também atuou). Acredito que a autora deve ter feito uma boa pesquisa para escrever sobre o tema com propriedade.

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 Sobre a edição: a capa, com essa representação de uma casa simples, me agradou; as páginas são amareladas, não encontrei erros de revisão e a diagramação traz margens, letras e espaçamento de bom tamanho.

 Enfim, agradeço à editora Tordesilhas por ter enviado o livro para resenha no blog e recomendo a leitura de “Liturgia do fim”, pois vocês merecem conhecer a bela escrita de Marilia Arnaud, uma escritora brasileira de quem já me tornei fã. Ressalto que a obra aborda um tema polêmico, que pode chocar algumas pessoas, mas certamente se tornará uma leitura marcante, pelos seus cenários e personagens.

 “Eu só queria sonhar, pai, e sonhar ainda, e sonhar sempre, porque o homem, quando sonha, é um deus, é não é nada quando usurpam a única coisa que redime toda a miséria humana, o mel da vida. Pois não foste tu que inventaste as abelhas tão somente para sonhar, pai?” (página 86)

 Detalhes: 152 páginas, ISBN: 978-85-8419-043-0, Skoob, leia um trecho. Onde comprar online: loja da editora.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já conheciam o livro ou a autora?

Até o próximo post!

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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Resenha: "O Corvo", Edgar Allan Poe #ESCOLHEOPDLDARKSIDE

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o poema "O Corvo", que acredito ser a obra mais famosa do escritor Edgar Allan Poe. Quem acompanha o blog, sabe que estou participando de um projeto/desafio literário chamado "12 meses de Poe", que consiste em ler um conto do autor por mês. "O Corvo" não está no desafio, mas aproveitei que tinha curiosidade de lê-lo e que estou promovendo a campanha #ESCOLHEOPDLDARKSIDE para colocar a obra de uma vez na minha lista de leituras realizadas.

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 "O Corvo" entra na campanha #ESCOLHEOPDLDARKSIDE por que, em 2013, a editora DarkSide Books publicou a obra em e-book numa edição "de luxe", com a versão original e duas traduções, além de ilustrações e alguns comentários sobre o autor.

 "Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
 Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
 Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
 Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
 Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,
 Foi, pousou, e nada mais."

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 Sobre a história: o poema traz um narrador que perdeu sua amada, e numa noite ouve barulhos parecidos com batidas na porta, mas quando abre a porta, só vê a escuridão da noite. O barulho persiste até que ele percebe que sua origem é na janela, e vai abri-la, sendo surpreendido por um corvo, o dono das batidas, que entra pela janela aberta.

 Até aí, tudo bem, mas talvez vocês saibam que corvos são animais considerados inteligentes, capazes de aprender a realizar algumas tarefas, entre elas, "falar" como um papagaio. Então, eis que o narrador começa a conversar com o corvo, mas parece que aquela ave só sabe dizer uma frase: "Nunca mais!". E o diálogo acaba não seguindo o rumo que o narrador gostaria.

 Já mencionei certa vez que admiro muito quem consegue juntar a narração de uma história com a criação de versos e de poesia, e só por isso "O Corvo" já me agradou. E com uma premissa interessante, o que tive foi uma leitura rápida mas marcante.

 A edição traz duas traduções: a de Machado de Assis (escritor brasileiro que viveu entre 1839 e 1908), que me pareceu usar um vocabulário mais rebuscado ao traduzir, mas também usou alguns termos mais interessantes; e a segunda versão que foi feita pelo poeta português Fernando Pessoa ( 1888 - 1935) que me passou a impressão de proporcionar uma leitura mais fluida, o que pode ter ocorrido por eu já estar familiarizada com a historia.

 Após "O Corvo" em sua edição original e com as duas traduções, há um artigo de Charles Baudelaire (tradutor das obras de Poe e "um dos principais divulgadores de sua obra na Europa"), que fala um pouco sobre o escritor, desde a aparência e o formato de sua cabeça, tão reproduzida em ilustrações, até sobre aspectos de suas obras, e por estar participando do "12 meses de Poe", foi possível concordar com várias partes do que Charles Baudelaire diz, além de ir identificando os contos a que ele estava se referindo ao longo da leitura do artigo.

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 Além disso e de ilustrações bem interessantes feitas por  ilustrações de Édouard Manet, há mais alguns extras que não vou comentar para não tirar a graça para quem ainda vai ler. É uma ótima edição, com uma capa super bonita, diagramação com letras, margens e espaçamento de bom tamanho (aspecto que pode variar dependendo do dispositivo em que se está lendo) e uma boa revisão.

 E é isso! Fica a minha recomendação de leitura para quem é fã do autor e para quem ainda não leu nada dele mas quer conhecer sua escrita (uma dica: leia o poema mais de uma vez, ficará mais fácil captar detalhes e aproveitar a leitura). Quem quiser ler "O Corvo", o e-book da DarkSide pode ser lido online ou baixado clicando aqui. Além do poema de Poe, há outros dois e-books grátis no site da editora, para conhecê-los clique aqui.

 Detalhes: 50 páginas, Skoob.

 Me contem: já leram algo do autor? Se tiverem gostado do post, deixem seus comentários e compartilhem nas redes sociais com a tag #ESCOLHEOPDLDARKSIDE.

 Veja os demais posts da campanha:
 - Entrevista com Rô Mierling, primeira autora nacional de ficção da DarkSide
 - Top 5 livros desejados da DarkSide Books


Até o próximo post!

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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Resenha: livro "Um nazista em Copacabana", Ubiratan Muarrek

 Olá pessoal, tudo bem? Hoje venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro "Um nazista em Copacabana", escrito pelo Ubiratan Muarrek e publicado pela Editora Rocco em 2016.

Resenha: livro "Um nazista em Copacabana", Ubiratan Muarrek

 Conheço alguns leitores apaixonados por histórias com a Segunda Guerra Mundial como tema, talvez alguém veja “Um nazista em Copacabana” e acredite ser um livro dentro dessa temática, algo em que eu também acreditei inicialmente, mas conforme fui lendo, percebi que o foco da história de Ubiratan Muarrek não é na guerra, mas sim numa temática bem brasileira.

 “Não imaginava que Diana sentisse tanta dor, ela não percebera a intensidade dos sentimentos da outra até então – não que fosse tonta, e que Diana pudesse ser tão resiliente e silenciosa. Um minuto, e Circe estava conquistada, e doida por ensiná-la, mostrá-la, revelar algo para ela: algo no sentido de que mulheres sofrem, ela sofre, Diana sofre, Iracema sofre, a Cacilda sofre, a neta da Cacilda sofre, todas sofrem... mas jamais se rendem.” (página 28)

 Narrado em terceira pessoa, o livro conta a história de Diana, filha de Otto Funk, um ex-combatente alemão na Segunda Guerra Mundial que veio para o Brasil no final do conflito e se casou com uma brasileira, Iracema, e fixou residência em Copacabana. Anos após o falecimento do pai, Diana, a filha do casal, voltou para a casa da mãe para poder estar em condições melhores durante o final de sua gravidez e fazer repouso.

 O pai do bebê de Diana morava em São Bernardo do Campo, e estava metido em um escândalo político, o que inicialmente parecia ser o motivo de Diana ter fugido para a casa da mãe no Rio de Janeiro. Mas qual seria o real motivação para a fuga de Diana? Ela conseguiria se manter em segurança até a criança nascer? Encontraria aliados e proteção ou novos inimigos? Os problemas do marido respingariam nela? Como seria voltar ao apartamento onde antes viveu com o pai?

 Vamos sabendo sobre a vida de Otto Funk em pequenas doses ao longo da leitura, já a história de Diana vai sendo contada do presente para o passado, voltando no tempo, montando um quebra-cabeça. “Um nazista em Copacabana” foi uma boa surpresa para mim, que esperava uma trama envolvendo guerra e encontrei as etapas da gestação de um bebê, a convivência familiar e o universo da política em suas piores partes.

 O autor criou personagens marcantes, Diana era uma mulher bonita e acabava sendo vítima de sua beleza, não sendo vista além da aparência, não me parecia ter um rumo bem definido na vida, me pareceu até um pouco melancólica, mas aparentemente se agarrou a missão de cuidar do seu bebê para se manter viva. O marido dela era um cara de quarenta anos que não queria crescer, parecia usar as drogas, especificamente a maconha, como uma forma de se manter eternamente um rapaz. Faltava diálogo no relacionamento do casal, talvez pelo pouco tempo de convivência e, até mesmo, pela falta de amor. A questão do envolvimento de Delúbio (era esse o nome do marido) em ilegalidades na prefeitura de São Bernardo do Campo não ficou totalmente clara para mim, mas foi impossível não sentir um enorme nojo das pessoas com quem ele se envolveu, pessoas que infelizmente tem seus semelhantes na vida real.

 A escrita do autor mescla palavrões com palavras menos conhecidas, há parágrafos longos e ainda assim é fluida. Eu não sei precisar o motivo, o fato é que “Um nazista em Copacabana” certamente será uma daquelas histórias que ficará marcada em minha memória por um bom tempo, talvez pela sua “brasilidade” nos bons e maus sentidos.

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 Sobre a edição: uma capa bonita, páginas amareladas, poucos erros de revisão, diagramação com margens grandes, letras e espaçamento de bom tamanho.

 Detalhes: 352 páginas, ISBN-13: 9788532530066, Skoob. Onde comprar online: Americanas, Saraiva.

 Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado da resenha. Deixo meu agradecimento à agência literária Oasys Cultural por ter enviado o exemplar para ser resenhado no blog. Me contem: já conheciam o livro ou o autor?

Até o próximo post!

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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Resenha: livro "Herdeiro de Sevenwaters", Juliet Marillier

 Olá pessoal, tudo bem? Hoje venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro "Herdeiro de Sevenwaters", escrito pela neozelandesa Juliet Marillier e publicado pela Editora Butterfly em 2015. Ele é o quarto da série de fantasia medieval (ou ficção fantástica medieval) Sevenwaters, sendo que os três primeiros já fecharam um arco da trama. Cada livro conta a história de uma personagem, não sendo continuações diretas (o primeiro é narrado pela Sorcha, o segundo pela filha dela, o terceiro conta a história da neta e o quarto traz outra neta como protagonista). Até é possível lê-los fora de ordem, mas acredito que ser mais legal ler toda a série na ordem.

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 "- Ah! - disse o Máscara de Cão. - O que faz esse povo de Sevenwaters amar com tanta força e determinação? Já vimos isso acontecer tantas vezes. É um sentimento tolo e perigoso, mas o que podemos fazer?" (página 382)

 Clodagh é filha de Sean, o chefe do feudo de Sevenwaters. Ela tem 5 irmãs: Muirrin (já casada e morando em Inis Eala), Deirdre (irmão gêmea de Clodagh), Maeve (que mora com uma tia), Sibeal (que provavelmente se juntará aos druidas) e a pequena Eilis. A mãe das meninas está grávida novamente, uma gravidez arriscada já que ela tem uma certa idade, mas a vontade de dar um filho homem ao marido era maior que tudo. Com o estado da mãe e o casamento de Deirdre, Clodagh está fazendo o que pode para cuidar da casa e das irmãs da melhor forma possível, e ela sempre foi uma boa dona de casa.

 "- (...) Aquela mulher, Willow, estava certa. Alguma coisa realmente aconteceu no mundo dos Tuatha De." (página 210)

 Acontece que, após o nascimento do bebê, ele é sequestrado. Quem poderia tê-lo levado? Um chefe de outro feudo? Um ser do Outro Mundo (seres mágicos habitam a floresta de Sevenwaters)? Teria o marido de Deirdre algo a ver com isso? O pior de tudo é que os pais de Clodagh a culpavam pelo desaparecimento da criança, afinal, era ela quem estava cuidando dele no momento do desaparecimento e acabou se distraindo.

 Clodagh acreditava ter uma ideia de quem poderia ter levado a criança, mas como ninguém acreditava nela, teria que partir sozinha em sua busca, indo até o Outro Mundo, povoado pelos seres mágicos. Uma jornada perigosa, na qual teria uma companhia inesperada e onde encontraria muito mais do que tinha ido buscar.

 "- Você é realmente um ser raro, Clodagh, com toda essa compaixão e amor pelas pessoas." (página 332)

 Comecei a ler o livro sem saber ao certo o que esperar, pois como já mencionei, o arco principal da trama já havia sido concluído no terceiro livro, e mais uma vez fiquei encantada com a capacidade de Juliet Marillier de contar boas histórias. A protagonista da vez não tinha nenhum dom especial, não era a sétima filha de um sétimo filho que precisava cumprir uma missão  dada pelos seres da floresta, não era profunda conhecedora de ervas e formas de curar, não era treinada nas artes mágicas, era apenas uma garota que fazia o possível para cuidar da família e manter uma casa em funcionamento, ainda assim, Clodagh precisou ser tão forte quanto as outras protagonistas para poder buscar sua felicidade. Como nos demais livros da série, a personagem passa por grandes sofrimentos, especialmente ao ver sua própria família desconfiando dela. E também sofre a interferência dos Seres do Outro Mundo em sua vida, mas não deixa que eles tracem seu destino. O que faz a diferença é a intensidade com que Clodagh ama e acredita no amor.

 Abrir um livro de Juliet Marillier é como ser transportado para um outro mundo, estar ao lado dos personagens em cada cenário onde se encontram, vendo todos os seres fantásticos que ela apresenta. Um livro de mais de 400 páginas pode ser lido muito mais rápido do que o esperado, pois além da história super interessante, a escrita da autora é muito fluida.

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 Sobre a edição: amo esse estilo de capa que a Butterfly usa na série, um certo tom metalizado difícil de captar com exatidão nas fotografias, há também o título em alto relevo e as letras prateadas. Há um mapa da área onde a história se passa, além da árvore genealógica da família de Sevenwaters e detalhes no início de cada capítulo. As páginas são amareladas, a diagramação tem margens, letras e espaçamento de bom tamanho. Minha única ressalva é quanto a revisão, pois faltam alguns travessões para indicar quando um personagem está falando e quando são as ações dele que estão sendo descritas, além de terem passado alguns erros, como em certo momento, onde a palavra genro está no lugar de cunhado.

 Enfim, fica a minha super recomendação para que vocês leiam "Herdeiro de Sevenwaters" (e os livros anteriores da série), pois a história criada pela Juliet Marillier é encantadora, e certamente fará com que você passe bons momentos se imaginando na floresta de Sevenwaters e em todos os lugares mágicos que são descritos. Fico na torcida para que a editora Butterfly traga logo os demais livros da série para o país (preciso mencionar que o final é bem fechado; diferente dos livros anteriores, nesse não fiquei sem respostas para nenhuma questão). Leia, se você gosta de boas leituras, ótimos cenários, personagens marcantes que são capazes de tudo por amor, protagonistas femininas fortes, fantasia e muita magia!

 Detalhes: 496 páginas, ISBN-13: 9788568674055, Skoob. Onde comprar online: loja da editora (onde sempre há promoções do box com todos os livros da série, aproveite), Saraiva, Cultura.

 Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado do post. Me contem se já conheciam a autora ou o livro.

trilogia-sevenwaters

 Leia também as resenhas de:
- Filha da Floresta
- Filho das Sombras
- Filha da Profecia

www.editorabutterfly.com.br








Até o próximo post!

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