quinta-feira, 20 de julho de 2017

Resenha: livro “Contos de um Natal sem luz - Volume 3” (e meu segundo conto publicado)

 Olá pessoal, tudo bom com vocês? No post de hoje, venho falar sobre a antologia “Contos de um Natal sem luz – Volume 3”, organizada pela Rô Mierling e pelo Fernando Nunes, publicada em 2016 pelo Selo Antologias Brasileiras da Editora Illuminare.

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 A antologia é composta por 20 contos, cada um de um autor, entre eles, o meu conto “Eu nunca vou te abandonar”. Essa é o terceiro volume da antologia anual, em cada ano um grupo de autores diferente participou, mas a premissa e a ambientação é sempre a mesma: um conto sobre uma noite de Natal sem luz, que não foi uma noite feliz para os moradores de uma das 20 casas de Garden Rose, uma pequena vila no pé de uma montanha nevada nos Estados Unidos.

 Em 2016, apenas autores que já publicaram pela Illuminare participaram, e como eu tive um conto selecionado para a antologia “Tempos de Inocência – contos de uma infância feliz” resolvi tentar essa antologia também.

 Como já mencionei, o meu conto se chama “Eu nunca vou te abandonar”, e ficou com a casa 15. Ele é sobre a Julie, que abandonou sua vida em Nova York para cuidar da irmã caçula, a Beatrix, 15 anos mais nova, quando seus pais morreram. Até que, na véspera de Natal de 2022 (ano em que os contos deveriam se passar), aconteceu uma certa coisa com a Julie, mas promessa é promessa, e amor de irmão é amor de irmão. E só lendo para entender! O que posso dizer é que foi muito bom contar essa história, que foi criada especialmente para o concurso, e foi um ótimo exercício para a imaginação, visto que havia um cenário e uma época pré-definidos para montar a história, precisei pesquisar um pouco sobre as tradições natalinas e os nomes norte-americanos.

 O meu conto tem um final feliz, mas é uma das exceções da obra, pois alguns autores escreveram histórias realmente bem pesadas, de natais assustadores, enquanto outros foram bem tristes. Foi interessante perceber como há elementos em comum entre um conto e outro, como personagens com ligações com as forças armadas estadunidenses ou que fugiam da polícia norte-americana, além de personagens femininas denominadas “Sara” e suas variações.

 Destaco o conto “Bianco Natale”, do Nelson Bedim, que conta a história de um mafioso que resolve fazer uma surpresinha em sua decoração natalina.

 “As rosas, porém, tem espinhos. Em 2016, um sobressalto na política americana: Trump presidente! Instala-se um novo período de caça às bruxas. E as bruxas da vez são os mafiosos imigrantes de todos os matizes.” (página 43)

 “A ceia e a calçada”, do Flávio Karras, faz parte dos contos trágicos, ao falar sobre uma família já abalada por um natal passado, e quando estamos chegando ao final, dá aquela vontade de entrar no livro para impedir que a personagem faça determinada coisa. É desesperador!

 “Cheiro de coisa estragada”, escrito pela Melisas Ribeiro, é sobre um casal aparentemente tão unido, que até compartilhava os mesmo sonhos. Eles poderiam ter um bom Natal, se não fosse a chegada dos policiais para desfazer sua ilusão.

 Amélia Greier escreveu “O outro lado”, onde o Ryan, morador da casa 16, transportaria uma inusitada passageira. É um conto com elementos sobrenaturais, e que fala sobre suicídio. O personagem teria tomado uma decisão que eu consideraria ruim, se não houvesse as duas últimas frases.

 “- Kayleigh sofria muito, como você. Acabou decidindo vir para o outro lado. Foi o peso do Natal, a solidão, a desilusão, a desesperança.
 Ryan saboreou aquelas três palavras como se comungasse. Era exatamente aquilo que lhe destruía todos os dias, e o Natal fazia aqueles inimigos terem mais força.” (página 69)

 “A testemunha perfeita” do Bruno Nascimento é o último conto que destaco, uma história com uns personagens bem assustadores, e junto com eles, o senhor Ebenezer, que não conseguia fazer nada para dar um fim nas atrocidades cometidas pelos demais moradores da casa.

 Como eu nasci em 24 de dezembro, o Natal na minha família tem um significado diferente (acredito eu que não seja só para mim, mas para os meus familiares também), pois apesar de não fazermos comemorações natalinas, sempre há algo por causa do meu aniversário. Sendo assim, é difícil para mim ter uma visão ruim da data, mas conheço pessoas que ficam mais sensibilizadas nessa época do ano, e como li em “Conto de Natal” do Charles Diekens, e agora na antologia, é uma época em que devemos ter um olhar diferente para os que nos cercam e que talvez estejam precisando de um pequeno gesto para ter um pouco de luz no seu Natal.

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 A edição tem uma capa bonita, páginas amareladas, letras margens e espaçamento de bom tamanho. Acredito que devido ao pouco tempo que a antologia teve para ser produzida, alguns erros de revisão acabaram passando. E preciso comentar uma coisa: tem conto de morador da vila que sai matando os vizinhos, e eu, como escritora, me recuso a aceitar que alguém mate a Julie e a Beatrix, personagens que eu criei com tanto carinho! Ninguém vai matar meus personagens! Ainda mais depois de tudo o que elas já passaram naquela noite. Enfim, mas uma prova de como foi interessante essa obra criada em conjunto por tantos autores.

 “Contos de um Natal sem luz” faz jus ao nome. Leia preparado para conhecer histórias de natais muito tristes. Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado do post. Eu estava pensando em publicar o meu conto no Wattpad, mas queria saber de vocês: leriam um conto com temática natalina mesmo não sendo época de Natal? Ou acham que devo esperar o próximo Natal se aproximar para liberar a história da Julie e da Beatrix?

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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Resenha premiada: livro "Yaqui Delgado quer quebrar a sua cara", Meg Medina

 Olá pessoal, tudo bem? Hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "Yaqui Delgado quer quebrar a sua cara", escrito pela estadunidense Meg Medina e publicado pela Intrínseca em 2015 (e tem sorteio de um exemplar).

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 Nossa narradora é Piedad Sanchez, uma garota de quinze, quase dezesseis anos, que morava nos Estados Unidos e era filha de uma mãe cubana. Ela não conhecia o pai, assunto proibido em casa. Tinha a exuberante Lila (amiga de sua mãe, ainda que a personalidade das duas fosse extremamente diferente) como uma grande amiga, além da tímida Mitzi, uma antiga vizinha que havia se mudado recentemente. Eis que Piddy (apelido de Piedad) e a mãe também se mudariam por causa das condições precárias do antigo prédio. Com uma casa nova, Piddy também teria que mudar para outra escola: a Daniel Jones, e seria lá que o tormento começaria.

 Na escola nova, Piddy receberia um recado dizendo que Yaqui Delgado queria quebrar a cara dela. Mas quem seria Yaqui e por qual motivo ela estaria brava com Piddy, se a garota nem sabia como era o rosto dessa tal de Yaqui?

 Piddy era sonhadora, ia bem nos estudos, gostava de dançar com Lila, até que se tornou alvo da maldade inexplicável de Yaqui, e foi tomada por um medo do qual não conseguia se livrar. Piddy não queria mais ir na escola, tinha vergonha do seu corpo e não conseguia confiar em ninguém para contar o que estava se passando na Daniel Jones: as ameaças constantes que estava recebendo e que abalavam seu psicológico. Piddy se revoltava com a mãe, que não sabia lidar direito com a filha deixando de ser criança, além da curiosidade que sentia por saber mais sobre o pai. Se revoltava com Mitzi que estava seguindo sua vida, fazendo novas amizades e mudando. E se revoltava também com os próprios colegas que tentavam ajudá-la, mas que também eram vítimas de bullying na escola.

 "Abro a água quente, tiro a roupa e fico me olhando no espelho por bastante tempo, um olhar atento e duro. Odeio minhas formas e curvas, que só me causaram problema até hoje. Se ter um corpo bonito é tão legal, por que fez da minha vida um inferno." (página 164)

 Onde essa história iria parar? Piddy conseguiria denunciar Yaqui? Isso adiantaria alguma coisa? Ou seria tarde demais e a vida da nossa narradora estaria destruída para sempre? Haveria um futuro para a garota fascinada por elefantes e que sonhava em trabalhar com animais?

 "Minhas mãos estão pesadas e úmidas. O relógio informa que faltam só sete minutos para bater o sinal: quase hora de ir para os corredores de novo, onde Yaqui pode estar à espreita." (página 41)

 "Yaqui Delgado quer quebrar a sua cara" é um livro curto em número de páginas, mas com personagens muito cativantes. É essencialmente uma história sobre bullying, sobre como o bullying pode destruir a vida de uma pessoa. É impossível ver Piddy sendo destruída e não ter vontade de fazer alguma coisa por ela, para ajudá-la. Mas fazer o quê?

 "Ano passado? Nem lembro direito. Era quando eu conseguia dormir à noite e sonhava com meus elefantes e com o Saara. Sentia em meus ossos o ritmo dos velhos discos de salsa. Ria com Mitzi e confabulava com ela sobre o que vestir. Agustín Sanchez era meu pai misterioso, uma figura sobre a qual eu queria saber mais. Agora não consigo andar sem baixar os olhos nem caminhar normalmente. Não tenho amigos. Nem meu próprio pai quis me conhecer. Se existe alguma forma de conseguir recuperar aquela garota sorridente, não estou conseguindo enxergar." (página 247)

 Acho que foram diversos fatores que contribuíram para que a protagonista conseguisse encontrar uma saída. Vou mencionar um que me tocou em especial: a antiga família vizinha de Piddy, pai, mãe e Joey, um garoto quase da idade dela. O pai de Joey agredia fisicamente a esposa, mas sempre que a polícia era chamada, a mulher dizia que estava tudo bem e dispensava os policiais. Até que um dia ela não pode falar, apanhou tanto que ficou desacordada. Não pode mentir para os policiais. E o marido finalmente foi preso. Piddy esperaria que Yaqui fosse tão longe que não tivesse mais volta? Eu acredito que quanto antes um problema for resolvido, melhor, menos estrago ele pode causar. Temos que interromper o ciclo da violência! Se Piddy tivesse parado as investidas de Yaqui logo no início como quis fazer, se tivesse buscado ajuda logo na primeira vez, enquanto não estava tão paralisada pelo medo, talvez a situação não tivesse se tornado tão extrema.

 Vou contar dois casos que aconteceram comigo: uma vez, na escola, surgiu um boato de que duas irmãs queriam brigar com o grupo de amigas do qual eu fazia parte, eu nem conhecia as duas ou imaginava um motivo para o desentendimento. Felizmente a história não foi para frente, e hoje uma dessas garotas, uma mulher e mãe agora, até me adicionou no Facebook. O segundo caso aconteceu com um garoto que vivia atrapalhando a aula de Ciências. Não me lembro de todos os detalhes, acho que ele jogou algo no professor enquanto ele estava de costas. O fato é que o professor queria saber quem tinha feito aquilo. Ninguém queria ser o dedo duro a falar. Eu falei. Falei por não aguentar mais aquele garoto atrapalhando a aula. Falei por não me importar se o garoto gostava de mim ou não, eu não precisava da aprovação ou da amizade dele. O garoto queria até me bater, mas não bateu. O fato é que ele sabia que eu não ia ficar calada assistindo a bagunça dele. Não sei se ele ainda se lembra desse fato, se lembra não demonstra ressentimento.

 "-Ela nem acha que você é uma pessoa. Na verdade, essa menina não acha que nem ela mesma é uma pessoa. Você é só a garota que cruzou o caminho dela. Não é pessoal. É como as coisas são onde ela mora. Ou você bate, ou você apanha.
 - E como é que você sabe tudo isso sobre Yaqui Delgado?
 Lila olha para mim e balança a cabeça.
 - Porque sempre tem uma Yaqui Delgado em toda escola, em todo lugar do mundo. Eu também esbarrei com algumas malditas no meu caminho." (página 231)

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 A Intrínseca fez um ótimo trabalho de edição: capa bonita e nesse tom de azul metalizado, páginas amareladas, bom tamanho de letras, margens e espaçamento, e boa revisão.

 Enfim, fica a sugestão de leitura para quem procura um livro sobre o estrago que o bullying pode causar, ainda mais em adolescentes que estão tentando aceitar as mudanças no corpo e a chegada da vida adulta.

 Detalhes: 272 páginas, ISBN-13: 9788580577150, Skoob. Compre online: Submarino, Saraiva.

 "Sinto como se por toda parte houvesse alguém fazendo bullying comigo ou com todos os outros." (página 67)

SORTEIO



 Postei no canal do blog um resumo dessa resenha, foi a segunda resenha em vídeo que gravei, e estarei sorteando o meu exemplar para um inscrito do canal. Confira as regras:
 1°- Se inscreva no canal, clique em "gostei" e deixe um comentário sobre a resenha no vídeo.
 2°- Preencha o formulário do Rafflecopter com seu e-mail para contato e nome de inscrito/comentarista.
 Após cumprir essas duas regras obrigatórias, aparecerão as extras/opcionais, que podem aumentar suas chances de ganhar. Aproveite-as!

 As inscrições começam em 19/07/2017 e vão até 19/08/2017. O resultado sairá em até uma semana após o término das inscrições. O sorteado será avisado por e-mail e terá até uma semana para responder ao e-mail enviado informando seu endereço para entrega ou o sorteio será refeito. O envio do livro será feito em até 30 dias. Não me responsabilizo por danos ou extravios dos Correios. É necessário ter endereço de entrega no Brasil.
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 Alguma dúvida? Boa sorte!

 Por hoje é só, espero que tenham gostado da resenha. Me contem: já conheciam o livro ou a autora?



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Até o próximo post!

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terça-feira, 18 de julho de 2017

Resenha: livro "A Montanha", Lori Lansens

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro "A Montanha", escrito pela Lori Lansens e lançado no Brasil pela Editora Bertrand em 2017.

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 "Querido Daniel,
 Uma pessoa precisa ter vivido um tanto para apreciar uma história de sobrevivência. É o que eu sempre disse. Prometi a mim mesmo que, assim que tivesse idade suficiente, eu lhe contaria a minha. Não é uma história para crianças, mas você já não é mais uma. Já é mais velho do que eu era quando me perdi na floresta da montanha.
 Cinco dias no frio congelante sem comida, água ou abrigo. Essa parte você já sabe, além de que estive lá com três desconhecidas e que nem todas sobreviveram. O que aconteceu ali mudou a minha vida, Danny. Ouvir essa história mudará a sua." (página 07)

 Assim começa o livro, com Wilfred Truly finalmente contanto para seu filho Daniel, que está prestes a entrar na faculdade, uma história que Danny sempre quis saber: a história da montanha.

 "Para entender o que aconteceu na montanha, você precisa saber do que veio antes." (página 07)

 Wilfred, ou Wolf, como gostava de ser chamado, perdeu a mãe de forma trágica aos quatro anos de idade. Quando Wolf tinha 13 anos, seu pai, Frankie, disse que eles se mudariam do frio Michigan para a ensolarada Califórnia, para uma cidade (fictícia) chamada Santa Sophia, perto de Palm Spring, onde morava a tia Kriket.

 "Eu passava muito tempo na Biblioteca Pública de Mercury quando era pequeno. Frankie me mandava pegar livros ali como se o lugar fosse uma espécie de babá grátis." (página 14)

 Porém, quando chegaram lá, Wolf descobriu que iria morar na Vila de Lata, praticamente uma favela de trailers, numa casa já superlotada. E Frankie, que nunca havia sido muito próximo do filho, acabaria levando uma vida ainda mais desregrada. Mas nem tudo foi ruim, pois em Santa Sophia, Wolf conheceu Byrd, um garoto um ano mais velho que ele. Os dois faziam aniversário no mesmo dia. Rapidamente se tornaram melhores amigos.

 Uma das coisas que Wolf e Byrd mais gostavam de fazer era ir à Montanha. Depois de subir de teleférico, os dois exploravam o quanto podiam a região, achando lugares secretos e que não estavam nas trilhas oficiais (por terem que ser protegidos ou por serem perigosos). Era fantástico sair do calor desidratante de Santa Sophia e, em pouco tempo, encontrar a neve no topo da montanha.

 Mas Byrd sofreu um acidente, Frankie foi preso, junte a isso uma desilusão amorosa, e foi demais para Wolf. Sem mãe, sem pai, sem amigos, sem amor. No seu aniversário de dezoito anos, Wolf decidiu acabar com a própria vida. Ele subiria a Montanha, iria até um local perigoso e pularia do penhasco.

 Ele estava quase lá, quando encontrou três mulheres: uma viúva de cerca de sessenta anos chamada Nola, uma mulher na faixa dos quarenta anos cujo nome era Bridget, e Vonn, uma garota mais ou menos da idade de Wolf, meio rebelde. Sem conseguir se esconder delas, ele teve que adiar seu plano por algum tempo, porém, por causa da neblina, eles acabaram não encontrando o caminho de volta e se perderam na Montanha. Aí começa uma jornada pela sobrevivência, de onde nenhum dos quatro sairá da mesma forma. Se é Wolf quem escreve para o filho, sabemos que ele sai vivo dessa, mas nas primeiras linhas ele já avisa que alguém não conseguiu sobreviver. Quem foi? Para descobrir isso e todas as questões que esses personagens tão cativantes guardam, é preciso ler essa história, e eu amaria que vocês fizessem isso!

 Eu estava bem em dúvida sobre qual livro solicitar da parceria com o Grupo Editorial Record. Como já tinha solicitado dois livros escritos por homens, decidi solicitar esse por ser de autoria feminina, e também pelo fato de a sinopse me parecer interessante, já que me identifico com personagens deprimidos. E foi a melhor escolha que eu poderia ter feito!

 A escrita da autora já me cativou desde as primeiras linhas, eu conseguia ver o que ela contava, eu conseguia sentir a história, eu estava presa ao livro na ânsia de descobrir tudo sobre aqueles personagens.

 O que dizer de Wolf? Se eu tivesse passado por tudo o que ele passou, com a mãe, com o pai, com o amigo... Até que ponto eu aguentaria? O que eu disse na resenha é só um pouquinho do que ele passa, vocês não imaginam como essas tragédias na vida dele realmente aconteceram! Mas aí ele se vê perdido, com outras três mulheres, e ele não quer mais morrer, pela mãe, pelo amigo, por aquelas mulheres. Ele precisa tentar salvá-los, mesmo que pareça impossível. Cinco dias sem água, sem comida, com frio, com os perigos que os cercam. Imagine que você tem um ferimento e não tem medicamentos nem como fazer um curativo, e há urubus lhe rondando, só esperando que você sucumba ao frio e à fome, seria terrível, não?!

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 A capa traz uma imagem de ampulheta condizente com o cenário da história, com a parte de baixo sendo a areia de Santa Sophia e a parte de cima representando a Montanha, mas achei a capa da edição canadense (aí ao lado) muito mais bonita, com o cantil amarelo que faz parte da trama. A diagramação é simples, com letras, margens e espaçamento de bom tamanho, e encontrei poucos erros de revisão.

 Eu amei "A Montanha", amei cada segundo em que estive com o livro nas mãos, e pretendo relê-lo assim que puder. É uma daquelas história que vai crescendo a cada página. Para vocês terem uma ideia, a história termina na página 315, e até na 312 há uma revelação bombástica. Algumas vezes me peguei pensando se aquilo era realmente possível, mas aí a genialidade da autora brilhou novamente, pois está tudo conectado, da primeira à última linha. Leiam "A Montanha", no livro vocês encontrarão um pouco de tudo: amor, horror, humor, natureza, amizade, família, e talvez encontrem até o que não estavam procurando, como Wolf encontrou, como eu encontrei. Obrigada, Lori Lansens, seus cinco anos de dedicação à escrita dessa obra valeu a pena! Quero escrever como você quando crescer!

 Detalhes: 322 páginas, Skoob. Compre online: Amazon, Saraiva. Curiosidade: uma das músicas citadas na obra é "Against the Wind" do Bob Seger (que poderia ser a música do Frankie), fica o convite para que ouçam-na clicando aqui

 Por hoje é só, espero que tenham gostado da indicação de leitura. Me contem: já conheciam a autora ou o livro? Arriscam um palpite sobre como e com quem Wolf escapará da montanha? Ah, hoje não teve vídeo no canal, mas logo ele será atualizado, já se inscreveu, né?! Aguentem firme, pois "haverá oscilações" (página 09).


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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Resenha: livro "Confissões de um cafamântico", Ricardo Coiro

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho comentar minha experiência de leitura com o livro "Confissões de um cafamântico", escrito pelo Ricardo Coiro e publicado pela Editora Schoba em 2015.

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 O livro já estava na minha estante há alguns meses, até que veio o Projeto Lendo Nacional e finalmente consegui lê-lo. Já acompanhava o Ricardo pelo Instagram, e estava curiosa para descobrir que confissões alguém que se divide entre ser romântico e cafajeste teria para fazer. A obra reúne crônicas do autor, divididas por temas: saudade, egoísmo, tesão, paixão, morte...

 "Desconheço alguém nesse universo grandioso que não tenha perdido o chão, a cabeça, a pose, e até mesmo a sanidade quando deu de cara com esse tal sentimento com aparência de muralha intransponível e cheiro de fotos velhas. Não existe colete à prova de saudade, nem formas de blindar nossa vida dos estilhaços  daquilo que vai e nem sempre volta.
 Sendo bem sincero, se não quiser esbarrar com a saudade: recuse toda e qualquer alegria que te faça gargalhar até sentir dor nos músculos da barriga, nunca se envolva com pessoas capazes de colorir seus dias cinzas e chuvosos, coma tudo sem sal e sem tempero, não viaje, não saia de baixo do edredom por nada, não beije, nem na bochecha, não faça sexo e, em hipótese alguma, conheça seus avós se a vida lhe der essa oportunidade imperdível." ("Aquela coisa chamada saudade", página 17)

 São crônicas curtas, que podem ser lidas em poucos minutos, mas extremamente bem escritas. O autor desenha com as palavras, consegue passar sentimentos em cada frase. E foi uma leitura que eu gostei demais, sendo impossível destacar uma única crônica como preferida, pois me identifiquei com tantas.

 "Volte logo, pois não sei se suportarei ter tudo arrumado. Vá e volte, antes que eu ache normal ver tudo no lugar e você fora dele." ("Vá, mas não demore para voltar", página 16)

 Confesso que tinha um certo receio de que o lado cafajeste falasse mais alto, mas a "cafajestice" que temos no livro não chega a incomodar.

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 Preciso destacar o capricho da edição da Schoba: a capa é bem bonita e a escolha e combinação das cores e fontes ficou linda. A obra está bem revisada, as páginas são amareladas e a diagramação traz letras, margens e espaçamento entre uma linha e outra com um ótimo tamanho. Há páginas pretas que dividem as crônicas por temas, e cada tema tem seu significado explicado como encontraríamos num dicionário.

 "São Paulo agora pulsa, sem querer, sem poder parar e parece não sentir nada enquanto o relógio marca quatro e dezesseis da madrugada. E, mesmo dentro desse escuro sempre iluminado, percebo que os cortiços do centro precisam de uma mão urgente. Uma mão de tinta. Algumas muitas mãos de gente. Talvez um braço forte que aguente o baque, ou melhor, um corpo inteiro capaz de sobreviver ao choque." ("Padroeiro do egoísmo", página 45)

 Fica a minha super recomendação para quem gosta de crônicas e até para quem não tem o hábito de lê-las, tenho certeza que você gostará de pelo menos uma delas, que desejará grifar várias citações e que se encantará pela escrita desse autor nacional tão talentoso. O Ricardo Coiro escreve para vários sites, e é possível encontrar algumas das crônicas presentes no livro para leitura nesses sites, deixo aqui o link para "Enquanto houver paixão", uma das minhas favoritas (assim como as demais citadas no post): www.entendaoshomens.com.br/enquanto-houver-paixao/.

 "A mesma árvore, cuja espinha dorsal ontem parecia estar prestes a quebrar devido à fúria dos ventos, hoje repousa sólida, cheia de postura e apresenta-me cabelos floridos. É inverno, mas vejo pétalas na copa, pétalas no chão, pétalas dentro de mim. Não preciso mais da primavera, não para sorrir. Posso parar em qualquer estação e sei que lá, onde quer que lá seja, a paixão fará o favor de estar para perfumar meus horizontes." ("Enquanto houver paixão", páginas 78 e 79)

 Detalhes: 125 páginas, ISBN-13: 9788580134209, 2° edição, Skoob. Onde comprar online: site da editora, Submarino.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já conheciam o autor ou o livro?


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Até o próximo post!

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domingo, 16 de julho de 2017

RESENHA: Meu Vício, de Kell Teixeira

Olá Leitores (as), como estão? Hoje vim compartilhar a resenha deste livro incrível, que terminei de ler recentemente, espero que gostem!

Foto: Skoob

Título: Meu Vício
Autora: Kell Teixeira
Editora: Bezz 
Ano: 2015
Páginas: 387
Gênero: Romance 

SINOPSE
Elena Tyner é uma garota comum de dezenove anos que cursa psicologia. Devido a uma criação tradicional, assim como a sociedade em sua maioria, ela possui preceitos e preconceitos contra usuários de drogas, passando até ter repúdio pelos mesmos. Mas tudo muda quando ela faz uma entrevista com um usuário, se envolve e passa a ver o outro lado da história. Nesse drama é relatado de forma clara e espontânea a amarga experiência que é conviver, amar, e presenciar uma pessoa entregar sua vida para as drogas... Um caminho obscuro e muitas vezes sem volta... Falar sobre dependência química é muito forte, muito atual e de suma importância. Mostrar todo sofrimento do dependente e de todos ao redor de forma tão realista e interessante, faz com que a gente vivencie o sofrimento junto com Maycon e Elena. E sinta o amor surgindo no meio das trevas, da dúvida. Um amor puro e sincero, porém não aceito.

Já havia algum tempo que queria ler este livro, primeiramente pois a personagem e graduanda em psicologia como eu, e em segundo lugar, porque nas redes sociais sempre lia muitos elogios a respeito desta estória, por isso tinha altas expectativas em relação a esta leitura.



Este livro conta a estória de Elena e Maycon, ambos se conhece através de uma entrevista na qual Elena precisava fazer com um usuário de Drogas ilícitas para a faculdade, a procura de alguém acaba se esbarrando em Maycon que  se oferece para responder as perguntas. Após este encontro inusitado voltam a se reencontrar várias vezes em outras ocasiões, e por este fator acabam se envolvendo emocionalmente. Elena sem conhecer a fundo a vida pessoal de Maycon acaba por se ver cercada por uma realidade, onde o vício e maior que qualquer amor, amizade, ou relacionamento familiar. 

"Ela o ama, e ele... Bom, ele ama a cocaína."




O relacionamento amoroso entre os personagens acontece de maneira rápida e intensa, e por isso após alguns encontros se entregam plenamente um ao outro. No entanto o vício de Maycon e uma das maiores barreiras encontradas por eles, para que esse amor siga adiante. 
Durante esta leitura tive um misto de emoção, raiva, amor, carinho, mas o maior de todo foi empatia. A todo momento me coloca no lugar de Elena, me questionando que decisão tomaria se estivesse no lugar dela. Desistiria deste amor, ou iria até o fundo do poço para poder salvar a pessoa que tanto amo?
E acredite, esta foi uma personagem feminina que apesar da sua inocência não desistiu, abriu mão da sua felicidade para fazer quem ela amava feliz, continuou confiando que seu amor por Maycon era maior que seu amor pela cocaína, e que isso iria salva-lo, mesmo após recaídas, e falsas promessas.


"Como sempre, ele fica e nós vamos. Hoje sei que quem inventou a partida não conhecia a dor da saudade." 



Esta autora conseguiu de maneira bastante clara retratar uma realidade na qual muitas pessoas atualmente vivem,  nos fazendo refletir, e repensar nossos conceitos e preconceitos diante dos usuários de drogas. Uma das partes desta estória que mais me marcou e quando o personagem quebra com o estereótipo que todo drogado vive pelas ruas, que não tem dinheiro para sustentar seu vício, e que por isso precisam roubar, mas podemos por meio desta leitura concluir que infelizmente este vício pode estar inserido nas melhores famílias, independente de ser rico, pobre, negro, branco, pobre ou rico. 
A trama foi muito bem desenvolvida, com uma premissa clichê, no qual irá lhe surpreender e te prender á leitura já nas primeiras páginas. Todos os personagens foram bem construídos, principalmente os personagens secundários.
Li este livro em e-book e como não tenho muito costume a leitura acabou se arrastando em alguns momentos, no entanto esta foi uma questão bastante pessoal. 


E vocês leitores (ras), já tiveram a oportunidade de ler este livro, ou se interessaram por lê-lo? Me contem nos comentários qual a opinião de vocês a respeito desta resenha, espero que tenham gostado. 







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sábado, 15 de julho de 2017

Resenha: livro "O Recomeço", Paulo A. Souza

 Olá pessoal, tudo bem? Na resenha de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "O Recomeço", escrito pelo Paulo A. Souza na edição da Protexto de 2016.

Livro O Recomeço Paulo A Souza

 A obra é protagonizada por João Mendes, um operário numa fábrica de calçados. Há dois anos, ele viajava de carro com sua esposa e o filho deles, um garoto de seis anos. Um outro carro bateu no veículo de João, matando o pequeno Elias. O motorista que causou o acidente era Robson, um jovem estudante de medicina, que dirigia bêbado, mas como era filho de um desembargador, acabou não sendo preso.

 Depois do acidente, o casamento de João com Silmara não resistiu e eles se separaram. Ele contava apenas com o primo, Agostinho, com quem dividia a casa, para aconselhá-lo e ajudá-lo a suportar a tragédia. Porém, Agostinho se casou e João estava completamente sozinho. Uma presa fácil para Tonico, um bandidinho que adorava tirar vantagem dos outros (cerveja de graça, comida de graça, dinheiro e coisas emprestadas, venda de produtos piratas, esse era o estilo de Tonico).

 "João coçou a cabeça, e num instante pensou: 'Que que eu tô fazendo aqui?' Depois repensou: 'Eu não tenho mais nada mesmo, perdi meu filho, minha mulher, pelo menos posso vingar a morte do meu velho.' - Quanto é? - ele estava com a cabeça cheia de cerveja e embriagado pelo ódio." (página 34)

 João não conseguia superar o ódio que sentia por Robson e, por consequência, pelo pai do jovem que deu as chaves do carro para o filho. E sempre que o caminho de João se cruzava com o do desembargador ou o do estudante de medicina, ele perdia a cabeça e partia pra violência. João iria muito longe pelo seu desejo de vingança. Seria longe demais para um recomeço?

 "- Baixa a bola, João. Guarda essa sua revolta pra outra coisa. Aliás, eu achava melhor você esquecer essas suas vinganças sem futuro. Isso só está prejudicando sua vida e corroendo sua lucidez. Daqui a pouco os teus bons sentimentos vão evadir-se, então tornarás um homem amargo; rancoroso, vazio e solitário." (página 124)

 A obra tem como pano de fundo o aquecimento da economia nas últimas décadas (e as novas formas de tratar a mão de obra, com melhores condições de trabalho e incentivos), que permitiu que operários pudessem adquirir carros e casas melhores, e se passa em grande parte nas áreas industriais de São Paulo.

 Acredito que o principal destaque de "O Recomeço" seja nos mostrar o que há de bom e de mau no ser humano. Robson, por exemplo, tirou a vida do filho de João, mas quantas vidas ele ainda iria salvar em sua carreira como médico. Outro exemplo é chefe de João: não era corrupto, mas também não era gentil com seus empregados. E João poderia ser considerado um bom moço com o desejo de vingança que sentia, agressivo como ficava, tendo as mãos sujas de sangue, mesmo que fosse sangue de um bandido? Mas quem sou eu pra saber a dor de um pai ao perder seu filho por causa da irresponsabilidade de outra pessoa? Somos boas pessoas se, mesmo sabendo do risco, ingerimos bebidas alcoólicas e insistimos em dirigir, colocando em perigo a vida de outras pessoas? Acredito que falte em alguns personagens da obra o amor e o respeito ao próximo, aquela coisa de não fazer aos outros o que não gostaria que fizessem com você. Ao finalizar a leitura, fica bem claro que violência só gera violência.

 O autor é mais direto em sua narrativa, não aprofundando tanto os sentimentos dos personagens. Em alguns momentos me pareceu até algo meio jornalístico. Há o uso de gírias pela maioria dos personagens. É um livro grande, talvez a diagramação tenha contribuído para o extenso número de páginas, mas acredito que o texto poderia ser mais enxuto, sem, por exemplo, algumas descrições climáticas, tornando a leitura mais fluida.

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 A capa do livro tem sua beleza. As páginas são amareladas. Há alguns erros de revisão. A diagramação traz letras e espaçamento relativamente grandes, com margens de bom tamanho.

 Detalhes: 566 páginas, Skoob, compre no Clube de autores.

 Por hoje é só. Agradeço ao Paulo pelo envio do exemplar. Espero que vocês tenham gostado da resenha de "O Recomeço", um romance nacional com personagens que, infelizmente, encontramos na realidade do nosso país. Me contem: já conheciam a obra ou o autor?

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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Vídeo: Tag dos 50% e lançamento

 Olá, hoje trago um vídeo onde respondo a Tag dos 50%, falando um pouco sobre as leituras do primeiro semestre do ano: livros favoritos, personagens que amei, leituras não tão boas... No dia em que gravei, estava meio triste por alguns problemas pessoais, talvez por isso o vídeo não tenha ficado tão legal, mas espero que gostem. Apertem o play:



 Uma das perguntas da Tag é sobre algum lançamento do segundo semestre que queremos muito ler, e eu disse que estava ansiosa pela continuação de "Fortaleza Negra" da Kel Costa. Essa semana a Ler Editorial abriu a pré-venda dos volumes dois e três da trilogia, então, aproveito o post pra contar essa novidade pra vocês.

Tempestades de Sangue - A Vingança Dos Mitológicos
Tempestades de Sangue - A Vingança Dos Mitológicos - Vol. 2 - Acompanha Marcadores Exclusivos, clique e compre na Saraiva.

Sinopse: Até Onde Você Iria Para Proteger Aqueles Que Ama? Na continuação da série Fortaleza Negra, ninguém está completamente a salvo. Mas a coragem e a determinação de Sasha a transformam em uma destemida guerreira, capaz de suportar as piores adversidades. A adrenalina está de volta neste romance vertiginoso! Mais intenso. Mais sangrento. Mais apaixonante. Porque o medo não terá espaço na luta pela sobrevivência.

Ruínas de Gelo - o Confronto Final - Vol. 3 - Série Fortaleza Negra

Ruínas de Gelo - o Confronto Final - Vol. 3 - Série Fortaleza Negra - Acompanha Marcadores Exclusivo, clique e compre na Saraiva.

Sinopse: Uma nova ascensão. Um elo de sangue sem precedentes. Um poder capaz de transformar o mundo. Na última parte da série Fortaleza Negra, Sasha precisa enfrentar as consequências de seus mais recentes atos. A caça aos mitológicos se intensifica e a jovem se torna peça fundamental na batalha que se aproxima. Amor, amizade e lealdade se entrelaçam a cada nova decisão que precisa ser tomada antes que o cronômetro pare de rodar.

 No site da editora tem um combo especial com a trilogia completa.

 E por hoje é só, espero que tenho gostado da tag e da novidade. Me contem: já leram ou tem vontade de ler algum dos livros que mostrei no vídeo? Já responderam essa tag? Tem algum fã de "Fortaleza Negra" aí?


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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Resenha: livro “E viveram felizes para sempre”, Julia Quinn

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro “E viveram felizes para sempre”, escrito pela Julia Quinn e publicado no Brasil em 2016 pela Editora Arqueiro. A série “Os Bridgertons” conta a história dos oito irmãos e irmãos da família Bridgerton, filhos de Violet e do falecido Edmund. Em “E viveram felizes para sempre”, a autora traz um segundo epílogo, um conto extra para cada irmão, além de voltar no tempo e nos contar a história de Violet e Edmund. Farei um pequeno comentário sobre cada texto.

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 No primeiro epílogo, temos Daphne Bridgerton e Simon (O Duque e eu) mais de quinze anos depois de seus casamento. Um episódio faz com que Simon finalmente decida ler as cartas que seu pai lhe deixou, o que para mim não foi o ponto alto do conto, mas sim ver como ele e Daphne estão após tantos anos, além de rever como ela e Colin Bridgerton eram unidos e descobrir como Daphne decidiu nomear seus filhos (talvez vocês saibam que a mãe dela seguia a ordem do alfabeto).

 O segundo epílogo, do livro “O visconde que me amava”, nos traz Anthony Bridgerton e Kate em mais um jogo de Pall Mall, anos depois de seu casamento. Do jogo, também participam Daphne e Simon, Colin, e a irmã de Kate. Nesse ano, a esposa do Colin, a Penelope, também foi. Como sempre, há uma disputa pelo taco da morte, e Anthony e Kate mostram o quanto são extremamente competitivos.

 Eu acho que preciso reler “O visconde que me amava” para relembrar por que eu tinha gostado tanto deles, sinceramente! Apesar da competição acirrada, é divertido ver o Simon, que não é um Bridgerton, lidando com a família de sua esposa.

 No epílogo de “Um perfeito cavalheiro” (que foi uma releitura de Cinderela), Sophie e Benedict  Bridgerton resolvem tentar ajudar a irmã (boa) de Sophie, Posy, a conseguir um pretendente. Posy foi um dos personagens indispensáveis para que Sophie tivesse seu final feliz, então, nada mais justo do que ela também ser feliz (e na época em que a história se passa, o casamento era importante).

 Algo que eu queria acrescentar sobre “Um perfeito cavalheiro”: talvez pela forma como a história é contada e pelos personagens que a autora escolhe, não fique tão claro como a sociedade discriminava quem não era nobre, mas ao longo da série é possível perceber como Benedict e Sophie tiveram que aprender a lidar com a sociedade ao decidirem ficar juntos.

 O epílogo de "Os segredos de Colin Bridgerton" se passa pouco após o final dele, na época do casamento da irmã do Colin, a Eloise. E foi interessante ver o primeiro encontro da Penelope com a Eloise, após descobrirem que, apesar de serem inseparáveis (até então) e melhores amigas, guardavam segredos uma das outras. Nesse epílogo também temos a prova de como a Hyacinth pode ser terrivelmente esperta!

 O epílogo de "Para Sir Phillip, com amor" é narrado pela enteada da EloiseAmanda, já adulta. O que foi legal, afinal, quem não quer saber se ela e o irmão, aqueles dois pestinhas na infância, tomaram jeito mesmo? E também foi interessante ver como Phillip manteve sua essência, ele continuou sendo o mesmo que conhecemos  no quinto livro, mais ligado ao campo que à nobreza.

 O epílogo da Francesca (O conde enfeitiçado) foi um dos que mais gostei. Nele, foi possível ver que, mesmo alguns anos depois do casamento, Michael ainda nutria a mesma devoção pela esposa, o mesmo desejo de fazê-la feliz acima de tudo. Outro ponto que gostei, foi poder ver a interação dela com Eloise.

 No epílogo de Hyacinth, (Um beijo inesquecívelvemos que, quase vinte anos depois, ela ainda continua sua busca pelas jóias de uma parente de seu marido. Mas o mais interessante desse epílogo é ver como sua filha, Isabella, se tornou tão parecida com a mãe, o que é "preocupante" para quem conhece a personagem.

 No oitavo epílogo, Julia Quinn retomou a aflição que deu a seus leitores na história de Gregory e Lucy em "A caminho do altar", pois acontece algo que faz com que tenhamos medo de que o final  não seja feliz. Por outro lado, esse último conto é como se fosse um recomeço, uma homenagem aos personagens queridos que encontramos na série.

E para fechar a obra, temos "O florescer de Violet", onde conheceremos mais um pouco da vida de Violet Ledger desde quando ela era criança e conheceu o terrível Edmund Bridgerton, um pestinha que vivia aprontando com ela (o pai de Violet disse que o garoto fazia isso por que gostava dela, mas não caim nessa, por favor!). Depois vemos como eles se reencontraram, se casaram, como Violet ficou viúva e como conseguiu seguir em frente, sendo uma das personagens mais queridas da série. É um conto lindo. E é fantástico observar como há um pouco de Violet e de Edmund em cada um dos filhos deles.

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 “E viveram felizes para sempre” é um presente para os fãs da família Bridgerton. Uma família um pouco competitiva, é verdade, mas na qual o amor sempre prevaleceu. Durante a leitura, parecia até que a escrita da autora mudava dependendo do personagem que era o foco, alguns mais doces, outros mais determinados, mas todos com histórias marcantes e aquele pequeno toque de humor característico da escrita de Julia Quinn.

 "O Duque e eu" foi o primeiro romance de época que eu li, então, serei eternamente grata à Julia Quinn por ter me apresentado aos livros do gênero, do qual me tornei fã. Para os que se sentirem "órfãos" pelo final da série, a boa notícia é que a editora Arqueiro lançou "Quarteto Smythe-Smith", uma série de quatro livros sobre as Smythe-Smith, que fizeram aparições em Os Bridgertons.

 É um ciclo de leituras e de resenhas que se encerra com “E viveram felizes para sempre”. Espero que vocês tenham gostado do post de hoje. Me contem: já conhecem a série? Tem um livro ou personagem favorito? “O visconde que me amava” e "Para Sir Phillip, com amor" foram os volumes que mais gostei. Para conferir as resenhas, é só clicar nos títulos dos livros.

 Detalhes: 256 páginas, Skoobleia um trecho, compre online: Saraiva, Amazon.


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