quinta-feira, 25 de maio de 2017

Se eu tivesse poderes mágicos... (#ESM maio)

paris, torre eiffel
Imagem: Bruna Vieira, Depois dos Quinze
 Olá, leitores, como vão? Eis que o projeto "Escrevendo Sem Medo", organizado pela Thamiris do blog Historiar, desafia seus participantes a contarem qual poder mágico gostariam de ter. Desafio aceito, vamos ao super poder que esta que vos escreve gostaria de ter.

 Deixemos a capacidade de salvar o mundo ou de promover a paz mundial para os mais sonhadores, e o poder de se tornar invisível para os mais curiosos. O que eu queria mesmo era algo bem mais prático: poder me teletransportar!

 Imagine não ter mais que ficar horas e horas num ônibus para ir de um ponto ao outro. Ou não precisar mais se preocupar com a péssima condição das estradas. Ou, ainda, poder visitar aquelas pessoas que amamos mas que estão há muitos quilômetros de distância. Seria ótimo, não?

 Por isso, eu queria ter o poder de me teletransportar. Conseguir chegar no supermercado instantes antes de ele fechar e comprar o que faltava para o jantar ou algo especial para uma visita inesperada. Ir aos tantos eventos literários com os quais apenas fico sonhando. Conhecer os pontos turísticos sem me preocupar com a variação do dólar ou do euro que afetariam o valor da hospedagem.

 Enquanto esse super poder não se torna real, se eu tivesse um carro e soubesse dirigir, certamente já me sentiria bem mais independente.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Lançamentos e outras novidades da Ler Editorial

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho mostrar os quatro livros mais recentes lançados pela nossa parceira Ler Editorial:
Grana Torpe

Grana Torpe
Felipe Frasi
114 páginas

 Sinopse: Uma obra que explora a realidade de forma nua e crua. O tema central abre caminho para um retrato das interações sociais em uma sociedade cada vez mais individualista e consumista.

Os 15 contos apresentados abordam questões polêmicas, sem pretensão de que sejam respondidas, apenas refletidas e discutidas.
“Felipe Frasi brinca diretamente com o leitor ao escolher uma narrativa intimista e muito direta, mostrando a realidade nua e crua daqueles que se fazem cegar pela ganância e pelo poder. Em ‘Grana Torpe’, através de contos rápidos e envolventes, ele tece uma teia de personagens distintos e, de alguma forma, ligados entre si, enquanto monta um surpreendente quebra-cabeça digno de aplausos.” Kel Costa – autora da série Fortaleza Negra




Inversos
O livro mais fofo do ano chegou!
Inversos
Carol Dias
214 páginas

 Sinopse: Como assistente pessoal de Carter Manning, Bruna sabia exatamente o que esperar do cantor: música, mulheres e um pouco de (muita) arrogância. Seria preciso uma interferência do universo para que ele se mostrasse alguém decente. E não é que o universo resolveu agir?!

 As pequenas, Sam e Soph, serão a prova final de Carter, para mostrar que mesmo o cara mais idiota possui algo além de uma camada de egocentrismo.

 "É de tirar o fôlego! O coração começa a bater mais forte, os olhos marejam e você não consegue largar o livro até que Bruna encontre seu ‘felizes para sempre’. Ainda que esse final feliz seja recheado de confusões envolvendo certo cantor..." Tati Machado – autora de Entre Nós e Paredes

 “Carter é aquele tipo de cara que te deixa com o pé atrás desde o início, mas a Carol te faz enxergar pelos olhos da Bruna e, no fim das contas, você não consegue não amar esse mundo pop e todas as loucuras que ele inclui.” Paula Tavares – leitora

 "Se apaixonar pela escrita da Carol é bem fácil, mas se apaixonar pelas aventuras de Bruna e Carter é mais fácil ainda. Quando o livro acabou eu só pensava que queria mais desses dois! ❤" Beatriz Soares – blog Saga Twilight Eternamente

 * "Inversos" é o segundo livro de uma série escrita pela Carol Dias, o primeiro foi "Clichê", um romance super gostosinho de se ler, e que já foi resenhado no blog (para conferir a resenha clique aqui).


Love is in the air
Love is in the air
Eva Zooks, Tamires Barcellos, Catarina Muniz e Paola Scott
264 páginas

Sinopse:  Ah, o Amor! As dificuldades, os calafrios, os encontros inesperados, os pensamentos loucos...

Nos quatro contos de "Love is in the air" você vai conhecer lindas histórias, românticas e quentes, sobre esse sentimento cheio de altos e baixos.

Eva Zooks, Tamires Barcellos, Catarina Muniz e Paola Scott apresentam contos ambientados em Londres — a terra da Rainha, do chá e de cenários incríveis — para você se apaixonar como nunca antes.

"Eu, que já sou fã incondicional da literatura erótica e amo escrever um livro hot, adorei!" Nana Pauvolih -  autora de: A Coleira e da série: Redenção 

Os quatro contos neste livro levarão o leitor a conhecer o amor de quatro maneiras diferentes. Edmond e Gabriela, mostram que o amor pode durar até depois da morte. Samantha e Henry, vivenciam um amor à primeira vista, onde as diferenças que pensamos existir não importam quando nos deparamos com o amor verdadeiro. Liz e Ric, ensinam que o amor não pode ser predeterminado; nosso coração escolhe quem ele quer. Catarina e Sebastian, deparam-se com um amor inesperado e arrebatador, durante uma viagem dos sonhos. Venha se encantar com essas histórias e morrer de amores por esses casais! Beatriz Soares – blog Saga Twilight Eternamente

 * Que capa mais linda é essa, Brasil?! Mas olha aí embaixo para ver mais capa bonita:


Emoções em prosa e versos
Emoções em prosa e versos
Suely Abardes
88 páginas

 Sinopse: Com o objetivo de transmitir ao leitor um pouco de poesia, Suely Abardes nos apresenta textos que abordam os mais variados aspectos da vida, traduzindo sentimentos e emoções ante o cotidiano, o amor, a natureza e os diversos temas que afligem a alma.

Os conflitos entre o ser espiritual e o material, e as reações do ser humano em suas relações com todos esses contextos, também estão presentes nesta obra, inspirada nas experiências da própria autora ou através da visão de outras pessoas frente a tais experiências.

 * Essa capa de "Emoções em prosa e versos" está arrasadora, né?!

 E agora vamos para mais novidades:

 Ler & Ubook
Ubook

 "Está sem tempo para ler?
Agora você pode ouvir os livros publicados pela Ler Editorial :). 
"Em parceria com a UBOOK, estamos disponibilizando nosso catálogo no formato audiolivro e o primeiro título já está disponível para os leitores/ouvintes.
Grana Torpe foi totalmente narrado pelo autor, Felipe Frasi.
Não perca mais tempo! Vá até a plataforma UBOOK e deguste um trecho inteiramente grátis.



A Sociedade Secreta, Catia Mourao

 Novidades sobre a versão impressa de "A Sociedade Secreta": 

 "Para quem está ansioso, aguardando o lançamento do livro físico de 'A Sociedade Secreta', da autora Catia Mourão, avisamos que a espera está chegando ao fim \o/

Pode comemorar! Faz dancinha e vai preparando o lugar na estante, porque o livro está chegando.

O lançamento está previsto para junho e a capa... Bem, a capa é essa divosa aqui:" 






 Por hoje é só, espero que tenham curtido o post e anotado as dicas e recomendações de leitura. Para saber todas as novidades da Ler é só ficar de olho na página da editora no Facebook.


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terça-feira, 23 de maio de 2017

Sorteio de Inverno

 No post de hoje temos mais um sorteio com livros maravilhosos para vocês, dessa vez em parceria com o blog Resenhas de Livros, confiram:

"Hey, pessoas! Tudo bem?
Vocês sabem que daqui a um mês começará o inverno e nós, do Blog Resenhas de Livros, pensamos: "O que é melhor do que ficar quentinho na cama ou andando pelas ruas, bem agasalhado, nesse friozinho?", e logo lembramos de algo muito melhor: fazer tudo isso com livros e brindes!
Por isso, procuramos alguns parceiros e eles nos ajudaram a montar um sorteio especialíssimo de inverno para vocês, com muitos prêmios :D.
Esperamos que gostem e participem!



Vamos as regras então:
  • O sorteio é válido até dia 20/06/2017;
  • Serão dois ganhadores diferentes. Caso a mesma pessoa tire a sorte grande de ser sorteada nos dois Kits, ela receberá só o primeiro e o sorteio será refeito para um novo ganhador no segundo;
  • No formulário, onde tem as entradas de visitar a página do Facebook, é necessário curtir também ok?
  • O ganhador deve ser morador de território nacional;
  • Os blogs têm o prazo de envio de 45 dias úteis após a divulgação dos resultados;
  • O ganhador terá prazo de dois dias para entrar em contato conosco. Caso não entre, um novo sorteio será realizado. Nós iremos enviar e-mails para os ganhadores e divulgaremos em nossas redes sociais;
  • Caso a encomenda volte, o ganhador irá arcar com o preço do novo envio;
  • Participando deste sorteio, o ganhador diz que está de acordo com todas estas regras.

a Rafflecopter giveaway

May the force be with you!"

 Bora participar? Boa sorte!


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domingo, 21 de maio de 2017

Resenha: livro “Heated Rush”, Leslie Kelly

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Uma das capas estrangeiras
 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro “Heated Rush”, escrito pela Leslie Kelly. No Brasil, ele foi publicado pela Harlequin em 2014 com título de "Tensão", e republicado em 2017 com o título de "Doce Tensão" pela Harpercollins. Como a edição da Harlequin (que foi a que eu li há alguns anos) não se encontra mais com facilidade para comprar, estou optando por colocar o título original da obra na resenha.

 “Heated Rush” é mais ou menos uma continuação de "Slow Hands" (Lento/Mãos quentes). Explicando melhor: a trama dos dois romances gira em torno de um leilão beneficente, onde rapazes seriam leiloados e ofereceriam um encontro (um passeio, um jantar...) para as mulheres que os arrematassem. Só que houve uma confusão com as fichas de inscrição dos rapazes e a ficha de um paramédico do Batalhão do Corpo de Bombeiros de Chicago foi trocada com a de um ex-garoto de programa. No primeiro livro, "Slow Hands" (já resenhado no blog, clique aqui para conferir a resenha), acompanhamos a história do paramédico Jake e da empresária Maddy. Após terminá-lo, estava curiosíssima para saber o que teria acontecido com o outro rapaz que teve sua ficha trocada, então, corri para ler "Heated Rush", onde acompanharemos a história do ex-garoto de programa Sean e da dona de creche Annie.

Tensao, Leslie-Kelly
Capa da Harlequin
 Por que uma dona de creche precisa leiloar um rapaz? Simples: Annie precisava de um acompanhante para ir na tradicional reunião de sua família. Annie é uma mulher que batalha por seus sonhos, mas vinha de uma família protetora demais, que achava que o lugar dela era lá, com eles, porém, a Annie queria cuidar da própria vida, e  acredita que, estando com um namorado, talvez sua família percebesse que ela estava seguindo em frente e a deixasse um pouco em paz.

 Porém, ao invés de um respeitável paramédico, Annie arrematou Sean. Ele não fazia mais programas, se tornou um empresário, mas sua reputação ainda era conhecida. Como ele iria explicar para Annie que ele não salvava vidas, ainda mais quando seu coração ficou balançado por ela?
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Capa da Harpercollins

 Eu gostei mais do livro do que esperava. Fica bem claro ao longo da leitura que é um new adult, e não um romance hot como se pode imaginar num primeiro momento (nisso a capa da Harpercollins foi muito mais acertada do que a de outras edições).

 Clichê é uma palavra que não posso usar para definir o livro (talvez só na parte onde o gatinho terrível da Annie fica todo doce com o Sean). Os protagonistas são muito mais do que a gente imagina, e eu não vou falar mais sobre isso pois não quero estragar a surpresa para quem ainda vai ler.

 A escrita da autora é muito boa, e achei interessante a forma como ela construiu o romance e também as mocinhas independentes desses dois livros. Fica a recomendação para quem gosta de livros do gênero, de leituras rápidas e divertidas. Por fim, digo que não consigo escolher um favorito, pois gostei tanto da história da Maddy e do Jake quando da história da Annie e do Sean (a primeira foi mais quente, e a segunda mais surpreendente).

 Detalhes (da edição da Harpercollins): 224 páginas, ISBN-13: 9788539823123, Skoob. Onde comprar online: Saraiva.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já conheciam o livro ou a autora? De qual edição gostaram mais?

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Resenha: livro "A Beleza é uma Ferida", Eka Kurniawan

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje venho comentar sobre a minha (não muito agradável) experiência de leitura com o livro "A Beleza é uma Ferida", escrito pelo indonésio Eka Kurniawan e publicado em 2017 pela Editora José Olympio, que faz parte do Grupo Editorial Record.

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 "Assim, ela passou o dia inteiro amarrada na cama, estuprada continuamente." (página 226)

 A obra pertence à corrente literária do realismo mágico (ou realismo fantástico), e segue o mesmo estilo de "Cem Anos de Solidão", do ganhador do Prêmio Nobel Gabriel García Márquez. Enquanto Gabriel García Márquez optou por contar a saga da família Buendía em Macondo, Eka Kurniawan conta sobre a família de Dewi Ayu em Halimunda, na Indonésia.

 A história começa quando a prostituta Dewi Ayu, enterrada há 21 anos, retorna à vida. Ela sai da sepultura e volta para casa, seu primeiro pensamento é na quarta filha que nasceu pouco antes de ela morrer. No decorrer da história, vamos descobrir como Dewi Ayu, uma jovem de uma rica família holandesa, se tornou prostituta, por qual motivo ela foi criada pelos avós e como foi a vida de cada uma de suas filhas; conhecemos também seus netos, casos e genros. Como pano de fundo, temos a história da Indonésia: a saída dos holandeses, guerras como a Segunda Guerra Mundial e conflitos internos entre nativos e estrangeiros, além da chegada das ideias comunistas e socialistas.

"- Pobre bebê - repetiu a parteira, saindo em busca de alguém que cuidasse dele.
 - Sim, pobre bebê - concordou Dewi Ayu, mexendo-se e revirando-se na cama. - Já fiz o possível para tentar matá-la. Devia ter engolido uma granada para detoná-la na barriga. Oh, minha pobre coitadinha - os pobres coitados, como os malfeitores, não morrem tão fácil." (página 10)

 Eu não posso dizer que "A Beleza é uma Ferida" é um livro ruim, pois ele é bem escrito. O que eu posso dizer é que, para mim, não foi uma leitura de que eu tenha gostado. Se eu pudesse voltar no tempo, teria pegado outro livro para ler, e não é uma obra que eu pretendo reler.

 Até na metade do livro eu tive muita vontade de abandonar a leitura. Sabe quando você está lendo e sente que aquelas palavras estão te fazendo mal? Não estão te trazendo nada de bom ou que faça valer a pena continuar? E não há prazer nenhum em passar por cada capítulo? Era assim que eu me sentia ao longo da leitura. A segunda metade do livro foi um pouco mais tolerável.

 Me incomodou demais ver tantas cenas de estupro e de violência. Era como se o único destino das personagens femininas fosse se submeter e abrir as pernas, enquanto os personagens masculinos, por piores que fossem, assassinos, estupradores, ainda eram vistos como homens poderosos. Dewi Ayu era uma prostituta, mas se tinha uma arma apontada para a cabeça ou não tinha a opção de recusar um cliente, estava sendo estuprada sim. Um homem mais velho, teoricamente apaixonado por uma garota que não correspondia aos seus sentimentos, achava certo se casar com ela e estuprá-la, na esperança de que um dia ela viesse a gostar dele. Uma menina inteligente e estudiosa tinha que ser casada logo para estar segura. Acreditem: um rapaz já adulto apaixonado por uma garota de oito anos é a coisa mais "pura" que vocês encontrarão nesse livro.

 "Essas lutas de porcos eram muito divertidas. Os ajaks que Shodancho ainda não domesticara realmente evidenciavam enorme ferocidade no confronto com os porcos do mato. Cada porco tinha de enfrentar cinco ou seis ajaks, o que, naturalmente, não era justo, mas todo mundo queria ter certeza de que o porco morreria - não queriam um combate, mas um massacre." (página 156, "ajaks" são um tipo de cães selvagens, o que esperar de uma população que considera entretenimento ver cachorros destroçando um porco vivo?)

 O fato de voltarmos no tempo para conhecer cada um dos personagens desde o seu nascimento, por exemplo, Shodancho, um dos desprezíveis genros de Dewi Ayu, além de ter muitos personagens, acabou deixando a história cansativa e lenta em alguns momentos. A parte histórica não ficou bem clara para mim em alguns pontos, e a origem da maldição para a família de Dewi Ayu foi algo que não me convenceu.

 "- Se é verdade que um cão estuprou a minha filha - disse -, então os cães realmente herdaram o comportamento cruel dos homens." (página 412)

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 A capa tem uma textura meio aveludada, mais macia, na orelha está que a imagem de capa, além de uma rosa, traz uma cicatriz, para mim inicialmente parecia ser uma costura numa peça de couro. As páginas são amareladas e a diagramação é simples, com letras, margens e espaçamento de bom tamanho. Não me lembro de ter encontrado erros de revisão.

 "- Não há maior maldição do que dar à luz fêmeas bonitas, num mundo de homens perversos como cães no cio." (página 11)

 Eu peguei o livro para ler por gostar de me aventurar por obras de autores de países diferentes, mas não fui muito feliz na minha escolha. Pode ter leitores que amem "A Beleza é uma Ferida"? É claro que sim! Mas não recomendo para leitores que se sintam incomodados com cenas de violência gratuita e estupro. Se quiserem conhecer o realismo mágico, recomendo mesmo "Cem Anos de Solidão".

 Detalhes: 462 páginas, ISBN-13: 9788503013055, Skoob. Onde comprar online: Saraiva, Submarino.

 Por hoje é só, me contem: já conheciam a obra ou o autor? Já pensaram em desistir de alguma leitura? Gostam de histórias ao estilo "Cem Anos de Solidão"?

Encerro o post convidando vocês para participar dos sorteios que estão rolando no blog, são muitos livros legais (tem Diário de uma escrava, Mundos Paralelos" e muito mais), clique aqui.

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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Caixa de Correio: livros recebidos em abril

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 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje venho comentar sobre os livros que chegaram em abril (todos estão na foto acima). O vídeo ficou grandinho por serem muitos livros adivinha quem exagerou de novo?. Mostrei as comprinhas que fiz na Saraiva aproveitando um desconto progressivo, os livros que comprei em um sebo online, e os que chegaram de parcerias. Apertem o play para conferir:



 Queria comentar/relembrar que:
 - Já tem resenha de "O Muro" e "O que o inferno não é".
 - A resenha de "O que o inferno não é" é premiada, consegui um exemplar com a editora para sortear entre quem comentar na resenha, tá super fácil participar e o livro é maravilhoso! Cliquem aqui para participar.
 - Tem um vídeo no canal mostrando como é a edição econômica de "Eleanor & Park", cliquem aqui para ver.
 - Quem acompanha a fan page ou meu perfil no Instagram já deve ter visto, mas quem ainda não acompanha, pode acessar meu perfil no insta: @marijleite para conferir meus comentários sobre cada um dos contos de "Paris para um e outros contos", enquanto a resenha não sai.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do vídeo. Me contem: quais livros citados já leram ou querem ler?

- Participe dos sorteios do blog e concorra a muitos livros, clique aqui.

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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Resenha: livro "Slow Hands", Leslie Kelly

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje, venho comentar minha experiência de leitura com o livro "Slow Hands", escrito pela Leslie Kelly e que foi publicado no Brasil pela Harlequin em 2013 com o título de "Lento" e republicado pela HarperCollins em 2016 com o título de "Mãos quentes".

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 Narrada em terceira pessoa, a obra conta a história de Jake Wallace e Madeleine Turner. Madeleine (ou Maddy, como era chamada) trabalhava com gerente em um banco e era conhecida como a mulher de negócios mais fria de Chicago. Ela tinha uma meia-irmã mais velha, Tabhita, que era completamente diferente dela em aparência e personalidade.

 Certo dia, Maddy acabou indo parar num leilão beneficente, cuja arrecadação seria destinada a proporcionar um bom Natal para crianças carentes. Até aí, tudo bem, a questão era o que estava sendo leiloado: homens! Na verdade, rapazes se dispuseram a serem leiloados para um encontro, cada um oferecia o que podia, como um passeio ou um jantar, à mulher que tivesse dado o maior lance por sua companhia.

 Maddy foi parar nesse leilão porque Tabhita lhe informou que a esposa de seu pai (a quarta esposa) iria estar no evento e tentaria dar o lance mais alto por um ex-garoto de programa, obviamente para trair o pai das duas, e segundo a irmã, elas precisavam evitar que isso acontecesse, afinal, o pai delas parecia estar feliz no novo casamento e não merecia a traição. Tabhita estava noiva e, considerando seu histórico, não queria correr o risco de se sentir tentada nesse leilão, de forma que coube a Maddy ir ao evento e dar um lance absurdamente alto pelo ex-garoto de programa.

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Capa da edição da Harpercollins
 Só que uma confusão na hora da organização das fichas dos rapazes, fez com que Jake, um paramédico do Batalhão do Corpo de Bombeiros de Chicago, tivesse sua ficha trocada com a do ex-garoto de programa, ele só havia se inscrito para agradar o chefe, cuja esposa era a organizadora do leilão, mas quando viu quem o havia arrematado, ficou encantando por Maddy e quis muito conhecê-la melhor, pensou que o passeio que ele havia oferecido seria uma boa opção para isso. Porém, Maddy, conhecida como a princesa do gelo, por sua aparente frieza, já havia tido alguns relacionamentos amorosos desastrosos e não iria se arriscar justamente com alguém com o suposto passado de Jake.

 Só que o rapaz não desistiu de tentar passar um tempo com ela, por quem estava muito atraído, e como a atração era recíproca, Maddy acabou aceitando, mas estipulou algumas condições: ela não queria se envolver emocionalmente e pagaria pelo tempo dele! Como Jake se sentiria ao descobrir que Maddy achava que ele era um garoto de programa? Como Maddy ficaria ao saber que Jake era um bom rapaz (como todas as ações dele indicavam) e não o que ela pensava que ele era? A confusão das fichas no leilão traria algum problema para a reputação do protagonista? Será que a família Turner era mesmo sem sorte no amor? Para descobrir, só lendo.

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Capa da edição da Harlequin
 Foi uma leitura rápida e agradável, embora diferente do que eu esperava; não o classificaria como um romance erótico, mas sim como um romance contemporâneo. Creio que algumas partes poderiam ser mais desenvolvidas se o livro fosse maior, por exemplo: gostaria de ter conhecido mais da família do protagonista. O livro não traz muito de novo, há diversas tramas que já vi em filmes de comédias românticas, por exemplo, o que não chega a ser ruim, pois a escrita da autora é boa, os personagens criados por ela são interessantes, e é uma leitura que nos cativa, pois queremos saber como se desenvolverá o romance dos protagonistas, como se desenrolará a questão do pai da Maddy com a madrasta e também se a irmão irá ou não se casar com um noivo tão diferente dela.

 Achei interessante a autora colocar a personagem feminina como fria e muito mais rica que o mocinho, já que em tantos livros do tipo é o personagem masculino que tem muito dinheiro e não quer saber de sentimentos, esse conflito não chegou a ser muito explorado mas foi ler ver uma história por esse lado.

 Enfim, o livro de Leslie Kelly uma história sobre voltar a acreditar no amor. Uma boa escolha para passar o tempo lendo um romance bem romântico e quente. Por hoje é só, espero que tenham gostado da resenha. Me contem: já conheciam o livro ou a autora? Qual tradução do título e qual capa gostaram mais: da Harlequim ou da HarperCollins? Logo trago para vocês a resenha do livro que conta a história do outro rapaz que teve a sua ficha trocada, aguardem!

 Detalhes (da edição da HarperCollins, que é a que se encontra para comprar): 224 páginas, ISBN-13: 9788539822409, Skoob. Onde comprar online: Saraiva, Submarino.

Encerro o post convidando vocês para participar dos sorteios que estão rolando no blog, são muitos livros legais (tem Diário de uma escrava, Mundos Paralelos" e muito mais), clique aqui.

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sábado, 13 de maio de 2017

Resenha: livro "O cérebro com foco e disciplina", Renato Alves

 Olá pessoal, tudo bem com vocês? No post de hoje venho comentar minha experiência de leitura com o livro "O cérebro com foco e disciplina", escrito pelo Renato Alves e publicado em 2014 pela Editora Gente.

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 "O preço que se paga pelas distrações é sempre muito alto, contabilizado em tempo, dinheiro e disposição. Para que você tenha ideia dos impactos causados pelas distrações, em 2005 , a American Psychiatric Association (APA) apresentou uma pesquisa comprovando que apenas nos Estados Unidos são gastos cerca de 77 bilhões de dólares todos os anos com prejuízos causados por distrações e esquecimentos no trabalho. (...) E, por mais que a humanidade desenvolva soluções eletrônicas, tudo indica que esse número vai piorar. Afinal de contas, quanto mais utilizamos soluções eletrônicas, menos usamos nosso sistema natural; e, quanto menso estimulamos nosso cérebro, mais preguiçosos e esquecidos nos tornamos." (página 17)

 Eu já havia visto uma palestra do Renato Alves, resumidamente um especialista em memorização, na faculdade e gostado bastante do que ele disse. Por isso fiquei bem animada para realizar a leitura desse livro que foi enviado pela editora, além disso sempre me interesso por descobrir como me tornar uma pessoa com mais foco e disciplina.

 "Estudos mostraram que o ser humano capaz de realizar uma tarefa por vez até o fim é mais eficiente, rápido e assertivo do que aquele que fica perdido ao tentar realizar várias ao mesmo tempo" (página 134)

 Com uma linguagem clara, o autor compartilha seu conhecimento sobre o que pode atrapalhar a nossa concentração. Numa sociedade cada vez mais cheia de estímulos por todos os lados e para todos os sentidos, fica difícil se manter focado e ser disciplinado para realizar as tarefas do dia-a-dia do início ao fim, o que pode gerar frustração.

 "Hoje, principalmente nos grandes centros, é raro encontrar alguém que viva momentos de paz mental; momentos em que seja possível se concentrar e dirigir a energia e o foco na realização de tarefas de fato importantes. Os poucos lapsos de consciência e lucidez sobre prioridades que muitas pessoas experimentam em geral acontecem no lugar errado, na pior hora possível." (página 11)

 Eu sempre leio livros sobre aperfeiçoamento pessoal com atenção redobrada para não perder nada, e após finalizar a leitura, acredito que eu não seja realmente o público alvo de "O cérebro com foco e disciplina", já que moro numa cidade tranquila e tenho uma rotina mais calma, além de no meu curso na faculdade já ter tido alguma orientação no sentido de conseguir ter um rendimento melhor (disciplina é indispensável para um aluno que estuda à distância). Sendo assim, essa foi uma leitura que serviu mais para me fazer relembrar coisas que já aprendi e ficar atenta para combater as distrações prejudiciais do que para aprender coisas novas, mas é uma obra que recomendo para todos que sentem que não são mais donos do seu tempo ou que se sentem cansados mentalmente.

 "Uma mente desgovernada e recheada de pensamentos desconexos causa a paralisia do poder de realização. A pessoa ainda tem projetos, sonhos, objetivos, mas não tem forças para realizá-los pois está perdida em seus devaneios. Desse modo, quando começamos a atender a estímulos que roubam alegremente nossa atenção, inicia-se o processo de morte dos sonhos." (página 78)

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 Com uma capa agradável e com acabamento brilhante (tipo que gosto bastante), páginas amarelada, diagramação com letras, margens e espaçamento de bom tamanho e uma boa revisão, "O cérebro com foco e disciplina" pode ser uma leitura rápida por não ter um número extenso de páginas e capítulos.

 Detalhes: 160 páginas, ISBN-13: 9788573129878, Skoobcompre no site da editora.

 "Você não pode condicionar o estado de felicidade à conquista de algo. Isso é ser injusto consigo mesmo, porque felicidade é um estado mental gratuito, deve ser livre. Você não precisa conquistar nada para ser feliz, basta sentir-se feliz. Pronto. Simples assim!" (página 136)

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post de hoje. Me contem: já conheciam o livro ou o autor?

- Participe dos sorteios do blog e concorra a muitos livros, clique aqui.

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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Resenha: livro "A alquimia da tempestade e outros poemas", D. G. Ducci

 Olá pessoal, tudo bem com vocês? No post de hoje venho comentar sobre a minha experiência de leitura com o livro "A alquimia da tempestade e outros poemas", escrito pelo brasiliense D. G. Ducci e publicado em 2016 pela Editora 7 Letras.

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 É um livro de cerca de 100 páginas, que pode ser lido rapidamente. Traz poemas que, em sua maioria, tem apenas uma ou duas páginas. São poemas de diversos tipos e estilos, com rimas, sem rimas, sonetos, poemas mais longos, poemas que não são divididos em estrofes, somente em versos. E há até um poema em inglês. Alguns parecem ser respostas ou continuações de outros, temas reaparecem páginas na frente.

 A obra é divida em duas partes: "Os outros poemas" e "A alquimia da tempestade". A segunda parte se divide em "A Brisa", "O vento", "A chuva" e "O furação".

 Eu não sei muito sobre poesia, mas como digo sempre: admiro quem consegue escrevê-las. Acredito ter pego o livro em um período não muito propício para ler uma obra do gênero, mas mesmo assim consegui encontrar poemas que me agradaram bastante.

 Sobre os textos que mais gostei: "Morrerei", na página 78, é o meu preferido, com sua temática referente à morte, até me lembrou dos escritos do Edgar Allan Poe. "Prólogo e invocação", na página 35, me ganhou com a expressão "Poesia é redenção". "Poesia-gangrena", poema que abre o livro, traz uma espécie de crítica à poesia feita sem cuidado e sem técnica, e me arrancou uma risada logo de cara, tanto que postei parte dele lá no Instagram (@marijleite, clique para ler). "Pária" fala sobre alguém que prefere não ser como todo mundo. E "Não soneta" fala sobre a cultura que temos à mão, na forma da poesia, mas que não apreciamos.

"Agora eu os peço
para me deixarem em paz.
Minha vida prefere a calma
mesmo que a calma seja muito forte."
 (Pária, página 26)

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a alquimia da tempestade

 Sobre a edição: a capa é simples e bonita, as páginas são amareladas e porosas, a diagramação tem letras, margens e espaçamento de bom tamanho, e não me lembro de ter encontrado erros de revisão.

 Detalhes: 105 páginas, ISBN-13: 9788542104578, Skoob. Onde comprar online: site da editora.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado da minha pequena resenha. Fica a recomendação para quem gosta de livros de poesias. E agradeço à Oasys Cultural pelo envio do exemplar.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Vídeo: resumo das leituras de abril

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje trago o resumo das minhas leituras de abril. Foram cinco leituras, e duas ganharam cinco estrelas, será que vocês já adivinham quais foram?

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Livros lidos em abril

 Foram dois nacionais, um clássico e outros dois que trazem adolescentes como protagonistas. No vídeo falo um pouquinho sobre a história de cada um e sobre o que achei deles. Só falta a resenha de "O grande Gatsby" (na descrição do vídeo tem os links das resenhas, mas vocês também podem acessá-las pelo arquivo na barra lateral do blog), para descobrir se eu gostei dele tanto quanto do filme, é só apertar o play:



 Reforço o convite para que participem do sorteio de "O que o inferno não é", é clicar em: RESENHA PREMIADA.

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 Espero que vocês tenham gostado do vídeo, pois acredito ter sido um dos melhores que fiz até hoje ♥ . Me contem nos comentários se já leram ou querem ler algum dos livros citados.

Até o próximo post!

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sábado, 6 de maio de 2017

Resenha: livro "O Muro", William Sutcliffe

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro "O Muro", escrito pelo britânico William Sutcliffe e publicado no Brasil pela editora Record em 2017.

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 "Onde quer que decidamos morar, onde quer que construamos nossas cidades, pessoas como eu ganham essas placas amarelas que abrem os postos de controle. Todas as outras pessoas que vivem ao nosso redor só poderiam conseguir placas brancas. Com esse retângulo amarelo em seu carro, o Exército é seu amigo e você pode andar livremente. Com um retângulo branco, o Muro, o arame farpado, os soldados, as torres de observação, as armas têm um significado totalmente diferente." (página111)

 O narrador e protagonista é Joshua, um garoto de treze anos. Ele não se entendia muito bem com Liev, o seu padastro, sentia muito a falta do pai que morreu há cinco anos. Depois do falecimento do pai, sua mãe se casou novamente e Joshua teve que se mudar do litoral para Amarias, uma cidade nova, onde todas as casas eram planejadas, as ruas eram limpas e iluminadas, mas a cidade era cercada por um muro. Do outro lado desse muro, havia outra cidade, mais antiga, com pessoas que falavam outro idioma.

 Quem estava do mesmo lado do muro que Joshua, podia passar livremente pelo posto de controle do exército e ir para outras cidades, quem estava do lado de lá, tinha que ter autorizações e muitas outras burocracias.

 Certo dia, a bola de futebol do Joshua caiu num terreno cercado por tapumes, e para recuperá-la, ele escalou essa cerca, e acabou descobrindo um túnel que o levaria para o outro lado. Lá, do outro lado do muro, apesar de ter se encantado com o que via, Joshua se meteu numa encrenca e só saiu vivo com a ajuda de uma menina, Leila. A partir daí, sentindo que devia sua vida àquela menina, Joshua não mediria esforços para ajudá-la, mesmo que isso causasse mais desentendimentos com seu padastro.

 "-É que um amigo do outro lado do Muro pode ajudar.
 - Como?
 - Porque você é livre. Pode conseguir coisas quando precisa delas. Pode ir aonde quiser. Ninguém bloqueia suas ruas ou fecha suas lojas, ou levam você no meio da noite." (página 148)

 A cidade de Amarias com um posto de controle, o exército e um muro separando-a de outra cidade mais antiga foi inspirada no conflito entre israelenses e palestinos, esse fato só foi mencionado numa nota no final da obra, e confesso que se tivesse sido citado no início teria me ajudado bastante a entender logo de cara onde a trama se passava. Por ter referências à livros com a temática da Segunda Guerra Mundial na capa, acabei me confundindo inicialmente.

 "Cada músculo e tendão do meu corpo parecem esmorecer enquanto sinto toda a confiança escorrer de dentro de mim. Meu plano repentinamente parece estúpido, precipitado, letal. Mas cheguei até aqui. Não posso simplesmente largar tudo e sair correndo. Não agora." (página 134)

 Dei cinco estrelas para o livro no Skoob, pois me vi presa à história de tal forma, que eu não tinha vontade de parar de ler, de tão curiosa que estava para saber o que aconteceria com o Joshua. Ele, no começo do livro, é um moleque com sede de aventuras, sem muita noção do perigo, mas algo que é muito legal na obra é ver como ele vai mudando e amadurecendo no decorrer dos capítulos.

 "As pessoas ficam histéricas sobre o que há do outro lado, mas os adultos não conseguem não exagerar. Estão sempre tentando fazer você acreditar que um cigarro vai matá-lo, que atravessar a rua é tão mortal quanto fazer malabarismo com facas, que andar de bicicleta sem capacete é praticamente suicídio, e nada disso é verdade. Quão perigoso poderia realmente ser passar lá e dar uma rápida espiada? E quão frustrado vou me sentir amanhã se voltar à superfície agora e for para casa?" (página 24)

 O Joshua me irritou um pouco ao dizer que a mãe, por ser dona de casa, não fazia nada o dia inteiro. E no início eu nem achava que o padrasto dele era ruim, mas depois que algumas coisas aconteceram, ficou bem claro o quanto o cara fazia mal para a esposa e o enteado.

 "-Você ainda não entende o motivo disso tudo? Quanto tempo esperamos? Não consegue ver que, finalmente, depois de todo esse tempo, estamos vencendo! Aos poucos, estamos vencendo! E, se isso levar outros mil anos, e tivermos que lutar por cada centímetro de terra, então que seja assim.
 - Você não pode lutar por mil anos. Estará morto.
 - A próxima geração seguirá com a luta.
 - Eu sou a próxima geração. E acho que você é louco." (página 222)

 Como já mencionei, o protagonista passou a se arriscar cada vez mais para retribuir a ajuda que teve, e era desesperador ler as cenas onde ele poderia ser morto num buraco embaixo da terra, me dava um sentimento de pânico, de claustrofobia enquanto eu lia. Era desesperador também ver como, muitas vezes, por melhor que fosse a intenção dele, seus planos acabavam trazendo consequências negativas que ele não imaginava, afinal, era só um garoto de treze anos, como poderia ser mais esperto do que um exército inteiro?

 "Só quis fazer uma simples coisa boa. Apenas quis dar à menina o que lhe devia. Mas aqui, isso era impossível, perigoso, estúpido." (página 158)

 Na parte quatro (a obra tem cinco partes ao todo), o Joshua faz uma coisa que muitas vezes eu desejei que os personagens fizessem quando estão em uma situação extrema, ele decide seguir por conta própria, e ver finalmente um personagem fazendo isso me agradou bastante. Outra coisa que me agradou, foi como o Joshua, em momento algum, viu as pessoas do outro lado do muro como inimigas, ele não comprou uma guerra que não era a dele, não colocou "todos no mesmo saco". E mesmo com o que aconteceu no final, e já lhes garanto que o William Sutcliffe não amenizou algumas coisas, o personagem não se revoltou e nem se rendeu.

 "Com essa percepção, imediatamente me sinto renovado, fortalecido, abençoado, sabendo que, ainda que passe minha vida inteira fracassando, estarei fracassando tentando fazer algo no qual acredito; estarei totalmente vivo e serei totalmente eu mesmo. Se a alternativa é não fazer nada, não há de fato alternativa." (página 332)

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 Sobre a edição: eu gostei da capa, tem elementos que remetem à trama, as páginas são amareladas, a revisão está boa, as margens, letras e o espaçamento tem um tamanho bom. Pessoalmente o livro é bem mais bonito do que nas minhas fotos, que não ficaram exatamente do jeito que eu queria.

 Detalhes: 336 páginas, ISBN-13: 9788501402196, Skoob. Onde comprar online: Saraiva, Submarino.

 "O Muro" foi um livro que eu gostei muito e que recomendo. Uma leitura fluida e que prende o leitor, com personagens cativantes e corajosos, como Joshua, Leila e sua família. Uma obra sobre crescer numa zona de conflito em meio à uma disputa territorial e, ainda assim, ver seus semelhantes como mais do que querem que você veja, uma obra sobre esperança. Para quem quiser ler mais sobre o tema abordado por William Sutcliffe, recomendo também o livro "Uma garrafa no Mar de Gaza" da Valérie Zenatti.

 Por hoje é só, espero que tenham gostado da resenha. Me contem se já conhecia o livro ou o autor.

Até o próximo post!

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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Resenha: livro "O que o inferno não é", Alessandro D'Avenia (com sorteio de um exemplar)

 Olá pessoal, tudo bem com vocês? No post de hoje venho comentar sobre minha experiência de leitura com o livro  "O que o inferno não é", escrito pelo italiano Alessandro D'Avenia e publicado no Brasil em 2017 pela Bertrand Brasil. Como vocês podem ver, a resenha está cheia de citações, e aconselho que vocês leiam cada uma com carinho, elas certamente podem dizer mais do livro que minhas considerações. E leiam até o final para saber como e por quê participar do sorteio de um exemplar.

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 "Somente se tocarem um pedacinho de beleza é que poderão desejá-la. O inferno é o lugar em que o espaço para os desejos já está todo ocupado. Por isso, nele se faz o que é ordenado, de cabeça baixa." (página 50)

 A história se passa nos anos noventa, em Palermo, cidade da região conhecida como Sicília, na Itália. Federico é um jovem de classe média, tem um irmão mais velho que estuda medicina, e mora com os pais. Aos dezessete anos, em seu último dia de aula, o professor de religião de sua escola, o querido 3P, padre Pino Puglisi (daí o apelido) lhe convida para ajudá-lo em seu projeto social. Como Dom Pino é um dos professores mais amados pelos estudantes, por sua cabeça aberta e sua proximidade com os alunos, Federico acaba aceitando ir até Brancaccio, o bairro na periferia da cidade, onde mora e trabalha o padre. Essa visita mudaria a forma como o rapaz via o mundo!

 "Deus pôs um coração em seu peito, mas se esqueceu da couraça. É o que faz com todo rapaz; por isso, para todo rapaz, Deus é cruel.
 O rapaz tem dezessete anos e a vida para inventar. Dezessete não promete boa ventura, até mesmo os atores são feios e não acreditam que vão ficar bonitos. O sangue é quente e, quando aperta o coração com força, obriga-nos a decidir o que fazer com ele.
 Ele tem todas as perguntas, mas as respostas chegarão quando as tiver esquecido. Dezessete é um erro de cálculo temporal entre oferta e demanda." (página 12)

 Federico era um garoto que ainda procurava seu lugar no mundo. Ele gostava de ler e de escrever, especialmente poesia, gostava de brincar com as palavras, de fugir do mundo real para o mundo das palavras. Brancaccio era um bairro pobre e dominado pela máfia italiana. As crianças que viviam ali levavam vidas muito mais difíceis e foi um choque para Federico perceber que, tão próximo de sua vida confortável, pessoas passavam por tantas carências. Dom Pino fazia o que podia, quando não estava dando aulas no colégio de Federico ou rezando missas, visita as família de Brancaccio e recebia as crianças no centro que criou, mas não era só no centro que ele cuidava deles, em qualquer lugar que encontrasse seus pequeninos na rua, sempre tinha um minuto para lhes dar atenção, para conversar com eles, responder suas perguntas ou apitar um jogo de futebol.

 "A luz vai escurecendo e é substituída pela raiva de quem destrói e nem mesmo sabe por quê, de quem aprende a dominar antes de amar, de quem não sabe que amar acrescenta alguma coisa à vida, ao passo que odiar subtrai, mas odiar é mais fácil e imediato. É uma espécie de anestia que não permite que se sinta a vida e a luz. Muitos deles sofrem violência sexual por parte de garotos mais velhos, e assim acabam se habituando a se submeterem. E quem é dominado já não sabe como se faz para amar, porque também já não sabe como se faz para ser amado."  (página 139)

 Dom Pino acreditava que tudo o que aquelas crianças precisavam para saírem do inferno que era a vida em Brancaccio, era uma oportunidade. Uma oportunidade de conhecer uma vida diferente, de desejar uma vida diferente, onde pudessem estudar ao invés de roubar, onde pudessem brincar ao invés de agredir, onde pudessem sonhar com um trabalho digno que lhes pagasse suas necessidades.

 "Dom Pino é um dom sem poder, mas não sem força. Uma força desarmada, não superior à violência - porquê a violência transforma a carne -, mas ulterior à violência - porque sua força transforma o coração. Supera-a, não no espaço, mas no tempo. Somente o tempo pode vencer o espaço. Há homens que dominam o espaço, e  há homens que são senhores do tempo.
 Dependem do deus que escolheram para se consagrar." (página 81)

 Foi muito fácil relacionar a realidade de Brancaccio com a realidade que conhecemos. Basta pensar nas favelas dominadas pelo tráfico que se espalham pelo nosso país, ou até mesmo olhar para algumas comunidades da minha pequena cidade, ou observar alguns "alunos problemas" da escola onde faço estágio. Que futuro essas crianças com família desestruturadas, que não tem acesso a coisas básicas como alimentação, podem ter? Vou dar o meu próprio exemplo: após terminar o Ensino Médio, fiquei anos sem estudar, fechada na minha cidade minúscula, simplesmente por não saber como eu poderia fazer uma faculdade, mas quando me foi dado o acesso à essa informação, comecei a correr atrás, e hoje estou no último ano do curso de Pedagogia, eu só precisava de algo que me impulsionasse, que fizesse nascer em mim a vontade de aprender mais, e encontrei isso nos livros. Mas não basta só pensar sobre o assunto, é preciso fazer alguma coisa para quebrar o círculo vicioso de manutenção da pobreza, que agrada às organizações criminosas e alguns governantes. E é isso que Dom Pino fazia.

 "Ele sabe que tem que fazer o contrário: olhar, ver, ser olhado, visto. Abertamente, de cabeça erguida. E não fazer de conta que não viu nada se o que viu deve ser mudado. O início do inferno é baixar o olhar, fechar os olhos, virar para o outro lado e reforçar a única fé espontânea que a Sicília conhece, que é aquela fatalista e cômoda do 'seja como for, nada vai mudar'. Sua paz se nutre dessa guerra contra o que é sempre igual, contra a ordem constituída, mantendo os olhos bem abertos. Quantas vezes não tem que repetir às suas crianças: de cabeça erguida, caminhem de cabeça erguida. Por essas ruas, quando alguns passam, outros baixam o olhar. A submissão ocular é regra de vida, Se você olha, está lançando um desafio. E ele olha todos no rosto e nos olhos."  (página 81)

 Eu quis ler "O que o inferno não é" por recentemente ter visto alguns comentário super positivos sobre outro livro do Alessandro D'Avenia: "Branca como o leite, vermelha como o sangue". No início da leitura, a alternância entre a narração em primeira pessoa feita por Federico e a narração em terceira pessoa focada em Dom Pino me confundiu um pouco, assim como a forma poética e italianizada da escrita do autor, mas aos poucos fui me acostumando com isso (aliás, parabenizo o trabalho de tradução que foi feito) e "O que o inferno não é" entrou para os meus favoritos e ganhou nota máxima em minha avaliação.

 "Tinha a coragem que raramente vi nos adultos." (página 357, Federico sobre Dom Pino)

 Com capítulos curtos, que proporcionam uma leitura fluida, é um livro que duvido que alguém consiga ler sem ser tocado. Conforme vamos vendo o quanto Dom Pino se dedica inteiramente para tornar o mundo melhor, mesmo que isso lhe custe sua saúde e sua segurança, mesmo que ele sinta que não tem mais forças, vamos querendo mudar o mundo também, refletimos sobre o que estamos fazendo com a nossa vida, sobre o poder que temos em nossas mãos de tornar a vida de alguém melhor ou pior. Pelo menos eu me senti assim. E só não chorei com os capítulos finais por não ter parado a leitura, por ter seguido para o próximo parágrafo.

 "Todos os anos, em cada classe teve entre vinte e trinta estudantes. São quase dez mil os estudantes aos quais sorriu em quinze anos. E sabe o que pode fazer pelo menos um sorriso por semana na vida de um jovem. Nunca deixará o ensino. Talvez no fim da vida chegue a cem mil alunos. Dá para mudar uma nação com cem mil jovens. Mas também dez mil podem bastar para uma revolução. Todo professor é o potencial bélico mais perigoso de um Estado, fusão capaz de ativar reações atômicas insuspeitas." (página 191)

livro "O que o inferno não é", Alessandro D'Avenia
Resenha: livro "O que o inferno não é", Alessandro D'Avenia (com sorteio de um exemplar)

 A edição traz uma capa feita sobre uma fotografia de um lugar real de Palermo, com elementos que tem tudo a ver com a história, como a boneca. Acreditem que ao vivo a capa é mais bonita que nas minhas fotografias. As páginas são amareladas, a diagramação é simples mas com letras, margens e espaçamento de bom tamanho, e devo ter encontrado no máximo um ou dois erros de revisão.

 Detalhes: 384 páginas, ISBN-13: 9788528621631, Skoob. Onde comprar online: Submarino, Americanas.

 "Os rapazes sempre esperam alegria da vida, não sabem que é a vida que espera alegria deles." (página 12)

 Federico e Lucia (uma jovem moradora de Brancaccio) me lembraram a Maddy e o Olly de "Tudo e todas as coisas" da Nicola Yoon, com o gosto que tem pela leitura, com suas cinco palavras favoritas. Em "O que o inferno não é", relembrei o que é um oximoro (figura em que se combinam palavras de sentido oposto que parecem excluir-se mutuamente, mas que, no contexto, reforçam a expressão) e conheci Petrarca (poeta italiano conhecido como o inventor do soneto).

 "(...) e onde se perde o olho, o coração também acaba enredado." (página 11)

 "O que o inferno não é" é um livro que gostei muito e que recomendo. Se você puder adquiri-lo e/ou presentar alguém com ele, faça isso. Recomendo também que após a leitura da obra, se também ficar curioso como eu fiquei, pesquise um pouco sobre Brancaccio e o 3P, mas somente após a leitura, hein?! Você vai se surpreender! "O que o inferno não é" é um livro sobre encontrar seu lugar na vida, e que nos faz entender quando dizem que a educação pode mudar o mundo e qual o verdadeiro sentido de amar ao próximo. 

 "As coisas atingidas por muita luz projetam o mesmo tanto de sombra; toda luz tem seu luto; todo porto, seu naufrágio. Mas os jovens não veem a sombra, preferem ignorá-la." (página 11)

 Acredito que todos mereciam a oportunidade de ler o que Alessandro D'Avenia brilhantemente escreveu, mas como não tenho como sair distribuindo exemplares da obra por aí, consegui com o Grupo Editorial Record um exemplar do livro para sortear para os leitores do blog.

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 Para participar você deve:
1 - deixar um comentário na resenha.
2 - compartilhar o post do sorteio no Facebook
3 - curtir a página do blog
4 - preencher o formulário abaixo. Não sabe como usar o Rafflecopter? É fácil! Clique em "Log in" para entrar com seu Facebook (ou você pode se cadastrar com e-mail e senha). Depois é só clicar em todas as "caixinhas" que aparecerem e cumprir o que é pedido (as entradas que aparecem nesse primeiro momento são as obrigatórias, após cumprir todas aparecerão as extras, aproveite-as).
a Rafflecopter giveaway

 As inscrições começam hoje e vão até dia 31/05/2017. O resultado do sorteio será divulgado em até uma semana após o término das inscrições. O sorteado será avisado por e-mail e terá até uma semana para responder ao e-mail enviado informando seu endereço para entrega ou o sorteio será refeito. O envio do livro será feito pelo Grupo Editorial Record.

 Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado da resenha, nem sempre é fácil falar sobre um de nossos livros favoritos sem se estender demais. Me contem o que acharam da história, se já conheciam a obra ou o autor.

Até o próximo post!

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